<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707</id><updated>2012-02-16T17:15:10.575-02:00</updated><title type='text'>Diário da Equilibrista</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>103</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8185484220071863939</id><published>2011-05-28T17:54:00.000-03:00</published><updated>2011-05-28T17:54:22.963-03:00</updated><title type='text'>ABRINDO AS PORTAS DA ESPERANÇA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8r2ep-5wgl8/TeFf_I9ES0I/AAAAAAAAAXI/UicrGizgi0M/s1600/abrindo_a_porta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-8r2ep-5wgl8/TeFf_I9ES0I/AAAAAAAAAXI/UicrGizgi0M/s1600/abrindo_a_porta.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na década de 80 ou talvez 90, o apresentador Silvio Santos tinha um quadro no seu programa que se chamava “As Portas da Esperança”. (Pode ser que não tivesse exatamente esse nome). No quadro, o apresentador contava a história de alguém que pedira alguma coisa muito importante para si. Eram pessoas querendo enxovais, cadeiras de roda, móveis.... A produção do programa procurava por empresas dispostas a atender ao pedido dos participantes. Silvio Santos falava do sonho – sim, quase sempre a pessoa estava no limiar do desespero – e pedia que as portas da esperança fossem abertas. Se o pedido fosse contemplado, por trás da porta estaria alguém e muitas vezes até o objeto do desejo. Em algumas situações não havia nada quando as portas se abriam. Assim como na vida, nem sempre os sonhos podem se materializar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, não sou uma aficionada por Silvio Santos e esse post é para falar que nessa semana, uma fresta da porta da esperança se abriu para mim. Há uns cinco anos tive um ganho considerável de peso. O quadro começou com uma medicação e evoluiu com a baixa de auto-estima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é de domínio público, desde o começo de maio estou fazendo hemodiálise. Não tem sido fácil, minha vida passa por mudanças significativas. Mas estou me ajustando e nas duas últimas sessões já fui dirigindo. Isso me deu a sensação de não ser tão dependente. Já consigo olhar a clínica na qual faça o tratamento de uma maneira menos hostil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas primeiras sessões chegava por lá com a sensação de quem ia&amp;nbsp;cumprir um ritual inútil e que tudo resultaria em dor e sofrimento. Enfim, como a vida está sempre nos mostrando: nada como um dia e outro e outro. A verdade é que caminhando para um mês de tratamento eu já experimentei algumas mudanças. A melhor delas foi abrir um armário com as roupas de cinco anos atrás e conseguir entrar em algumas. Foi uma emoção. São roupas simples, mas que representam um momento importante da minha vida. Eu estava feliz, confiante e o futuro parecia promissor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abrir aquele armário foi mais ou menos como abrir as portas da esperança e ter um desejo realizado. Deu-me ânimo e mais confiança. Agora consigo acreditar que talvez volte a ter meu peso anterior e que possa retomar a auto-estima. O tratamento é uma peça importante desse jogo. Os primeiros exames demonstram que a diálise já conseguiu expurgar boa parte das substâncias ruins que estavam morando dentro de mim. Ninguém acorda e agradece a Deus por mais um dia de diálise. Esse não é o sonho de consumo de&amp;nbsp;nenhuma pessoa. No entanto, meu “Pollyana way of life” já dá mostras de que, a despeito da tristeza, da desesperança que experimentei ao receber esse diagnóstico minha vida poderá passar a outro patamar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já consigo olhar para mim sem autocomiseração e, acreditem, isso é muito! Cada dia que visto uma roupa do passado, tenho a sensação de colocar um pouco mais de cor no meu presente. Estou lendo um livro muito simpático chamado “Um Dia”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O autor começa sua narrativa com uma poesia:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Para que servem os dias?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dias são onde vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles vêm, nos acordam&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um depois do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Servem para a gente ser feliz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde podemos viver senão neles?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah! resolver essa questão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz o padre e o médico&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em seus longos paletós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perderem seu trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Philip Larkin, “Days”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais ou menos assim. Na vida só&amp;nbsp;podemos viver um dia de cada vez. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8185484220071863939?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8185484220071863939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8185484220071863939' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8185484220071863939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8185484220071863939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/05/abrindo-as-portas-da-esperanca.html' title='ABRINDO AS PORTAS DA ESPERANÇA'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8r2ep-5wgl8/TeFf_I9ES0I/AAAAAAAAAXI/UicrGizgi0M/s72-c/abrindo_a_porta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-209895418483972923</id><published>2011-05-19T04:26:00.000-03:00</published><updated>2011-05-19T04:26:43.140-03:00</updated><title type='text'>A Primeira Vez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1987 uma campanha publicitária ganhou o Brasil. Era delicada e falava sobre a experiência única de se usar o primeiro sutiã. O mote era despertar nas pessoas a capacidade de recuperar momentos inesquecíveis de suas vidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, a primeira vez a gente nunca esquece. Por exemplo: o primeiro beijo. Ok! O meu foi totalmente esquecível. Embora nunca mais tenha visto aquele garoto e a experiência não tenha sido arrebatadora, ficou registrado na memória meu ingresso no mundo das bitocas. E cá para nós, beijar, pela primeira, segunda ou milésima vez é sempre uma delícia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tQgb5QfP9tg/TdTFGx8RWcI/AAAAAAAAAXE/yNLYJGV_YtA/s1600/hemodialise.bmp" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;Houve outras primeiras e memoráveis vezes. A primeira vez que vi a carinha dos meus filhos...A primeira vez que me senti gostosa...A primeira vez que ouvi Jorge Drexler...A primeira vez que entrei numa sala de aula...A primeira vez que tomei sorvete de menta com chocolate...&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tQgb5QfP9tg/TdTFGx8RWcI/AAAAAAAAAXE/yNLYJGV_YtA/s1600/hemodialise.bmp" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-tQgb5QfP9tg/TdTFGx8RWcI/AAAAAAAAAXE/yNLYJGV_YtA/s1600/hemodialise.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Mas não é desse tipo de primeira vez que quero falar. Infelizmente, ou felizmente fui apresentada à minha primeira vez na&amp;nbsp;hemodiálise. E quer saber? Não foi nada divertido passar a fazer parte desse clube. Diferente do primeiro beijo, quando alimentamos a esperança de que haverá fundo musical, que um cenário de sonho vai se estabelecer e que o chão vai se abrir com anjos trombeteando – enfim, talvez isso seja mais para anunciar o fim dos tempos – a experiência de encarar a máquina pela primeira vez foi um pesadelo. Não há cenário capaz de tornar essa experiência menos traumática. Não é nada interessante passar duas horas vendo seu sangue ser conduzido por duas mangueiras e escutar aquela máquina apitando, como aqueles aparelhos de UTI. É um tempo que você, por mais imaginação que tenha, não consegue esquecer que está doente e que aquele lugar não seja um hospital. O pior é saber que isso fará parte da sua vida por um tempo&amp;nbsp;impossível de ser quantificado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já tive ocasião de manifestar, não quero adular a autocomiseração. Estou lutando para não ter dó de mim, mas está difícil. Não é bacana olhar meu braço e vê-lo destroçado, como se tivesse levado uma surra. Nesse momento, eu sou a rainha dos hematomas e de uma dor que não me deixa dormir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto, nesse jogo entre Ana Maria e a máquina, ela está ganhando de goleada. Estou confiante, mas acho que ainda vai levar um tempo prá poder dar risada e virar esse placar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-209895418483972923?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/209895418483972923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=209895418483972923' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/209895418483972923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/209895418483972923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/05/primeira-vez.html' title='A Primeira Vez'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tQgb5QfP9tg/TdTFGx8RWcI/AAAAAAAAAXE/yNLYJGV_YtA/s72-c/hemodialise.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8496484567140742354</id><published>2011-04-15T03:11:00.002-03:00</published><updated>2011-04-17T11:32:45.304-03:00</updated><title type='text'>Os "meus" meninos!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gllYKAvsG9E/TafdWErZl5I/AAAAAAAAAXA/ggxHqk4iLdc/s1600/meninos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-gllYKAvsG9E/TafdWErZl5I/AAAAAAAAAXA/ggxHqk4iLdc/s320/meninos.jpg" width="269" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando fui aprovada no vestibular, no final da década de setenta, depois da alegria de ver meu nome na lista, o segundo passo foi prospectar as chances de encontrar um grande amor entre os colegas. Sim, as meninas numa turma majoritariamente feminina, estavam interessadas nas possibilidades de namoro. Eugênio, Fernando, João Angelo, José Maria, Marco Antônio, Marcelo Barra&amp;nbsp;e Ronaldo. Sete garotos. Cinco. Afinal, dois deles tinham interesses sexuais na mesma categoria das meninas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que não rolou namoro, mas desse grupo saíram dois grandes amigos: João e Ronaldo. Embora no caso do Ronaldo, tenha sido uma amizade meteórica, nem por isso, menos querida. Acontece que ele se desgarrou rapidinho para casar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre tive facilidade de me relacionar com meninos. E falo de amizades sinceras e duradouras. De camaradagem e cumplicidade. E hoje quero falar de dois amigos desse tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um deles é o João. João Angelo Fantini. O outro, Lisandro. Lisandro Nogueira. Dois amigos queridos com os quais tive a oportunidade de viver ótimos momentos. Hoje, escrevo banalidades nesse blog - arremedo de diário - e levo uma vidinha besta, que não merece registro. Os dois, cada um a sua maneira, trilharam caminhos promissores. São reconhecidos nas suas áreas de atuação, já publicaram livros e têm blogs que falam de assuntos muito mais relevantes e claro, são cinqüentões charmosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto eu corro atrás de “sobrevida” como gostam de dizer os médicos e começo a contagem regressiva para a hemodiálise, prevista para a próxima semana, meus amigos constroem suas respectivas trajetórias. E nos últimos tempos eu penso com freqüência neles e no quanto foi importante tê-los conhecido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que não os encontro. Lisandro, não vejo há mais tempo que o João, mas eu os adoro e a distância nunca foi capaz de fazer esse sentimento diminuir. Vez ou outra nós trocamos e-mails e telefonemas. Lisandro, eu vejo nas crônicas de TV num telejornal de Goiânia quando estou por lá. É ótimo saber que ele transformou sua paixão por cinema numa ocupação e que multiplica seu conhecimento sobre a sétima arte. É hoje uma referência sobre o assunto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Universidade Federal de Goiás foi nosso ponto de encontro. Lisandro estudava História e eu não sei&amp;nbsp; como nos tornamos&amp;nbsp;um trio. A verdade é que durante muito tempo nossas vidas andaram muito próximas. Lembro, particularmente, de um período em que vínhamos juntos para Brasília. Eu, como já tive a oportunidade de comentar, tinha um grande amor por aqui e eles cuidaram de seguir a mesma trilha. Lisandro chegou a namorar uma garota e o João tentou emplacar um flerte com a irmã dela. Mas era um pessoal estranho e no final das contas, a história rendeu mais piadas, que romance. Daqueles dias, lembro da gente voltando para Goiânia no fusca do Lisandro, em desalento. Mas com vinte e poucos anos, a tristeza dura algumas horas, talvez dias, não mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos muitas histórias para contar, fizemos planos juntos e acho que havia entre nós um equilíbrio entre o meu pseudo vanguardismo, o cinismo cheio de charme do João e o excesso de confiança do Lisandro, que na verdade, escondia insegurança expressa no seu tique favorito: enrolar a ponta dos cabelos. Acho que dessa época o que conta de verdade era a incrível e despudorada capacidade que tínhamos de rir de nós mesmos e da nossa fanfarronice. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum de nós levou adiante o grande amor. Fomos atropelados pela vida que cuidou de nos apresentar a relacionamentos reais, menos Hollywood. Bem, talvez isso se aplique ao Lisandro e a mim. O João, pelo que sei, continua beijando muitas bocas e vivendo amores eternos enquanto duram.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-crOm7bA1RsA/TafUYzp3tZI/AAAAAAAAAW4/sn8hvjwkSLw/s1600/Foto_Ana_Joao_2.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="218" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-crOm7bA1RsA/TafUYzp3tZI/AAAAAAAAAW4/sn8hvjwkSLw/s320/Foto_Ana_Joao_2.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Do João eu tenho lembranças muito ternas. Algumas inesquecíveis. Como ele foi embora para São Paulo, tivemos vários encontros no período em que eu viajava a trabalho para lá. Ele foi um ombro acolhedor, mesmo me dizendo na lata e sem verniz, coisas que precisava ouvir. Independente de seu pragmatismo, soube ser um amigo leal e enxugar muitas lágrimas. Algo assim: passa a mão na cabeça, mas dá um safanão – sem perder a ternura jamais – claro!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses, sonhei que ia me casar e era ele quem iria me conduzir ao altar. Não! Ele não era o noivo. Quando contei o sonho ele perguntou com a sua costumeira ironia: “mas no seu sonho eu ainda tinha cabelo”? Claro. Afinal, no meu sonho eu era bonita e magra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das maiores alegrias que tive foi vê-lo viajando com meus filhos para a Chapada. É claro que depois disso, Guilherme e Rodrigo alcançaram em sua vida o status de “brother” que eu não tenho mais idade e disposição para ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não posso ouvir a Nana Caymmi que as lembranças do João chegam de pronto. Não porque ele seja um ardoroso&amp;nbsp;fã, mas porque nunca me esqueci quando ele profetizava: "quer acabar com uma festa, coloca um disco da Nana Caymmi prá tocar".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisandro e eu temos tantas coisas em comum que até fomos brindados com a mesma patologia: rins policísticos. Da última vez que nos falamos ele cuidou de encher meu coração de esperança e de garantir que há vida após a hemodiálise. Eu acreditei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xze-YPwHrZg/TafUlAEfGpI/AAAAAAAAAW8/ZD9Ew8tvP6U/s1600/Lisandro.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-xze-YPwHrZg/TafUlAEfGpI/AAAAAAAAAW8/ZD9Ew8tvP6U/s320/Lisandro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada é mais a cara do Lisandro que Glauber Rocha. E claro, sempre corro risco de morte quando declaro&amp;nbsp;que acho o cara um grande "chato". Prá ele isso é tiro no peito. Ninguém é perfeito. Afinal,&amp;nbsp;ele até gosta de Moraes Moreira. Fazer o que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando pensei em escrever para eles, descobri, com tristeza, que não tenho uma foto em que aparecemos os três juntos. Eu espero que possamos reverter isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, meus queridos “João de Deus”, “Jonh very good” e “Lili”. Eu os amo! Muito!! E não queria que meus dias terminassem sem que pudesse dizer isso com todas as letras prá vocês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Super beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Maria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8496484567140742354?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8496484567140742354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8496484567140742354' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8496484567140742354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8496484567140742354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/04/os-meus-meninos.html' title='Os &quot;meus&quot; meninos!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gllYKAvsG9E/TafdWErZl5I/AAAAAAAAAXA/ggxHqk4iLdc/s72-c/meninos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8217433128055289164</id><published>2011-03-27T02:55:00.000-03:00</published><updated>2011-03-27T02:55:40.289-03:00</updated><title type='text'>CINZA DEMAIS PARA O MEU ROSA CHOQUE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-TzYsXfvYNpY/TY7PgxBWLKI/AAAAAAAAAWo/mEMpmLMGYcI/s1600/rosa_choque_mini.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-TzYsXfvYNpY/TY7PgxBWLKI/AAAAAAAAAWo/mEMpmLMGYcI/s320/rosa_choque_mini.jpg" width="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses estava respondendo um recado deixado no Facebook quando fui surpreendida por um chamado de um ex-namorado. Conversamos rapidamente, o suficiente para que eu me lembrasse de uma passagem de nossas vidas. Eu vivia um momento de exuberância e ele tentava se recuperar de uma separação. Eu estava no ápice dos vinte e poucos. Ele passara dos trinta, já havia experimentado a viuvez e naquele momento terminava o segundo casamento. Estávamos em desalinho e não me sentia a vontade para colorir a palidez da sua vida. Sem dó, nem piedade, depois de ouvir pela enésima vez seus lamentos, disse-lhe: “desculpe, mas você é muito cinza para meu rosa choque”. Lágrimas correram largas pelo seu rosto de poeta triste. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todas as pessoas com as quais me relacionei ele talvez tenha sido o que mais claramente tenha verbalizado seus sentimentos. Disse-me de várias maneiras as coisas todas que uma mulher aprecia ouvir. Escreveu-me cartas, poemas e um conto no qual, com delicadeza, narrou um fato de minha infância. Usou esse expediente para por fim à nossa história e com seu gesto&amp;nbsp;– involuntariamente – contribuiu para que minha vida tomasse uma direção inusitada e meu destino fosse reformatado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida fez com que nossos caminhos vez ou outra se encontrassem. Quando estava grávida de sete meses do meu primeiro filho, ele fez sua última tentativa de arrebatar-me. Procurou-me e disse que estava disposto a seguir em frente, mesmo estando eu a espera de um filho que não era seu. Disse-me que isso não seria obstáculo para me fazer feliz e que meu filho não teria menos amor. Mas era tarde demais para nós e assim, a vida seguiu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anos mais tarde, num encontro profissional, ele olhou-me com ternura e confessou que sempre pensava em mim e que eu fazia parte de suas melhores lembranças. Acho que chegou a dizer que&amp;nbsp;fui o grande amor de sua vida. Mas como ele é poeta e teve muitos amores, achei melhor considerar aquelas palavras como um recurso de sedução tardia. Um galanteio de um homem que sabe falar de amor e não se furta&amp;nbsp;a dizer, mesmo que não sinta exatamente assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa conversa da semana passada foi dolorida, não porque reste em meu coração uma paixão recolhida, mas porque me lembrou do viço dos vinte e poucos anos, de como havia luz nos meus olhos e fogo no meu coração. Hoje, nesses dias lacônicos, nessa solidão e incerteza, dói-me perceber o quanto eu, que tinha tanta cor, estou demasiadamente cinza, diante do rosa choque da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8217433128055289164?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8217433128055289164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8217433128055289164' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8217433128055289164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8217433128055289164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/03/cinza-demais-para-o-meu-rosa-choque.html' title='CINZA DEMAIS PARA O MEU ROSA CHOQUE'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-TzYsXfvYNpY/TY7PgxBWLKI/AAAAAAAAAWo/mEMpmLMGYcI/s72-c/rosa_choque_mini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2879976464557614684</id><published>2011-03-12T02:38:00.001-03:00</published><updated>2011-03-16T22:19:46.526-03:00</updated><title type='text'>1984</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gTbYYBO62_w/TXsE97fCL2I/AAAAAAAAAWg/V0c0U6n99q8/s1600/1984_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://3.bp.blogspot.com/-gTbYYBO62_w/TXsE97fCL2I/AAAAAAAAAWg/V0c0U6n99q8/s320/1984_1.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontrei Chico Buarque. Nas últimas semanas fui adquirindo os discos de uma coleção que reeditou alguns de seus trabalhos que eu só tinha em vinil. O último disco, um lançamento de 1984, além da boa música provocou uma avalanche de lembranças. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia algum tempo que Chico não gravava. O disco traduzia as mudanças políticas que aconteciam no país, assim como&amp;nbsp;minha vida&amp;nbsp; passava por transformações. Natural, pois, que as músicas se convertessem em uma espécie de trilha sonora desse período.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1984, mais precisamente em maio, comecei a trabalhar na Editora Abril. Fiz minha estréia no mercado pelas portas de uma empresa reconhecida. Não era pouco para uma recém chegada a Brasília. Além de uma nova realidade profissional, precisava aprender, a duras penas, viver numa cidade completamente diferente, sem o amparo da família e juntando os meus cacos depois do fim de um amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de alguns meses, parte do meu treinamento incluía passar duas semanas em São Paulo conhecendo as várias unidades e respectivas subdivisões da empresa. Como trabalhava na sucursal - que funcionava como um balcão de serviços para as demandas de todas as operações da editora - era importante conhecê-las.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele tempo não havia Internet e nossas correspondências com a “matriz” eram realizadas por C.Is (comunicações internas), telefone, telex e os famosos “bilhetinhos”. A comunicação na Abril era informal. Havia uma troca constante de “bilhetinhos” e foi por meio deles que me tornei amiga da Inês, uma das jornalistas responsáveis pelo Almanaque Abril. Entre suas atribuições estavam as atualizações do anuário. As freqüentes revisões implicavam na troca de documentos e informações. Isso,&amp;nbsp;tornou nosso contato regular e estabeleceu uma correspondência vigorosa que não tardou a se transformar em camaradagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos conhecemos em uma de suas vindas à Brasília e era natural que ela me recepcionasse na primeira estadia em São Paulo. Então, o&amp;nbsp;disco de Chico Buarque cruzou nosso caminho. Foi meu presente para Inês – era um LP – que ela rapidamente gravou numa fita cassete – tempos jurássicos - e a música nos acompanhava pelas peregrinações que passamos a fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viajei para São Paulo numa sexta-feira e me hospedei na casa de Inês, na Vila Madalena. Só me transferi para o hotel na segunda-feira e foi pelas mãos da amiga que fui apresentada a uma cidade&amp;nbsp; maior que os sonhos que ousaria ter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O deslumbramento começava pela própria empresa. Na época, dividida em treze endereços. Meu roteiro incluía conhecer a gráfica – e ficar boquiaberta com o processo estupendo de ver as partes que convergiam para o final apoteótico, resultando em uma revista – passava pelo estúdio fotográfico onde eram feitas desde as fotos de Playboy até as imagens que iriam ilustrar os pratos da Cozinha de Cláudia – que, aliás, conheci e onde almocei com a lendária Edith Eisler, uma espécie de Ana Maria Braga da culinária de revista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui apresentada ao Dedoc – o Departamento de Documentação da Abril – que abastecia com pesquisas todas as publicações da casa; estive na DINAP, que à época fazia a distribuição de todas as publicações em banca, e tive o privilégio de almoçar no “roof” (o restaurante que servia aos executivos e convidados da empresa e ficava no topo do prédio da Abril, na Marginal). Pisei no território sagrado - o sexto andar – onde ficavam o presidente da empresa, Victor Civita, seu filho Roberto e os demais VPs. Fiquei deslumbrada. O local era como uma grande galeria de arte. Havia quadros que só vira em fotos. As secretárias eram senhoras formais, vestidas de maneira antiquada. Uma delas, Luiza Crema, posso dizer, tornou-se uma amiga. Uma pessoa que impressionava pela delicadeza firme e um sotaque particular. Durante todos os anos em que estive na empresa, sempre me tratou com gentileza, me mandando presentes e perguntando por meus filhos sem esquecer os seus nomes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecer a empresa e entender como ela funcionava foi uma experiência valiosa, mas as atividades extracurriculares foram as que mais marcaram minha passagem por Sampa. Encerrados os compromissos, eu corria para o hotel, tomava banho e pelas mãos da Inês era apresentada a outras nuances da cidade. O ritual começava quase que invariavelmente pelo “21”, um bar muito freqüentado por jornalistas. Inês é um pouco mais velha que eu e tinha histórias para contar. Seus amigos eram figuras importantes da imprensa brasileira, ou seja, para mim, a viagem continuava a ser aprendizado mesmo na balada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inês me levou a restaurantes que só conhecia pelas revistas, me apresentou ao Pirandello, um bar diferente de tudo que eu vira até então: um misto de boteco, livraria, ateliê e brechó. Por lá passavam as pessoas descoladas da época. “Assim é, se lhe parece”. Foi nessa viagem que pela primeira vez coloquei os pés numa gafieira: “A Sandália de Prata”. Voltava para o hotel tarde da noite, dormia pouco, pois havia muito para ver e viver. E eu... bem, eu era um “suburbano coração” aproveitando para beijar algumas bocas, "darling ...play it again", embora apenas uma, naqueles tempos, me tirasse os pés do chão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio de tanta novidade eu cuidava de acompanhar a greve dos bancários e buscar os jornais de Brasília para saber se estava tudo bem. Será que o amor sindicalista não fora preso? De quebra, fazia malabarismos, carregando pelas ruas da cidade uma enorme e colorida pipa, que cismei presentear. Coisas estúpidas que se faz por amor, mesmo quando o amor acabou. Já passou. “Vai passar”!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trabalhei mais de vinte anos na Abril e estive dúzias de vezes em São Paulo, mas aquela viagem foi um marco, um divisor de águas, mas como na canção, as pessoas e as lembranças são como as palavras: “saíram de cartaz”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ivTTa-6nCpI" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2879976464557614684?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2879976464557614684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2879976464557614684' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2879976464557614684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2879976464557614684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/03/1984.html' title='1984'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gTbYYBO62_w/TXsE97fCL2I/AAAAAAAAAWg/V0c0U6n99q8/s72-c/1984_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3842768090486712894</id><published>2011-03-02T00:59:00.003-03:00</published><updated>2011-03-02T01:44:06.795-03:00</updated><title type='text'>AMIZADE É AMOR!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-0KJczRneMKw/TW3BEzLomaI/AAAAAAAAAWc/CHL3JukOySE/s1600/sol_vi_ana.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" l6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-0KJczRneMKw/TW3BEzLomaI/AAAAAAAAAWc/CHL3JukOySE/s320/sol_vi_ana.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No processo de reclusão voluntária a que me submeti, vez por outra esqueço como é bom sair da caverna e me divertir. E falo de realidade e não de usar o cinema ou a literatura como escapismo. Dia desses fui ao shopping com a Solange. Fazia tempo que não me divertida tanto. Andamos pelas lojas que gostamos, compramos pequenos mimos, lanchamos, tomamos sorvete, café, e claro, fizemos piada uma da outra, talvez eu mais dela que ela de mim. Voltei alegrinha para casa, sentindo, mesmo que por breves instantes, que a vida tivesse retrocedido e eu fosse ainda aquela mulher tão cheia de alegria e desprendimento que hoje sinto não ser mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje tive um revival. Numa conexão por Brasília, Viviane me concedeu a alegria de passar duas horinhas por aqui. Fomos ao shopping, almoçamos juntas, e também, por breves momentos, experimentei a sensação de pertencimento. De integrar o mundo, já que na maior parte do tempo eu assisto a vida passando e isso me incomoda e faz sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sempre tive a sorte de ter bons amigos, e sem desmerecer as outras pessoas que amo, Solange e Viviane, são, com certeza, as pessoas com quem consigo estabelecer a mais absoluta conexão. Não que haja apenas concordância entre nós. Não que nunca tenhamos tido arestas para aparar, mas preciso reconhecer que são as pessoas que melhor me conhecem e que sempre, em todas as ocasiões, me acolheram de maneira absoluta e irrestrita. É para elas que corro para contar as alegrias, tristezas, as surpresas e decepções. É com elas que me permito ser, da forma mais intensa, eu mesma. Sem retoques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecendo a Solange, como penso conhecer, parece um milagre, que a despeito de nossas incríveis diferenças, possamos nos gostar tanto. Eu não costumo parar para pensar em outras vidas, não sou uma pessoa que se preocupa em desvendar esse tipo de mistério, mas sinto como se nossos destinos tivessem sido “traçados na maternidade”. É como se em todas as vidas que tivemos, se as tivemos, nossos caminhos tivessem se cruzado de alguma maneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso da Vivi o sentimento é ainda mais intenso, pois eu sinto por ela um misto de amor de mãe e de irmã. Não consigo nos ver como tia e sobrinha, mas como almas gêmeas. Nós temos opiniões muito próximas, uma cumplicidade que seria difícil explicar à luz da razão. Em algumas situações nossas histórias se misturam e sempre aprendo com ela, apesar de achar que devia ser o contrário. Para o dissabor de meu irmão, somos o que ele chama de “malucona” e “maluquete”. Duas faces da mesma moeda. É provável que ela esteja em franca desvantagem nessa comparação, mas me orgulho de nossas semelhanças e espero que a vida me permita ser cada vez mais como ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que possível essas páginas servem para&amp;nbsp;expressar meu reconhecimento às pessoas que amo.&amp;nbsp;Não sei que mérito isso&amp;nbsp;representa para vocês, mas tenham certeza de que estão no topo do ranking do meu amor. Pode ser brega. Pode ser lugar comum, mas é sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/OCIpzq1zQmI" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3842768090486712894?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3842768090486712894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3842768090486712894' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3842768090486712894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3842768090486712894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/03/amizade-e-amor.html' title='AMIZADE É AMOR!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-0KJczRneMKw/TW3BEzLomaI/AAAAAAAAAWc/CHL3JukOySE/s72-c/sol_vi_ana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7733454989526965435</id><published>2011-02-26T03:13:00.000-03:00</published><updated>2011-02-26T03:13:18.529-03:00</updated><title type='text'>"Tonight's The Night"!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-RJQdZZm7IHA/TWiWmi8TRTI/AAAAAAAAAWU/fttoJI-153Y/s1600/dexter.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" l6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-RJQdZZm7IHA/TWiWmi8TRTI/AAAAAAAAAWU/fttoJI-153Y/s320/dexter.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Desde o acidente com o Rodrigo tenho vindo por aqui tentar escrever, usar as palavras para colocar ordem nos meus sentimentos confusos. Mas elas estão arredias. Passo horas construindo narrativas,&amp;nbsp;fazendo relatos de coisas que me acontecem, de pensamentos, de angústias, de alegrias, de inquietações. Mas ao final, termino com uma tela em branco, como se minha mente tivesse passado por um processo de entorpecimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de viver a experiência que tivemos com o Rodrigo, ser notícia de jornal, sentir medo de perder meu filho, revolta por tudo que passamos e de ainda por cima estar esperando a realização da segunda fístula, para finalmente chegar à hemodiálise,&amp;nbsp;os&amp;nbsp;sentimentos são controversos e tenho medo da armadilha do discurso da autocomiseração. Não! Eu não quero sentir pena de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aplacar a angústia eu cuido de fazer aquilo que é a minha especialidade. Sim, eu aperto “play”. Ultimamente, não são os filmes românticos, os contos de fada contemporâneos que monopolizam minha atenção. Eu mergulhei no universo sanguinário de um serial killer por quem me apaixonei. Sim, minha mãe sempre me alertou – “você gosta de homens complicados “ – e essa paixão é a responsável por eu passar meus dias e noites de espera mergulhada numa trama que discute a dicotomia que há entre nós. A prospectar a linha tênue que existe entre “bem” e “mal”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falo de Dexter. O serial killer que é especialista em matar “serial killers”. O perito forense que por trás de sua aparente meiguice, esconde um assassino frio. Acreditem: adorável. É impossível não amar Dexter e não torcer de forma visceral para que ele continue sua jornada de justiceiro. Eu nunca defendi o “olho, por olho, dente por dente”, mas não posso evitar sentir que, ficcionalmente falando, Dexter é um herói. Meu herói do momento.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo a ele e as cinco temporadas que assisti e que estou revendo, a pacificação dos meus próprios medos. Enquanto o vejo no seu ritual de morte, me encho de vontade de viver. Para mim, como no jargão do personagem, "Tonight's The Night". Dia ou noite, sempre será a hora de me entregar.&amp;nbsp;À Dexter. E à vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/qCGZ131B1ug" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7733454989526965435?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7733454989526965435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7733454989526965435' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7733454989526965435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7733454989526965435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/02/tonights-night.html' title='&quot;Tonight&apos;s The Night&quot;!!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-RJQdZZm7IHA/TWiWmi8TRTI/AAAAAAAAAWU/fttoJI-153Y/s72-c/dexter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3952599395236940373</id><published>2011-01-07T00:55:00.001-02:00</published><updated>2011-01-07T01:01:01.467-02:00</updated><title type='text'>A "cultura" é meu Lugar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSaAjntjW1I/AAAAAAAAAWE/ACGqhHvNo8g/s1600/livraria_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSaAjntjW1I/AAAAAAAAAWE/ACGqhHvNo8g/s1600/livraria_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses zapeando por alguns blogs li um post de uma pessoa que dizia gostar tanto de livros que adoraria viver numa livraria. Sou uma pessoa consumista e posso dizer, sem medo de errar, que a coisa de que sinto mais falta desde que deixei de trabalhar e, portanto, de receber salário, é da autonomia de entrar na Livraria Cultura e sair de lá carregada de livros. Lembro de já ter saído de lá com vinte livros. Um exagero!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que sinto muita falta de comprar sapatos, mas ontem, ao entrar na Cultura para comprar o livro “A Elegância do Ouriço”, cujo filme mencionei aqui, senti uma espécie de vertigem. Foi quase como o adicto de posse de sua porção de droga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus! Eu poderia morar na Cultura. Dificilmente outro lugar me dá tanto prazer de freqüentar. É como ir à Disney. Eu fico atordoada e nunca estou certa de quais livros poderia descartar – ao ter a oportunidade de escolher uma dúzia – seria uma escolha difícil de fazer. Os de Paulo Coelho, com certeza não. Mas os livros exercem um fascínio sobre mim. E não falo isso com a pretensão da intelectualidade. Não. Longe disso. Hoje quando lia a “Elegância...” deparei-me com a seguinte ponderação: “Li tantos livros... No entanto, como todos os autodidatas nunca tenho certeza do que compreendi.Um belo dia, creio abarcar só com o olhar a totalidade do saber... depois brutalmente, o sentido se esquiva, o essencial me foge...” Eu sinto exatamente assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que ouço as pessoas falarem sobre seus sonhos e desejos não realizados penso que o meu seria ter uma casa que tivesse uma biblioteca enorme e um confortável divã. Eu não me importaria de passar horas a fio por lá. Sim, uma sala de cinema particular completaria o ambiente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSaBstAD8gI/AAAAAAAAAWM/GGSWuOhmBDs/s1600/livraria.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSaBstAD8gI/AAAAAAAAAWM/GGSWuOhmBDs/s1600/livraria.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um lugar como esse,&amp;nbsp;a frase de minha heroína do momento caberia muito bem: “Na segurança de meu espírito, não há desafio que não consiga enfrentar.” E claro, a exemplo do que ela preconiza, nesse espaço eu&amp;nbsp;me tornaria "uma deusa invencível". Como em Pasárgada. O problema é que na vida real,&amp;nbsp;não sou "amiga do rei".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3952599395236940373?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3952599395236940373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3952599395236940373' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3952599395236940373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3952599395236940373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/01/cultura-e-meu-lugar.html' title='A &quot;cultura&quot; é meu Lugar'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSaAjntjW1I/AAAAAAAAAWE/ACGqhHvNo8g/s72-c/livraria_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8793470520917597081</id><published>2011-01-05T02:37:00.001-02:00</published><updated>2011-01-05T02:44:04.336-02:00</updated><title type='text'>"DEGO"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSP0-EVQMtI/AAAAAAAAAV8/LfTqrEMvl28/s1600/rodris_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;A maternidade é um desafio, mas ser mãe de meninos exige uma dose diária de resistência: física e emocional. Nos primeiros anos a gente precisa estar em forma para correr atrás deles e não surtar diante das aventuras diárias. Isso implica aprender a conviver com sujeira, desorganização e brincadeiras bem diferentes daquelas do universo feminino. Uma coisa é certa. A gente sempre está com o coração saindo pela boca. São cortes, tombos, hematomas e essa nem é a pior parte.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A despeito do desafio, sempre soube que seria mãe de meninos. Quando engravidei – acidentalmente – do Guilherme eu escolhi o nome e tinha uma convicção absurda de que seria um menino. E foi. O Rodrigo foi planejado. Passamos meses esperando que ele decidisse dar o ar da graça. Foi uma gravidez tranqüila e ao contrário do Guilherme que vivia em permanente rebuliço dentro de mim, Rodrigo era tão quieto, que dias antes de seu nascimento eu suspeitei que ele pudesse não chegar bem. Mas era o jeito peculiar do menino que nasceu de parto cesariano e que gostava de mamar e dormir. Era gordo e tinha os cabelos cacheados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde pequeno via nele a projeção do filho intelectualizado, que o Guilherme, com sua travessura incansável, não tinha tempo e vocação para ser. Ele gostava de cinema e literatura. Nossa diversão favorita era pegar um anuário de cinema e marcar os filmes que já havíamos assistido. Ele sabia o nome de diretores, atores, e assistia a filmes complexos para a sua idade. Para compensá-lo eu via as produções “arrrasa quarteirão” e os inomináveis filmes baseados em games, que cá para nós, nem entendia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos felizes para sempre até que ele chegou aos treze anos. Lembro-me bem. Foi como se naquele dia uma nave espacial tivesse levado o meu filho substituindo-o por um exemplar que eu não reconhecia. Apesar de já ter passado pelos desatinos da adolescência com o Guilherme, o que sofri com o Rodrigo foi “café pequeno”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado dessa fase difícil foi sua ida para Goiânia. Solução extrema para livrá-lo de um mal maior. Nos separamos por um ano e meio. Foi o pior período da minha vida, mas foi importante para que ele recolocasse os pés no chão.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSP0-EVQMtI/AAAAAAAAAV8/LfTqrEMvl28/s1600/rodris_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSP0-EVQMtI/AAAAAAAAAV8/LfTqrEMvl28/s320/rodris_2.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tivemos muitos sobressaltos, muitos embates, mas o que nos uniu, acima de tudo, sempre foi uma enorme cumplicidade. Aprendi muito com ele, embora discorde de suas teorias a respeito de uma dúzia de coisas. Admiro sua capacidade de liderança, sua perspicácia e, acima de tudo, sua capacidade de persistir quando quer alguma coisa. Ele é do tipo que não aceita um não. Detesta que seus defeitos sejam expostos. É vaidoso e como qualquer garoto de sua idade bebe da fonte da contradição. Muitas vezes o vejo repetindo discursos que já fiz no passado. Noutras, fico chocada com as semelhanças de temperamento que ele herdou do pai. Me divirto e me irrito quase na mesma proporção com suas provocações. Se eu tivesse que escolher uma característica que o definisse com precisão seria o de provocador nato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele é do tipo que não pede desculpas. Que vive a ilusão de estar sempre certo, mas é amoroso - na sua forma peculiar de amar. Tenho comigo uma cartinha dobrada em vários pedaços de um dia em que ele me fez uma raiva tamanha que só me restou bater nele. Horas depois ele colocou debaixo da minha porta uma folha de papel na qual estava escrito “eu te amo” da primeira a ultima linha. É claro que nos abraçamos e ficou tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele já me fez sofrer muito, por ele já derramei rios de lágrimas, mas o que posso dizer? Ele é meu filho e as mães estão sempre prontas a perdoar. É um “não perder a ternura jamais”. Hoje, ele me acompanhou numa consulta e me disse uma coisa que foi muito querida. Eu especulava como seriam meus filhos se tivessem outro pai. Ele falou assim: “mãe, independente de quem tivesse sido meu pai eu sempre seria seu filho. Essa foi uma escolha que fiz. Entre milhões de opções eu escolhi você. Se eu nascesse de novo escolheria outra vez.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele me chama de “Dega”, não me perguntem o motivo. E eu o chamo de Dego. E apesar de todas as adversidades, de todos os dissabores eu sou obrigada a concordar que nosso amor foi uma escolha. E se eu precisasse sofrer tudo outra vez para tê-lo como filho, quer saber? Eu o escolheria. Eu tenho fé que aparadas as arestas ele, assim como o Guilherme serão sempre a minha razão de viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te amo, Dego. Muito!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yDZb4DsKfkA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yDZb4DsKfkA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8793470520917597081?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8793470520917597081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8793470520917597081' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8793470520917597081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8793470520917597081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/01/dego.html' title='&quot;DEGO&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSP0-EVQMtI/AAAAAAAAAV8/LfTqrEMvl28/s72-c/rodris_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8169973822601257730</id><published>2011-01-04T00:43:00.002-02:00</published><updated>2011-01-04T00:48:16.399-02:00</updated><title type='text'>Sobre a tristeza e os "ouriços"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSKJ050098I/AAAAAAAAAVw/VMKDnBa1mtA/s1600/Ouri%25C3%25A7o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="111" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSKJ050098I/AAAAAAAAAVw/VMKDnBa1mtA/s320/Ouri%25C3%25A7o.jpg" width="111" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia não podia ser mais apropriado. Chuva. Sem parar. Uma chuva fina, fria, feito finados. Acordei triste. Uma tristeza insuportável. Há 41 anos morreu meu pai. É tempo demais. Uma vida, mas a dor continua. Então, fico pensando nas coisas pequenas que a memória conseguiu capturar. Nossos carinhos. As conversas, sobretudo, o humor inabalável do meu pai. Ele era do tipo que perdia o amigo, mas não perdia a piada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há momentos em que a memória me trai e nem sei mais se o que está na minha lembrança diz respeito ao meu pai ou ao meu irmão. Eles têm semelhanças impressionantes. Inclusive físicas. Portanto, há momentos em que não sei se estou recorrendo ao que me restou do meu pai ou se estou tomando emprestadas ações do meu irmão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto me escondia no meu refúgio favorito: o quarto, buscava as lembranças do último dia em que estive com meu pai, mas tudo que me ocorre é meu irmão me chamando na madrugada para ir ao hospital. Lá chegando lembro que poucos minutos depois ele se foi. É uma lembrança que não se apaga. Minha cunhada me levando para fora do quarto e minha mãe gritando. Eu tinha nove anos e ele, 46. Duas idades em que nenhum de nós merecia esse sofrimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pai, não queria que a lembrança de ti fosse de tristeza, mas não teve jeito. O dia foi mesmo para chorar. E como na tristeza eu sempre recorro ao “play” fui buscar conforto num filme que a Vivi me presenteou: “A Elegância do Ouriço”. Curiosamente, um filme que usa a morte para falar da beleza da vida. Fiquei tão encantada que se pudesse e não fosse tão tarde sairia agora mesmo para comprar o livro de mesmo título. E olha, hoje, um dos meus desafios foi comprar um livro para preencher o enorme vazio da minha vida nesses dias de espera e expectativa pela cirurgia, pela angústia do que me espera. Ler e ver filmes. Parece a vida que qualquer um pediu a Deus, mas até aquilo que queremos muito pode ser um fardo quando chega até nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A sra. Michel tem a elegância do ouriço: por fora, é crivada de espinhos, uma verdadeira fortaleza, mas tenho a intuição de que dentro é tão simplesmente requintada quanto os ouriços, que são uns bichinhos indolentes, ferozmente solitários e terrivelmente elegantes”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/edYkWx5QDsM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/edYkWx5QDsM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8169973822601257730?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8169973822601257730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8169973822601257730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8169973822601257730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8169973822601257730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2011/01/sobre-tristeza-e-os-ouricos.html' title='Sobre a tristeza e os &quot;ouriços&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TSKJ050098I/AAAAAAAAAVw/VMKDnBa1mtA/s72-c/Ouri%25C3%25A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-9020105319695319105</id><published>2010-12-29T06:59:00.000-02:00</published><updated>2010-12-29T06:59:35.525-02:00</updated><title type='text'>Insônia "blues"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TRr2wvjWkyI/AAAAAAAAAVk/OX3K-X7tCPk/s1600/ins%25C3%25B4nia.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Se esse fosse um programa de rádio eu diria: “Boa noite ouvintes, noite chuvosa e cá estou, na madrugada, conversando com vocês enquanto a água bate mansinho na minha janela”. Eu adoro chuva. E, principalmente, adoro dormir em noite de chuva. O som da água caindo só não é mais relaxante que barulho de mar. Mas vejam vocês. Ou leiam vocês. Estou aqui, com o cenário ideal para uma adorável noite de sono, vivendo a atordoante insônia. Tem sido assim. Nas últimas noites eu acordo invariavelmente por volta de quatro da manhã e ao contrário de desfrutar o quentinho aconchego do edredom fico aqui caraminholando, divagando, ou como diria minha sábia mãe, “pensando na morte da bezerra”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deve ser o efeito ano que termina e a invariável pergunta que não quer calar: O que 2011 reservará para minha vida? Ah! Essa maldita angústia que não consegue esperar que a vida siga seu curso natural e esse imprestável sofrer antes, aquilo que só virá depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sabem a única coisa que me ocorre nessa ausência de sono? O poema recitado no filme “Quatro Casamentos e um Funeral”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Funeral Blues (W.H. AUDEN)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Parem os relógios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cortem os telefones.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impeçam os cães de latir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Silenciem os pianos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, com um toque de tambor, tragam o caixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Venham os pranteadores,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Voem em círculos os aviões,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Escrevendo no céu a mensagem: “Ele está morto!”&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ponham laços brancos nos pescoços das pombas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Usem os policias luvas pretas de algodão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ele era o meu norte, meu sul, meu leste, meu oeste.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Minha semana de trabalho e meu domingo de descanso.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Meu meio-dia, minha meia-noite.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha conversa, minha canção.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Pensei que o amor fosse eterno.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Enganei-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;As estrelas são indesejadas agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Dispensem todas.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Embrulhem a lua e desmantelem o sol.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Despejem os oceanos e varram os bosques."&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TRr1QOFU_YI/AAAAAAAAAVY/M6jhACYcD3g/s1600/ins%25C3%25B4nia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hcAYsJo3-uM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hcAYsJo3-uM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-9020105319695319105?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/9020105319695319105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=9020105319695319105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/9020105319695319105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/9020105319695319105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/12/insonia-blues.html' title='Insônia &quot;blues&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TRr2wvjWkyI/AAAAAAAAAVk/OX3K-X7tCPk/s72-c/ins%25C3%25B4nia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3773569156898514956</id><published>2010-12-27T00:24:00.001-02:00</published><updated>2010-12-27T00:32:36.662-02:00</updated><title type='text'>"GOD ONLY KNOWS"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NDfH_J4MAUQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NDfH_J4MAUQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sempre que me entristeço com o mundo penso nos portões de chegada do Aeroporto de Heathrow. Dizem que vivemos num mundo de ódio e ambição, mas eu não acho. Sinto que há amor em todo lugar. Nem sempre algo que valha alguma manchete, mas está sempre ali. Pais e filhos, mães e filhas, maridos e mulheres, namorados, namoradas, amigos antigos. Se procurar creio que descobrirei que simplesmente, o amor está em toda parte”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando fico triste ao contrário do autor dessa frase não vou para os portões de chegada dos aeroportos. Simplesmente aperto “play”. Essa é minha fórmula para minimizar a tristeza. Às vezes dá certo. Por exemplo, quando aposto num título como o do filme que começa com a frase que iniciou esse post: “Simplesmente amor” ou “Love Actually”. Nele, há uma profusão de encontros de amor que fazem a alegria de qualquer coração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como resistir à história do inglês traído que encontra o amor numa portuguesa que limpa sua casa e embora um não entenda o idioma do outro, ainda assim, são arrebatados pelo mesmo sentimento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não ficar com o coração apertado ao ver o amor impossível do outro inglês pela mulher do seu melhor amigo? Que cena é aquela em que ele usa cartazes para declarar o amor que não pode ser dito, mas não quer se calar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“God only Knows”... a música diz tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esse não é um post sobre o amor, embora ele esteja em toda parte, principalmente nos filmes. Escrevo, pois além do cinema essa é também uma maneira de atenuar a tristeza e hoje ela está exasperante. Assim como o amor, a tristeza também está em toda parte. Principalmente, em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dRvgMhds9iQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dRvgMhds9iQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3773569156898514956?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3773569156898514956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3773569156898514956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3773569156898514956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3773569156898514956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/12/god-only-knows.html' title='&quot;GOD ONLY KNOWS&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4080755295723366859</id><published>2010-12-25T23:55:00.008-02:00</published><updated>2010-12-26T18:22:42.131-02:00</updated><title type='text'>Foi Natal!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TRai8I-Q1AI/AAAAAAAAAVM/9oKxKh5qkxE/s1600/natal_1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; FLOAT: left; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554806344492569602" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TRai8I-Q1AI/AAAAAAAAAVM/9oKxKh5qkxE/s320/natal_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O natal sempre foi especial na minha vida. No natal ou próximo dessa data muitas coisas importantes aconteceram para mim. Em 1969 eu passei o último natal com meu pai. Ele estava doente e saiu do hospital para ficar conosco. Há fotos dele dessa ocasião. Ele está muito triste. Por uma infelicidade ele se foi na manhã do dia 03 de janeiro de 1970. Eu nem tinha 10 anos e durante muito tempo essa tristeza foi uma chaga. Eu sentia e sinto ainda uma falta incrível dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o natal também reservou muitas alegrias. Foi num natal que eu dei à minha família a noticia da minha gravidez. Lembro de ter comprado presentes para todos e que, particularmente minhas sobrinhas, ficavam felizes com esses mimos. Fiz o anúncio público do nascimento do Guilherme sob o olhar de constrangimento dos meus irmãos, mas a alegria indisfarçável da minha mãe que sempre me apoiou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tivemos vários pré-natais. Eu e meu grupo de amigas, Ana, Cláudia, Fernanda, Rita e Solange. Havia alegria em demasia e as brincadeiras faziam de nós um grupo que mais parecia de adolescentes e não de “senhoras” mães de família. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os natais em família também eram muito alegres. E eu sei que tinha responsabilidade em torná-los assim. Sempre me empenhei em criar brincadeiras, comprar dúzias de bugigangas para dar à festa leveza e diversão. A Cristina sempre foi minha “vítima” favorita. Era para ela que eu me desdobrava na busca do presente mais bizarro. Ela já sabia e acho que até contava com isso. Num ano fui atrás das particularidades de cada um e fizemos uma espécie de “quiz”. Os micos eram garantidos. Quem não se lembra de sortear uma frase aleatória e fazer uma declaração diante de todos. Alguém é capaz de visualizar o meu irmão afirmando com toda sua sisudez: “eu sou gay”? E minha mãe roubando na dança das cadeiras? E quem consegue esquecer o primeiro amigo oculto do qual o Guilherme participou. Ele me chamando no cantinho e segredando desconfiado: “mamãe, eu tirei uma pessoa que não é da nossa família”. Tudo isso porque alguém teve a brilhante ideia de colocar no papelzinho o nome Anileide, verdadeiro nome da minha cunhada Leda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como diria Roberto Carlos: “são tantas emoções”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse ano pela primeira vez passei o natal longe de minha mãe e da minha família. Foi necessário. Fizemos uma confraternização de família. Nós quatro, mas não foi igual. Isso me afetou de tal forma que passei o dia acamada. Agora tudo que quero é que esse natal termine e que o próximo seja como todos os outros: ao lado da minha família. Nada no mundo é mais importante que as pessoas que amamos. Com festa, sem festa. Com presentes ou não. Sempre fazemos promessas para o ano novo. Que a minha, portanto, seja: nunca mais terei um natal como esse. Nunca mais, por nada, a não ser por morte ou doença terei um natal como esse. De tristeza, solidão e desalento. E não apenas o natal. Nenhum dia da nossa vida deveria ser pontuado de tristeza e melancolia.   &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4080755295723366859?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4080755295723366859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4080755295723366859' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4080755295723366859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4080755295723366859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/12/e-natal.html' title='Foi Natal!!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TRai8I-Q1AI/AAAAAAAAAVM/9oKxKh5qkxE/s72-c/natal_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7883653863259892730</id><published>2010-12-05T20:55:00.005-02:00</published><updated>2010-12-06T17:12:13.204-02:00</updated><title type='text'>INVENTÁRIO MUSICAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPwZxloD2mI/AAAAAAAAAVA/cJOg5csQ9no/s1600/musica.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; FLOAT: left; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547337180718029410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPwZxloD2mI/AAAAAAAAAVA/cJOg5csQ9no/s320/musica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dias de faxina. Minha casa foi se transformando, pouco a pouco, num grande acampamento. Se pusesse uma bandeira vermelha, poderia ser reduto do MST. Nos últimos tempos fui deixando tudo de lado, principalmente meus discos. Eles estavam entulhados e jogados em “terra de ninguém”. Nos últimos dias decidi colocar ordem no pedaço e fiz descobertas surpreendentes. Primeiro, a enormidade de discos que se foram, ficaram apenas as caixas. Entre eles, uma preciosidade que o Giovani me deu: um disco do Fernando Cabreira, que ouvi uma única vez e virou fumaça, mas a surpresa! Eu encontrei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descobri, aliviada, que tenho mais discos do Chico Buarque, que do Drexler. Eu alimentava um sentimento de culpa em relação a isso, que foi motivo até de um sonho bizarro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sobre o Drexler, aliás, fiz uma descoberta que reforça o surto obsessivo compulsivo. Tenho todos os discos lançados por ele. Claro! Mas a curiosidade é que do “Eco”, por exemplo, tenho quatro exemplares, além de três DVDs. Dos demais títulos, com exceção de “Amar La Trama” tenho as cópias duplicadas de todos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto arrumava os discos, eu ouvia. Que terapia é a música. E como é traiçoeira também. Elis Regina é realmente a cara dos meus vinte anos e do amor desse tempo. Ana Carolina me transporta, súbito, para um tempo em que perdi o juízo e a razão. Milton Nascimento pode ser um ícone, mas depois de “Clube da Esquina”, nenhum outro disco conseguiu me ganhar. Gosto de Caetano Veloso, mais que imaginava, principalmente de “Fina Estampa”. Leila Pinheiro é a cara do Daniel. Não porque ele a adora, mas pelo show de Buenos Aires e, principalmente, o depois do show. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos meus discos lembra a Vivi. E olha que nem tenho Elizeth Cardoso. É que organizando minha vida musical, foi possível perceber a influência que ela teve nas minhas escolhas. Eu apresentei o Drexler, mas coube a ela me mostrar Kevin Johansen – de quem, também, tenho discos repetidos – Bajo Fondo, Jarabe de Palo, Orishas, uma linda coletânea de música cubana, Marina de La Riva, Nina Simone “antes e depois do amanhecer” e uma infinidade de outros cantantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aliás, fiquei impressionada como gosto de música latina. Encontrei Astor Piazzolla, o tango definitivo antes dos eletrônicos. “Cuarteto de Nos”, Alejandro Sanz, Mana, Gipsy Kings, Pablo Milanez – apesar de todo meu dissabor com Cuba - Luiz Miguel – um montão, que afinal, não tem nada melhor para ressaca de amor – Trini Lopez – que na verdade é americano, assim como Cris Montez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É incrível, mas tenho até Zeca Pagodinho. Fiquei bege! E um disco do Fagner. Mas trata-se de uma coletânea com as primeiras músicas, inclusive, “Cebola Cortada”. Tem Belchior, Beto Guedes, Lô Borges, Guilherme Arantes, Gal Costa, mas não tenho Maria Bethânia e isso me deixou profundamente aliviada. Elba Ramalho, nem pensar. Mas tenho Geraldo Azevedo, Raul Seixas e a Fafá de Belém fingindo que sabe cantar Chico Buarque. Tenho até discos da Simone, que outrora, já teve um lugar especial no meu coração. Pensei que tinha mais Adriana Calcanhoto e fiquei chocada: tenho dúzias de Nana Caymi. Isso me lembra o João Angelo falando que não há nada melhor para acabar com uma festa que colocar um disco dela para tocar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi uma delícia encontrar Nara Leão, Angela Roro...”Tola foi você, ao me abandonar...” Boca Livre, MPB 4, Quarteto em Cy, e os imprescindíveis: João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes – como é que se pode viver um grande amor, sem essa trilha sonora? – E que bálsamo, Paulinho da Viola e até mesmo Adoniran Barbosa. E Ivan Lins. “Lembra de mim, dos beijos que escrevemos no muro a giz”... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ia estufar o peito para dizer que não manchei minha biografia com os sertanejos, mas sou obrigada a confessar que estão lá Willie Nelson e Kenny Rogers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos oitenta não poderiam faltar, mas acredite: não tenho um único disco da Blitz!!!! Mas estão lá: RPM, Ultraje...Claro, Paralamas, Titãs,muitos, Capital, evidente! E nada de Legião Urbana. Eu descobri recentemente que Renato Russo é um gênio e preciso reparar a sua ausência na minha vida musical. Sim, para Kid Abelha, e os solos de Paula Toller e Leoni. E incontáveis Lulu Santos, “Faltava abandonar a velha escola, Tomar o mundo feito Coca-Cola, Fazer da minha vida, Sempre o meu passeio público, e ao mesmo tempo fazer dela o meu caminho só, único!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estão lá as divas: Billie, Sara, Dinah e Dionne Warwick. E bem pertinho, Louis Armstrong, Nat King Cole, Duke Ellington. Também marcam presença: Plácido Domingo, Pavarotti e as “new age”: Enya, Loreena McKennitt e Sarah Brightman. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, temos Barry White “you’re the first, the last, the everything” e Tony Bennet e muito, muito Frank Sinatra. Temos também o sucessor: Harry Connick Jr. que conheci por conta da trilha de “Harry e Sally”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E por falar em cinema, estão lá as trilhas de Cinema Paradiso, Forrest Gump, O Poderoso Chefão, Evita, Blade Runner, Nove e meia semanas amor... “Baby, take off your coat, real slow”... mas… “you can leave your hat on”! &lt;/div&gt;&lt;p&gt;E Madredeus. “Haja o que houver, eu estou aqui. Haja o que houver, espero por ti.” E os clássicos, a origem de toda música. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora estão todos ao alcance das mãos. Para a dor ou o amor. Para lembrar ou esquecer. Para rir ou chorar. A música é isso. Antídoto, recanto e abraço. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7883653863259892730?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7883653863259892730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7883653863259892730' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7883653863259892730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7883653863259892730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/12/inventario-musical.html' title='INVENTÁRIO MUSICAL'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPwZxloD2mI/AAAAAAAAAVA/cJOg5csQ9no/s72-c/musica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8736756690277383766</id><published>2010-12-01T22:56:00.005-02:00</published><updated>2010-12-02T00:18:38.864-02:00</updated><title type='text'>"VÂNIA MASSI DA CUNHA, "EX" GONZAGA"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPcBkG-fsRI/AAAAAAAAAU4/V0lFSVSHJ18/s1600/V%25C3%25A2nia_blog.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 257px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPcBkG-fsRI/AAAAAAAAAU4/V0lFSVSHJ18/s320/V%25C3%25A2nia_blog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545903185989710098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga perguntou-me se eu acreditava em pessoas sensitivas. A pergunta me lembrou a Vânia. É que há entre nós uma estranha química, que não sei se pode ser atribuída a sensitividade. Sempre que pensamos na outra, que ansiamos por noticias, uma de nós se comunica. É como se tivéssemos essa sintonia fina, uma linha invisível que nos une e que nos aciona, sempre que precisamos estar em contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazia muito tempo que queria escrever sobre e para a Vânia. Trata-se de uma das pessoas mais especiais que conheci. A vida nos juntou numa repartição pública, em Goiânia, a mais ou menos trinta anos. Era meu primeiro trabalho. Nossa aproximação aconteceu, provavelmente, por iniciativa dela, já que era muito mais comunicativa e fazia amigos em profusão, pois era a simpatia em pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de poucos recursos, nossa diversão favorita era uma lanchonete que ficava nas proximidades da Prefeitura onde devorávamos um delicioso bolo de cenoura com calda de chocolate e outros quitutes. Tantos, que ela ria e declarava que éramos portadoras de um “estômago de avestruz”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo eu começava  um namoro. Ela terminava um casamento. Nossa primeira conversa mais intima surgiu quando, num afastamento do trabalho, fui visitá-la na casa da mãe. Ela estava com um lenço cobrindo a cabeça. Com seu tradicional bom humor, disse que metade de seu cabelo tinha ficado nas mãos do ex-marido depois de uma briga. Foi chocante ouvir aquilo, mas uma admiração surgiu de imediato, pois ela fez questão de relativizar o seu papel de vitima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nossa amizade foi se consolidando e eu poderia citar inúmeras situações que a vida nos permitiu viver juntas. A marca registrada de todas: o humor inigualável da amiga que ria e mostrava suas covinhas, dona de histórias incríveis de superação. Contou-me, por exemplo, de uma ocasião em que o marido voltou bêbado. Ela foi tirar satisfação. Ele, então, começou a atirar dentro de casa. Eu, perplexa, perguntei: “e o que você fez?” E ela, com seu impagável sorriso, devolveu: “eu aprendi a pular muro”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra história do “ex” que virou um hit. Ela contava que ao confrontá-lo depois de uma noitada, querendo saber onde estava e o que estava fazendo, ele respondeu: “abstenha-se de comentários improfícuos sobre a minha pessoa”. Nunca mais esqueci. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando conheci a Vânia, Octaviano, seu filho, era um menino de uns cinco anos. Dotado de uma inteligência impressionante, em muitas situações estava conosco nas baladas. Fazia perguntas que estavam além da idade, mas era um menino adorável de quem eu aprendi a gostar como de um sobrinho. Admiro-a profundamente, pois apesar das adversidades – foram muitas – ela foi capaz de dar ao Octaviano uma educação de primeira, e falo, principalmente, sobre caráter e dignidade. Embora, eu nunca tenha concordado com seus métodos “cruéis”, como o de se negar a dar presentes de Natal para o garoto, afirmando que o aniversário era de Jesus, não dele. Coisas da Vânia. Fazer o que? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que a Vânia esteve presente nos principais momentos da minha vida. Houve um tempo em que nossos encontros se davam numa lanchonete perto do seu trabalho. O nome era “Manga Rosa” e a especialidade eram sucos. Era lá, que, heroicamente, ela se resignava ou porque não, repugnava, me vendo tomar suco de melancia, uma fruta que detesta. Enfim, o que posso dizer, esse é outro de seus desvios de caráter.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece incrível que alguém com o desprendimento da Vânia tenha medo de elevador, de índio e de filme de terror, mas que prova de amizade ela me deu assistindo, mesmo que trêmula, ao filme, “Um Beijo Antes de Morrer”, que era um suspense razoável, que ela viu quase enfartando, para acolher um desejo meu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fizemos duas viagens memoráveis. A primeira, para Marzagão, uma micro cidade, para passar o carnaval na casa da minha prima Ruth. Foi bizarro. Não conseguíamos imaginar que a vida pudesse nos colocar em tamanha cilada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A outra viagem foi para Ouro Preto. A Vânia estava confusa e havia conhecido um garoto, jovem estudante e decidimos fazer uma surpresa. Foi uma viagem marcante. Fomos parar numa cidade sem nenhum planejamento prévio. Na tentativa de encontrar um local decente para ficar, nos deparamos com situações inacreditáveis. Fazia frio, as casas eram velhas e tinham cheiro de mofo, o que, automaticamente alimentava a minha asma, além disso, o “sobe e desce ladeira”, tornava a aventura ainda mais complicada. Vânia encontrou o garoto, que morava na República Maracangalha. Lá, conhecemos outra porção de jovens, dançamos, bebemos, fizemos farras, e muitos novos amigos. Foram muitas emoções, e a minha reputação seria fortemente abalada se eu contasse os detalhes. Eu poderia fazer menção a um chapéu com uma pena verde passando pela janela. Os simples mortais achariam que trata-se de excesso de Rivotril, mas a Vânia, essa vai rir e vai rir, e vai rir....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por falar em ciladas, não poderia me esquecer de uma noite em que eu, ela, Luiz Arthur e um garoto amigo dela, cujo nome não consigo lembrar, fomos assistir uma palestra sobre o regime comunista. Poxa! A gente devia mesmo estar sem nada para fazer. Depois, fomos parar numa festa na casa de uma amiga dela, em que as pessoas jogavam truco e só tocava música sertaneja. Diante de tamanha bizarrice, o amigo dela olhou e disse: “essa festa é muito “baguá””. Isso foi motivo para que passássemos horas dando risada. Principalmente, quando o amigo, que era bem bonito, começou a fazer sucesso entre o mulherio e a receber propostas para dançar. Muito delicadamente ele declinava, lamentando, mas justificando que “só dançava ópera”. Mais risadas. E claro, saímos correndo de lá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cilada também foi a passeata que percorremos em apoio a um certo candidato, que custou a ela uma sapatilha novinha comprada nas Casas Pernambucanas e a mim, uma lembrança que nunca se apagará. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Amigas têm seus códigos, suas senhas. Sou capaz de apostar todo o meu dinheiro como ela jamais vai se esquecer de frases como: “descansa minha criança”, ou “suportou enquanto pode”. Tenho certeza de que vai lembrar com alegria da noite das margaritas, quando a gente começou a achar o garçom bonito e depois, eu cometi a loucura de uma ligação a cobrar no meio da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível, também, esquecer da noite em que entrou no meu carro e viu nos meus olhos que eles tinham um brilho novo. Foi confidente dos meus devaneios e do meu sonho impossível de felicidade. Amigos são assim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aliás, no terreno dos romances andamos por caminhos tortuosos. Cada uma, no seu tempo, experimentando a “dor e a delícia de ser o que é”. Houve um caminhoneiro, o “jogral luterano” e a “saga nordestina”. Houve dor, tristeza, desilusão, mas, acima de tudo, muita vontade de encontrar “a metade afastada de mim”. Penso que esse tempo finalmente chegou. Tão longe, tão perto, não é mesmo, Vânia? O amor cumprindo seu destino, confirmando os versos de Chico Buarque, de que “nada é prá já, o amor não tem pressa ele pode esperar, em silêncio...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi a Vânia a primeira amiga que me disse que Helvécio e eu íamos dar certo, isso, quando todos apostavam no contrário. Aliás, eles se conheceram de uma forma inusitada. Ela veio me fazer companhia, pois ele tinha feito uma viagem. Seu plano era ficar um dia e acabou se demorando mais, portanto, emprestei-lhe uma roupa dele para que pudesse dormir. Estava nos primeiros meses da gravidez do Guilherme e muito chateada, pois Helvécio havia ligado para avisar que ao contrário do que prometera, não iria chegar naquela noite. Sentadas na sala de TV, desfiei o rosário com o tradicional discurso sobre como os homens são “filhos da puta”. De repente, soou a campainha, a Vânia atendeu e era Helvécio, fazendo uma surpresa. Ela, vestida como ele, riu, e claro, eles se tornaram amigos para sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nossas histórias, mesmo nos momentos mais tristes, foram pontuadas pelo bom humor, sobretudo, eu diria, pela lealdade, pela entrega, pela amizade, aquela que como não canso de repetir, passa à categoria de irmandade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia falar um milhão de coisas sobre a Vânia. Há muitas e engraçadas histórias, palavras de carinho que gostaria de deixar registradas, gratidão pelo carinho que ela dedicou não apenas a mim, mas às pessoas da minha família, como meus filhos, minha mãe, minhas sobrinhas. Agradecer pelo ombro, pelo colo, pelas palavras de apoio, pelas broncas e pelas orações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras são singelas, amiga, mas o amor é de requinte, foi lapidado, esculpido com cuidado, esmero e é para sempre, como para sempre são os diamantes. Essa é uma amizade que tem status de jóia. Rara. Preciosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Te Amo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ps. A música é da trilha sonora de “Os Maias”. Acho que você vai se lembrar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. Provavelmente vou precisar imprimir esse post e te mandar pelo correio, afinal, a Internet não é seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/65JXzQqhR40?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/65JXzQqhR40?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8736756690277383766?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8736756690277383766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8736756690277383766' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8736756690277383766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8736756690277383766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/12/vania-massi-da-cunha-ex-gonzaga.html' title='&quot;VÂNIA MASSI DA CUNHA, &quot;EX&quot; GONZAGA&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPcBkG-fsRI/AAAAAAAAAU4/V0lFSVSHJ18/s72-c/V%25C3%25A2nia_blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7503262883926577489</id><published>2010-11-28T02:40:00.002-02:00</published><updated>2010-11-28T02:59:58.168-02:00</updated><title type='text'>De volta "à Prisão"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPHhrHorjVI/AAAAAAAAAUg/IJXto00BTe8/s1600/fuga.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 296px; FLOAT: right; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544460747170090322" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPHhrHorjVI/AAAAAAAAAUg/IJXto00BTe8/s320/fuga.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou daquelas pessoas óbvias. Vergonhosamente, óbvias. Isso se reflete na minha obsessão por tudo que conheça e me ofereça um pouco de segurança. Esse desvio se manifesta fortemente no gosto por filmes ou séries que já vi e que, vez ou outra, vejo de novo, e de novo...e outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana tive um revival de “Prison Break”. Já falei da saga de Michel Scolfield e Linconl Burrows. Dois irmãos e a tentativa do primeiro para libertar o segundo, preso injustamente e a caminho da execução no corredor da morte. Esgotadas as possibilidades de provar a inocência do irmão pelas vias legais, Scolfield planeja sua fuga e isso significa ser preso no mesmo lugar o que permite contar uma boa história cheia de reviravoltas e de personagens inesquecíveis, como o nefasto “T-Bag”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo a Prison Break acelerar os ponteiros do relógio e fazer o tempo ser menos hostil nesses dias de tédio e de angústias. Envolvida na trama, cujo final já conheço, mas que não para de me encantar vou tocando meus dias e noites. De vez em quando percebo o olhar de surpresa do Helvécio e dos meus filhos, algo que pode ser traduzido por: “de novo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como já disse em outros momentos, na ausência de uma história pessoal de aventuras e desprendimento, na expectativa do que me espera, dos medos e da mais completa falta de coragem para enfrentá-los, vou mascarando a realidade com doses de adrenalina fake, vou me inserindo na trama de Michel Scolfield, embevecida com seus olhos azuis e sua obstinação. Essa é a minha estratégia de fuga. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KRgGR3DliDg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KRgGR3DliDg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7503262883926577489?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7503262883926577489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7503262883926577489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7503262883926577489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7503262883926577489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/11/de-volta-prisao.html' title='De volta &quot;à Prisão&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TPHhrHorjVI/AAAAAAAAAUg/IJXto00BTe8/s72-c/fuga.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-9060651676025362165</id><published>2010-11-24T21:17:00.008-02:00</published><updated>2010-11-25T13:24:11.620-02:00</updated><title type='text'>Amigos Possíveis</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TO2gf05zisI/AAAAAAAAAUY/n5b7OIE2Bi0/s1600/amigos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TO2gf05zisI/AAAAAAAAAUY/n5b7OIE2Bi0/s320/amigos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543263185000434370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando vim morar em Brasília, a despeito da novidade de começar uma nova vida, me assustava muito com a solidão. Eu estava deixando minha família e bons amigos. Os primeiros tempos por aqui não foram fáceis. A solidão era realmente um pesadelo. Eu olhava da sacada do apartamento e sofria pela ausência das pessoas queridas. Naquele tempo não tínhamos a facilidade da Internet e o contato só podia ser feito por telefone – era caro – ou por carta. Era barato, mas elas demoravam para chegar. De qualquer forma, todos os dias a primeira coisa que fazia ao chegar em casa era conferir a caixa de correspondência e depois, esperava ansiosa pelo toque do telefone. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo isso foi mudando. Fazer amigos, nunca foi um problema para mim, mas até que isso aconteceu, a maior dificuldade era a falta de alguém para conversar. De falar as coisas simples do dia a dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na falta dos amigos eu me agarrava ao que era possível. Lembro, por exemplo, que eu saia de casa cedo e sempre que perdia a hora, precisava ir de Taxi. Usava, naquele tempo, o serviço de um ponto que ficava na Asa Norte e era atendida por um mesmo motorista. Quando ele me deixava no trabalho dizia: “bom dia, fica com Deus”. Acreditem. Eu chorava, pois era como se fosse o meu irmão, ou um amigo, ou um parente que me dava carona e que se importava comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava tomar o café da manhã na Galeria dos Estados, numa lanchonete que servia sucos naturais. Lembro com carinho que uma das atendentes sempre fazia meu suco e que quando eu chegava e era atendida por outra, que perguntava: “com água ou leite?” a que me atendia todos os dias, retrucava: “ela não toma leite, é com água”. Isso me dava à impressão de uma mãe zelosa com as manias de seus filhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra pessoa que cuidava de me acolher e de fazer com que eu me sentisse menos solitária era a faxineira. Dona Zenilde. Ela nunca me deixava sair sem um: “vai com Deus, filha.” E isso era um alento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Havia também a atendente da Livraria que até me propôs abrir uma conta, pois era uma cliente regular. Ela sabia meu gosto, separava títulos interessantes e conversávamos sobre os livros. Foi ela quem me apresentou à obra de Manuel Puig, antes mesmo de “O Beijo da Mulher Aranha”. O mesmo fazia o vendedor de discos que um dia me disse: “Leva esse. Você não vai se arrepender”. Era o “LP” de Lulu Santos, com uma capa vermelha e foi minha primeira aquisição “pop”, pois eu era uma xiita musical. No meu conceito de MPB daquele tempo só cabia Chico Buarque, Caetano Veloso, João Gilberto e outros desse time. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, fui conhecendo pessoas, fazendo amigos e me inserindo no universo dessa cidade particular. Conheci pessoas que eu pensei que seriam para sempre, mas como diria Renato Russo, “o prá sempre, sempre acaba”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Considero ter sido uma amiga fiel, acho que muitas vezes coloquei os amigos acima até dos meus próprios interesses. Os amigos sempre foram uma prioridade, pois como já tive a oportunidade de dizer, eles são irmãos que não se impõem pelo sangue, mas pela escolha. Entretanto, uma das coisas mais duras que aprendi, foi que mesmo quando escolhemos gostar das pessoas, isso não garante que elas sejam obrigadas a gostar de nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos, sinto como nos primeiros meses em Brasília: uma solidão imensa. O telefone não toca. Ninguém vem me visitar. Meus dias são feitos de um vazio insuportável e da expectativa de que a noite venha e Helvécio chegue para que eu tenha com quem falar. Às vezes, ligo para minha mãe para falar de coisas bobas, apenas para não me sentir só. Ontem, me sentia tão triste e só, que decidi sair um pouco. Fui ao Brasília Shopping, um lugar que sempre me traz boas lembranças. Fiz um lanche, tomei sorvete, comprei DVDs, pois os filmes têm sido – sem trocadilhos – “bons companheiros”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando sai do shopping encontrei na rua um desses amigos anônimos. É um garoto chamado Marcos. Ele vende doces no cruzamento da Rodoviária e desde muito tempo fala comigo como se nos conhecêssemos desde a infância. Ele me viu e veio com os olhos alegres perguntar como eu estava, porque estava tão sumida. Fiquei profundamente emocionada. Amanhã, vou me encontrar com a Edna. Ela é a minha podóloga. Sempre que vou até lá, ela me trata com uma deferência que transcende a relação de bom atendimento ao consumidor. Ela carinhosamente se preocupa com a minha saúde, da última vez, me achou tão abatida, que me ofereceu uma massagem relaxante e sempre me mima com palavras de apoio e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como não podemos contar com príncipes, amigos também, são aqueles possíveis! Isso é o que temos para o momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bMeduE8W9VE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bMeduE8W9VE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-9060651676025362165?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/9060651676025362165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=9060651676025362165' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/9060651676025362165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/9060651676025362165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/11/amigos-possiveis.html' title='Amigos Possíveis'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TO2gf05zisI/AAAAAAAAAUY/n5b7OIE2Bi0/s72-c/amigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3172626286841990882</id><published>2010-11-21T00:57:00.003-02:00</published><updated>2010-11-21T01:12:52.853-02:00</updated><title type='text'>Sobre Principes Encantados...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DIl-h6IQKn0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DIl-h6IQKn0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é de domínio público, minha principal diversão nos últimos tempos é assistir filmes que foram lançados há dez, vinte, trinta anos. Eu vou às Lojas Americanas e compro DVDs que tenham tido algum significado. Da última vez, eu trouxe para casa “Uma Linda Mulher”. Sim, o conto de fadas protagonizado por Julia Roberts e Richard Gere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu o assisti. E claro, chorei ao final quando o príncipe Edward Lewis arrebata Vivian, sua princesa plebéia, a despeito dela ser uma prostituta e ele, um milionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida real sabemos que não funciona bem assim, mas nós mulheres sonhamos, de forma infantil e inacreditável, com um príncipe que irá nos resgatar da torre em que somos mantidas reféns por alguma bruxa malévola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre acreditei em príncipes. Desculpe, apesar de já ter feito o estilo “independente futebol clube”, sempre achei que a felicidade estava, intrinsecamente, associada ao amor de um homem e sua capacidade de prover minha lista de desejos e aspirações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro príncipe se chamava Ricardo. Não! Eu nunca conheci um Ricardo de verdade e sequer me apaixonei por um. Quando adolescente, simplesmente achava que Ricardo era um nome que estabelecia uma estreita vinculação com a categoria de príncipe. Ricardo Albuquerque era perfeito. Ficava horas me imaginando Ana Maria Monteiro de Albuquerque. Quando li “Os Maias”, de Eça de Queiróz, fiquei tentada a ser Ana Maria Monteiro Castro Gomes. Sim, eu sei que esse não era o mocinho da trama, mas o sobrenome me parecia mais imponente que “Maia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida foi me ensinando que não há nada mais improvável que o amor de um príncipe. E claro, quando falo de príncipe estou considerando aquela categoria de homem que é capaz de arrebatar o coração de uma mulher, de tirar-lhe o sono, de fazê-la flutuar, mesmo que seus pés não saiam um tantinho sequer do chão. Daqueles que a gente vê nos filmes de Hollywood, com final feliz, nos quais sempre tem música quando o inacreditável beijo acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chorava ao final de “Uma Linda Mulher”, senti uma mão segurando a minha. Não era sonho, era o meu imperfeito príncipe. Aquele que me coube ter. Ele não é de exímia beleza, ele não sabe as falas dos príncipes do cinema, por vezes ele é tosco, como o “Shrek”, mas é ele que enxuga minhas lágrimas e sabemos que nos últimos tempos elas são quase como uma torneira aberta pingando sem parar. É ele quem me acolhe nas horas em que tudo parece não ter solução. É para ele que meu pensamento se dirige, sempre que me sinto em perigo. E embora ele não empunhe uma espada e nem monte um cavalo branco, é graças a sua generosidade e proteção que minha vida parece ter algum sentido nesses dias em que as nuvens de chuva insistem em rondar meu reino. E sinto, sempre que ele me envolve com seu abraço terno, que estava pronto, me esperando, “mil dias antes de me conhecer”....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vivia a te buscar,&lt;br /&gt;Porque pensando em ti&lt;br /&gt;Corria contra o tempo&lt;br /&gt;Eu descartava os dias&lt;br /&gt;Em que não te vi&lt;br /&gt;Como de um filme&lt;br /&gt;A ação que não valeu&lt;br /&gt;Rodava as horas pra trás&lt;br /&gt;Roubava um pouquinho&lt;br /&gt;E ajeitava o meu caminho&lt;br /&gt;Pra encostar no teu&lt;br /&gt;Subia na montanha&lt;br /&gt;Não como anda um corpo&lt;br /&gt;Mas um sentimento&lt;br /&gt;Eu surpreendia o sol&lt;br /&gt;Antes do sol raiar&lt;br /&gt;Saltava as noites&lt;br /&gt;Sem me refazer&lt;br /&gt;E pela porta de trás&lt;br /&gt;Da casa vazia&lt;br /&gt;Eu ingressaria&lt;br /&gt;E te veria&lt;br /&gt;Confusa por me ver&lt;br /&gt;Chegando assim&lt;br /&gt;Mil dias antes de te conhecer”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Valsa Brasileira, Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9JL2iJI0CcY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9JL2iJI0CcY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3172626286841990882?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3172626286841990882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3172626286841990882' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3172626286841990882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3172626286841990882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/11/sobre-principes-encantados.html' title='Sobre Principes Encantados...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3385791050868336771</id><published>2010-11-20T02:07:00.003-02:00</published><updated>2010-11-20T02:13:21.143-02:00</updated><title type='text'>"SOU EU"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TOdKiJJBLHI/AAAAAAAAAUA/USR2M5JEuNk/s1600/diogo%2Bnogueira.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 275px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TOdKiJJBLHI/AAAAAAAAAUA/USR2M5JEuNk/s320/diogo%2Bnogueira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541479816932437106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O samba não é meu ritmo favorito. Tempos atrás eu gostava dos clássicos, incluindo nesse roll o inigualável Chico Buarque, que convenhamos, não pode ser enquadrado na categoria de sambista. Ele é, e sempre será mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dois dias, entretanto, o samba entrou para o meu repertório de honra. E isso aconteceu graças a Diogo Nogueira. Aliás, justiça seja feita, só fiz essa concessão por conta de seu pai, João Nogueira. Os dois têm timbres de voz muito parecidos e eu decidi me dar o DVD gravado por ele, com a participação de Chico Buarque e Ivan Lins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma ótima surpresa. A música me contagiou, eu até ensaiei uns passinhos e depois de muitos dias vivendo no limbo, tomada pelo medo, angústia e ansiedade, fui capaz de sorrir, de me alegrar com o ritmo, com as letras e também me emocionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor disso? Ouvir uma música que também toca o coração do meu filho Rodrigo. Foi ele quem me disse um dia desses, “mãe, compra o disco do Diogo Nogueira, você vai gostar.” E ontem, ficamos os dois aqui na sala ouvindo juntos, uma música que está além dos rótulos. É disso que gosto, de música que é boa independente do carimbo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2IxyQctm4u8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2IxyQctm4u8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3385791050868336771?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3385791050868336771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3385791050868336771' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3385791050868336771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3385791050868336771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/11/sou-eu.html' title='&quot;SOU EU&quot;...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TOdKiJJBLHI/AAAAAAAAAUA/USR2M5JEuNk/s72-c/diogo%2Bnogueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3234758029121005766</id><published>2010-11-19T00:33:00.007-02:00</published><updated>2010-11-19T01:13:30.812-02:00</updated><title type='text'>BR 060</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TOXlF8MstzI/AAAAAAAAAT4/qUNXNq55km0/s1600/BR060_2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 192px; FLOAT: left; HEIGHT: 144px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541086806770759474" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TOXlF8MstzI/AAAAAAAAAT4/qUNXNq55km0/s320/BR060_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1970, Tony Tornado ganhou o Festival Internacional da Canção com a música “BR 3”, que falava sobre a famosa rodovia que liga o Rio a Belo Horizonte. Virou um hit, em especial, pela coreografia que o cantor criou. Bem, mas esse post não é sobre a música, nem sobre a importância dos festivais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei hoje de Goiânia. Faz muitos anos que pego a estrada que liga as duas cidades, mas hoje foi especial. Estava sozinha e durante as duas horas e alguns minutos meus pensamentos fizeram uma viagem paralela pelas lembranças. Curiosamente, percebi que a estrada pode ser vista como um personagem de filme e no decorrer dos anos, várias vezes, funcionou, também, como um ente querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que cruzei a BR 060 de Goiânia para Brasília eu era uma adolescente. Fizemos uma visita a uma prima que morava na capital federal. Seu marido era um carioca, negro, alto, muito alto, chamado Agenor. Cheguei à cidade com meu irmão, minha cunhada e minha prima Ruth. Lembro-me de algumas coisas desse dia: a cidade me pareceu um deserto com prédios distribuídos no meio do cerrado. Minha prima – que viria a morar na cidade antes de mim – disse que jamais moraria aqui. Lembro que almoçamos muito tarde, por volta de duas da tarde, o que para os hábitos metódicos de meu irmão, era uma aberração. Nesse dia, pela primeira vez, vi alguém servir maionese com beterraba. Isso sim, achei aberração maior ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda vez, eu vim com a Mazzarelo, minha meio irmã e seu namorado Tobias. Ele veio resolver questões burocráticas e eles me convidaram. Dessa viagem lembro-me de uma coisa estupenda para a época. Pela primeira vez, subi numa escada rolante. Foi uma experiência e tanto. Comemos pastel na Rodoviária e eu achei o máximo “andar” naquela máquina que fazia a gente se deslocar de um andar para outro sem esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não me lembro da terceira vez. Minha memória só alcança a viagem que fiz quando a prima Ruth já morava aqui. Lembro-me, particularmente, da volta. O então namorado dela, Carlos, decidiu nos levar de volta a Goiânia. "Nós", nesse caso, era minha amiga Dudu e eu. Na época, a estrada não era duplicada e ele fez o percurso em uma hora e quarenta e cinco minutos. Foi inesquecível, pois Dudu e eu mal respiramos de tanto medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a estrada se tornou uma constante para mim. Foram mais de quatro anos indo e vindo com muita freqüência. A razão? Aquele amor que já mencionei. Fazíamos revezamento e desse tempo eu me lembro como eram tristes os retornos. Era dolorido ir embora. Fiz dúzias de viagens de carona Goiânia/Brasília com dona Elodia. Uma senhorinha de pouco mais de um metro e meio, se muito. Na época, ela era responsável pelo malote de uma loja de fotografia de um amigo meu. Saia pontualmente às 18h00 de Goiânia e passei a acompanhá-la. Nos tornamos amigas e confidentes. Ela foi uma fonte de aprendizado para mim e as viagens passavam como um raio, pois nossas histórias faziam o relógio andar rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa época, lembro-me de uma viagem que fiz com meu irmão Roberval. Ele veio trazer os móveis que adornariam a casa que seria minha e do amor daquele tempo. Foi uma oportunidade rara que desfrutamos, falando de coisas que poucas vezes tínhamos privacidade para tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No percurso de hoje, tantos anos depois, as lembranças foram evidenciadas pela trilha sonora. A música de Ivan Lins que há muito eu não ouvia foi responsável por trazer de volta um turbilhão de recordações. Estavam lá a viagem de moto e a parada nas mangueiras para descansar. A tentativa de achar o fio da meada daquele amor que se perdeu para sempre. A música “Começar de Novo”, entregue como um troféu para ilustrar a minha capacidade de ter superado uma separação, que naquele tempo parecia uma tragédia, mas que provou ser brincadeira de criança frente à separação que viria depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada foi testemunha de muitas lágrimas. Chorei um milhão de vezes achando que não haveria mais razão para viver. Cheguei mesmo a tentar um atalho passando dessa para outra, mas me esquecendo que quem morre de véspera é peru. Dessa trágica viagem lembro-me do Lizandro indo me buscar na Rodoviária e determinando: “chega”! Mas, novos episódios pouco memoráveis ocorreram ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, o destino cuidou de dar seu basta às minhas ilusões, colocando no meu caminho um amor que foi crescendo e se tornou uma história de verdade. Nos primeiros tempos, cruzamos a estrada com parte do mobiliário, dessa vez, para uma casa que seria efetivamente nossa, para a família que estávamos começando a construir. Essa família foi responsável por outros momentos memoráveis nesse percurso. Nossos filhos crescendo, e mudando o roteiro dessas viagens. As paradas inevitáveis para dar comida aos meninos, fazer xixi, ver de perto o passarinho, pisar no chão de terra e responder as perguntas sem respostas óbvias que eles faziam sem parar. “Mamãe essa estrada vai até o infinito”? “Papai, posso dirigir seu carro”? “Mamãe, porque a gente não pode ir no banco da frente”. “Pai, porque há tantos verdes diferentes?’ “Mamãe, aquelas árvores estão encostando no céu?”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim que eles foram crescendo, as viagens foram ganhando outros enredos. Novos personagens e a estrada também sofreu suas mutações. Mudou para melhor. As pistas aumentaram, o trajeto ficou mais rápido, mais seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vezes e vezes cruzei essa rodovia sozinha. Dúzias de vezes achando que não tomaria o caminho de volta, que seria a última vez. Certa ocasião peguei os meninos e cheguei a Goiânia pronta para tomar um porre. Logo eu, que nunca gostei muito de beber. Era uma forma de delimitar território, de realçar a capacidade de ser dona de mim. Nessa aventura, me acompanhou a Vânia, na noite em que tomamos um balde de margaritas e fizemos charme para o garçom. Final de linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vânia também estava presente numa das viagens em que afundei o pé para chegar a tempo de pegar um show do João Bosco que, aliás, foi trilha sonora de muitas viagens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viviane também foi minha companheira em várias ocasiões. Íamos juntas cantando juntas todos os hits do Drexler, trilha sonora para nossas conversas tristes e alegres. E tivemos a inesquecível freada ao chegar a Samambaia quando uma moto saiu do nada e pensamos que não haveria como não arremessar seus passageiros e respectivas sacolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que senti uma enorme vontade de não precisar mais cruzar esse trecho. Muitas vezes, fazer esse percurso foi uma busca inevitável do colo de minha mãe. Outras, eu deixei Goiânia sentindo hostilidade por ela. Família é assim. A gente ama e odeia em frações de segundo. Hoje, sai de lá chorando, pois foram ótimos os dias que estivemos juntas. Cada vez mais, também, sofro por me separar de meu irmão. Ele e suas piadas, seu jeito peculiar de expressar amor. Enfim, a vida é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem de hoje foi marcante, pois os procedimentos cirúrgicos que me aguardam e a proximidade cada vez mais determinante do começo da diálise criam insegurança, lançam-me num processo de medo e ansiedade permanentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero, entretanto, que ainda haja muitas viagens e que elas sejam sempre momentos de alegria pelo reencontro e de esperança de que a vida possa ser verdejante como a paisagem dessa estrada e que representem um "começar de novo". Estou lendo “O tempo entre costuras” e uma frase foi muito significativa: “Deus aperta, mas não sufoca”. É com isso que estou contando. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Nj_X-Uv7yyA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Nj_X-Uv7yyA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3234758029121005766?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3234758029121005766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3234758029121005766' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3234758029121005766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3234758029121005766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/11/br-060.html' title='BR 060'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TOXlF8MstzI/AAAAAAAAAT4/qUNXNq55km0/s72-c/BR060_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-6175110091684612682</id><published>2010-10-25T02:10:00.006-02:00</published><updated>2010-10-30T22:35:16.815-02:00</updated><title type='text'>"PEQUENA ABELHA"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TMUEdQEuLxI/AAAAAAAAATw/D3KqB32ykjY/s1600/abelha.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 225px; FLOAT: right; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531832617872011026" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TMUEdQEuLxI/AAAAAAAAATw/D3KqB32ykjY/s320/abelha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminei de ler um livro chamado “Pequena Abelha”, relato ficcional da vida de uma refugiada nigeriana, em Londres. De maneira suave o autor fala de um tema que parece distante. É uma história cativante, e em alguns momentos, até divertida. Terminei a leitura num sábado, dia em que fui ao Park Shopping. Guardadas as devidas proporções, tive a mesma sensação de “não pertencimento” relatada pela personagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao chegar àquele centro de compras me senti um pouco como uma refugiada. Explico. A personagem narra sua perplexidade diante de uma cidade com jeitos e costumes completamente diferentes dos seus. Foi assim comigo. Depois que parei de trabalhar, sinto-me apartada. As pessoas bem vestidas, descontraídas, cheias de sacolas, embevecidas com as vitrines, entram em rota de colisão com a nova vida que me coube viver. E não é raro me sentir estrangeira nesse novo modelo. Todo aquele ritual parece diverso do que conheço. Até as palavras, ganham um novo sentido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na minha “nova vida” sinto-me quase sempre como uma refugiada. Minha casa se tornou meu abrigo, meu esconderijo. É daqui que olho a vida e ela parece um universo ao qual não pertenço. No livro, a “Pequena Abelha” está sempre buscando no passado conforto para um presente de angústias. É como se aquilo que viveu antes fosse sua referência, até mesmo seu porto seguro. O futuro é um lugar incerto, uma zona cinzenta, um terreno que parece reservar armadilhas. O futuro é um desafio permanente. No passado havia amigos e a presença da família. No presente os amigos são apenas uma lembrança. Aliás, na ausência física das pessoas queridas, a “Pequena Abelha” está sempre dialogando com o passado, buscando o tempo em que era possível compartilhar suas alegrias, medos e inquietações. Mas esse é um exercício de silêncios, pois o passado não é capaz de interagir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que se defronta com o novo, a “Pequena Abelha” lança ao passado perguntas que vão ficando sem respostas. É um pouco assim comigo. Nesse momento, há mais perguntas que respostas. Na ausência delas, a personagem, assim como eu, recorre às analogias. Entra no mundo das suposições. Das especulações. Dos, “e se”... E se eu tivesse emagrecido? E se eu não morasse aqui? E se eu não precisasse de diálise? E se tudo isso fosse só um sonho ruim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“...Às vezes eu penso que gostaria de ser uma moeda de uma libra esterlina em vez de uma menina africana. Todo mundo ficaria satisfeito ao me ver. Talvez eu fosse à sua casa no fim de semana e então, de repente, como sou muito inconstante, eu iria visitar o homem da loja da esquina – mas você não ficaria triste, porque estaria comendo um pãozinho com canela ou tomando uma lata de Coca-Cola gelada, e nunca mais pensaria em mim. Seriamos felizes, como amantes que se encontram num feriado e depois esquecem os nomes um do outro”... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se fosse assim? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-6175110091684612682?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/6175110091684612682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=6175110091684612682' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6175110091684612682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6175110091684612682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/10/pequena-abelha.html' title='&quot;PEQUENA ABELHA&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TMUEdQEuLxI/AAAAAAAAATw/D3KqB32ykjY/s72-c/abelha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-5737887691021832596</id><published>2010-10-10T03:45:00.005-03:00</published><updated>2010-10-14T00:13:13.187-03:00</updated><title type='text'>"MANUEL, O AUDAZ"....</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TLFntPkgTkI/AAAAAAAAATo/i4Ttt_4Gt2g/s1600/por+do+sol.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TLFntPkgTkI/AAAAAAAAATo/i4Ttt_4Gt2g/s320/por+do+sol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526312244731727426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei o que me levou a essa lembrança. Talvez o por do sol, tão parecido com aquele do dia em que me apaixonei por você. Viajávamos numa magnífica tarde, eu olhava o contorno do seu rosto e só conseguia pensar: “como é possível amar alguém que a gente mal conhece”?. Mas estava escrito. Não era livro. Não era filme. Não era novela. Mas era amor. Um amor que me acompanhou durante anos e anos. Um amor que por vezes me fez duvidar se haveria vida, felicidade, sem que você fosse o centro de tudo. Um amor tão avassalador, que não acabou quando terminou, que ficou me assombrando, até se transformar numa história que ao ser contada, parece de livro. Parece de filme. Parece de novela. Mas foi real. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levei muito tempo para esquecer seu cheiro de manteiga, seus pés, sua risada e sua fala compassada e professoral. Você fala com pausas, como quem dá tempo a quem ouve para processar e compreender. Sim, porque seu discurso nem sempre alcança os simples mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não deve se lembrar, mas eu sim. De todas as coisas que me disse. E mesmo aquelas que talvez fossem um artifício de sedução, até elas soavam como promessa. Aliás, dias desses achei num caderno um termo de compromisso no qual você jurava amor eterno, mas na época eu não levava a sério o fato de que amores só são eternos, enquanto duram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu me lembro do primeiro beijo, do primeiro toque, das aventuras e desventuras. Do garotinho de cabelo anelado que você disse: “seu filho vai ter essa cara” e tirou uma foto. Mas nenhum dos meus filhos reais têm aquela estampa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro do caminho de hortênsias e da sensação de que vivia dentro de um sonho e da trilha sonora... “eu não sei se vem de Deus, do céu ficar azul, ou virar dos olhos seus, essa cor que azuleja o dia”...E foram tantas, as trilhas sonoras de nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro de você medindo meu dedo no casamento de minha prima e depois, me surpreendendo com um anel que veio dentro de um porta jóias na forma de um chapéu. Eu não posso esquecer o piquenique no rio sujo, os obstáculos para chegar, os mosquitos e a escapada furtiva para experimentar o amor na natureza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu me recordo de você me recolhendo na janela e de travessamente violarmos a cama de sua mãe. Eu não me esqueço dos discos de Nara Leão e Elis Regina e dos filmes de arte na “Cultura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro até do Mário (que nunca conheci), aquele que ganhava “pudins” como gratidão pelo amor que oferecia. Eu nunca vou me esquecer do beijo trocado no chão do quarto de hóspedes, naquela noite em que eu tive muita, muita raiva de você. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como esquecer os arroubos, os rompantes, e até mesmo as "previsões improváveis" sobre o nosso futuro. Lembra? A ideia era que nos encontraríamos furtivamente, que nos embrenharíamos nas lembranças, que esgotaríamos o desejo e que depois, seguiríamos para a vida que nos caberia viver. De alguma forma, foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você não sabe, mas o abraço que trocamos no saguão daquele hotel fez o tempo parar, mas o abraço que trocamos, agora a pouco, já não descompassou meu coração...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nossas vidas seguiram rumos diferentes, mas a despeito de tudo que nos juntou, e, sobretudo, do que nos separou, as boas lembranças conseguiram se firmar. E é por isso que hoje, eu rompo a prudência e os pudores para te dizer essas palavras. Nesse momento, em que minha vida parece  um labirinto, em que o futuro parece incerto, o passado cumpre o papel de nos mostrar quem de fato somos, ou fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa não é uma declaração de amor tardia, pois penso que usei todas as oportunidades para falar do meu sentimento quando ele pulsava, pulsava...Mas aquele por de sol foi uma bela moldura para dar às lembranças, o status que lhes cabem: o de boas lembranças. Nada mais. E porque não abusar dos clichês: "tudo vale a pena, se a alma não é pequena". Valeu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0hIkFkr2Kqw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0hIkFkr2Kqw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-5737887691021832596?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/5737887691021832596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=5737887691021832596' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5737887691021832596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5737887691021832596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/10/manuel-o-audaz.html' title='&quot;MANUEL, O AUDAZ&quot;....'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TLFntPkgTkI/AAAAAAAAATo/i4Ttt_4Gt2g/s72-c/por+do+sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7844037318741265033</id><published>2010-10-04T23:17:00.004-03:00</published><updated>2010-10-07T00:32:56.261-03:00</updated><title type='text'>"Tudo bem, se vai mal"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TKqMsD7a0xI/AAAAAAAAATg/QP5Kyq53r80/s1600/vendaval.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 199px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TKqMsD7a0xI/AAAAAAAAATg/QP5Kyq53r80/s320/vendaval.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524382581519995666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje fui ao médico pela manhã para levar o resultado de meus exames. Uma mamografia indicou a presença de um nódulo na “mama” esquerda. Fiquei mal! Mas tudo bem! Os demais exames indicaram que a função renal piorou. Isso, depois de passar dois meses cumprindo com bastante disciplina a dieta. Tudo bem! E por falar em dieta eu não consigo perder peso. É frustrante, mas, tudo bem! A anemia está em níveis abissais. Tudo bem! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O resto do dia eu usei para fazer faxina, minha empregada está de licença médica e desde então, minha rotina implica limpar, lavar roupa, passar, lavar louça, cozinhar, mas tudo bem! Quando eu limpava o quarto do Guilherme a porta do armário caiu em cima da minha perna e fez um baita hematoma. Ah! Tudo bem! Eu derramei todo o liquido do limpa vidros e depois, escorreguei e cai. Advinha? Tudo bem! Sabe o que me ajudou a passar o dia com essa, digamos, visão profunda de otimismo? Ed Motta. “Tudo bem, se vai mal...Tudo bom, vendaval”!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HH0dFiY9--Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HH0dFiY9--Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7844037318741265033?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7844037318741265033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7844037318741265033' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7844037318741265033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7844037318741265033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/10/tudo-bem-se-vai-mal.html' title='&quot;Tudo bem, se vai mal&quot;...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TKqMsD7a0xI/AAAAAAAAATg/QP5Kyq53r80/s72-c/vendaval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-141525414362495910</id><published>2010-10-04T00:27:00.004-03:00</published><updated>2010-10-04T00:36:59.433-03:00</updated><title type='text'>EU VOTEI!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TKlLpQC19XI/AAAAAAAAATY/iiHb7MNptIg/s1600/urna1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; FLOAT: left; HEIGHT: 159px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524029590000235890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TKlLpQC19XI/AAAAAAAAATY/iiHb7MNptIg/s320/urna1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha mãe está sempre lembrando o quanto pareço com meu pai. Ela faz questão de ressaltar que temos muitas coisas em comum e o gosto pela política é uma delas. Hoje pude confirmar isso. Foi dia de eleição e desde sempre eu adoro votar. Quando fiz meu título, aos 18 anos, passei o dia na fila e hoje, logo cedo estava lá, depositando na urna eletrônica minhas preciosas escolhas. Acho importante eleger os representantes políticos, mesmo que não tenhamos muito do que nos orgulhar nesse terreno. Tento fazer com que meus filhos pensem da mesma forma, mas não tenho sido bem sucedida. Enfim, penso que a maturidade se ocupará de mudar isso. Estou feliz, pois acredito ter feito boas escolhas e muito contente porque teremos um segundo turno para as eleições presidenciais. Acho que o principio da alternância deve ser respeitado. E fiz minha parte.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-141525414362495910?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/141525414362495910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=141525414362495910' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/141525414362495910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/141525414362495910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/10/eu-votei.html' title='EU VOTEI!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TKlLpQC19XI/AAAAAAAAATY/iiHb7MNptIg/s72-c/urna1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-5219477197848434893</id><published>2010-09-20T02:51:00.004-03:00</published><updated>2010-09-20T03:32:31.351-03:00</updated><title type='text'>"Tudo que vai"....</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TJb5d79WNRI/AAAAAAAAATA/HeeOuyaWtVo/s1600/fotos.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518872686095643922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TJb5d79WNRI/AAAAAAAAATA/HeeOuyaWtVo/s320/fotos.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O final de semana foi de tédio. Fez um calor insuportável na cidade, que, aliás, está coberta por uma névoa em razão da seca. Não chove e mesmo os Ipês, que transbordavam flores amarelas enfeitando a aridez do Planalto não suportaram o calor e foram perdendo seus cachos de flores fazendo um imenso tapete dourado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dediquei esses dias a organizar uma gaveta repleta de fotos. A ideia era colocá-las em álbuns. São fotos que representam muitos anos da minha vida, mas essa se revelou uma tarefa difícil. Não é usual tirar fotos de coisas ruins, mas é complicado olhar para momentos alegres registrados e perceber que eles pertencem a outra dimensão. É curioso olhar as pessoas que te abraçam carinhosamente numa foto e constatar que agora, não sabe onde estão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As fotos revelam coisas curiosas. Você percebe que seu cabelo ficou melhor, mas que seu corpo era mais bonito. Aquele vestido inigualável, agora é bizarro. Os lugares que emolduravam a mais perfeita felicidade parecem apenas um cartão postal que alguém te enviou. Os filhos cresceram. Antes eles te beijavam e te olhavam como se você fosse uma divindade, agora, você tem dificuldades de achar uma foto recente na qual eles abracem você. O amor da juventude é um desconhecido. O vizinho prestativo virou o amor da sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vê que suas sobrinhas estiveram sempre nos melhores e piores momentos de sua vida. Fica embevecida com as fotos da sua amiga e tem certeza que há entre vocês uma semelhança de irmãs. Olha seu irmão que foi embora tão cedo e chora de alegria, pois conseguiu registrar um abraço sem saber que era um adeus. Percebe que azul é uma cor que realça seus olhos, mas que foi aquele terninho vermelho que te abriu as portas do céu. Recorda aqueles aniversários em que meia dúzia de amigas fazia o papel de uma multidão. Constata que as praias de Natal foram as mais bonitas que você já pisou. Recorda os óculos de lente amarela e repudia não entrar naquele biquíni verde. Lembra da blusa rosa do último aniversário que você curtiu fotografar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lamenta que o amigo querido não esteja mais na mesma cidade e que seu sorriso largo só possa ser alcançado numa foto. Recorda as alunas que fizeram você se sentir tão querida. Revê as férias quando você era jovem e linda e não sabia disso. Ri da bolsa de retalhos que você mesma fez. Revisita o trabalho no qual passou a maior parte da sua vida. Encontra a amiga que apareceu numa matéria de revista e se pergunta: o que terá sido feito dela? Casou? Mudou de país? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembra da sobrinha vestida de Papai Noel, naquele tempo em que seus filhos acreditavam na magia do Natal. Dá risada da viagem de férias que foi uma cilada. Lembra de perder a linha quando viu o Mickey Mouse. Abraça seu ídolo e descobre que não foi um sonho. Reencontra sua infância e chora quando lembra que depois daquela foto, seu pai viveu três dias e se foi. Imagina se vai rever aquele por do sol, se um dia vai nadar naquele mar, se vai mergulhar naquela lagoa, se vai sentir o sabor daquele sorvete. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sente saudades do tempo em que buscava seus filhos na escola, tem vontade de dirigir aquele carro e de calçar aquele sapato com flores. Lembra do passeio àquele rio de águas escuras e do beijo na janela e da bermuda rosa e do cabelo encaracolado. Tem vontade de abraçar a amiga que você só descobriu que amava depois que ela se mudou. É capaz de reter a imagem da viagem que ela fez à Grécia apenas pelo relato de suas cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorda a gravata borboleta, a calça xadrez, o sapato vermelho de cadarços, a blusa rosa que tinha o desenho de um tênis. O vestido longo, a sandália apertada, a tiara e o conjunto verde e a echarpe. Sonha tirar uma foto com aquele vestido de bolinhas que você nunca pode usar. Se enternece com o beijo, ouve a canção que embalou seu primeiro amor. Sente o gosto das medias lunas e do sorvete de frutas do bosque. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caminha pelas ruas da capital uruguaia, e retorna aos dias de São Paulo carregando uma enorme pipa colorida. Lembra da roupa azul e de ter sido confundida com uma editora de moda e das madrugadas loucas e do samba cantado por Chico Buarque.Visita as esculturas de Rodin, lembra vagamente das pinturas de Monet e sabe exatamente a cor do céu de Manhattan. Vê os cabelos arrepiados do primeiro filho e os cachinhos do outro. Lembra do dia que pensou que ia morrer. Chora pela vida que podia ter sido e não foi. Chora, pois a vida vale, seja lá como for. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Tudo que vai, deixa o gosto, deixa as fotos, quanto tempo faz"....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mfPABCD4vQ8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mfPABCD4vQ8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-5219477197848434893?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/5219477197848434893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=5219477197848434893' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5219477197848434893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5219477197848434893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/09/tudo-que-vai.html' title='&quot;Tudo que vai&quot;....'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TJb5d79WNRI/AAAAAAAAATA/HeeOuyaWtVo/s72-c/fotos.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2690124518609440211</id><published>2010-08-24T07:25:00.010-03:00</published><updated>2010-10-14T00:32:01.181-03:00</updated><title type='text'>O PRÊMIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/THOiRRRcp7I/AAAAAAAAASw/roxvxJ66_RA/s1600/doar"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 236px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508925186782308274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/THOiRRRcp7I/AAAAAAAAASw/roxvxJ66_RA/s320/doar" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/THOiDP7BBqI/AAAAAAAAASo/aeGGvH8Xzso/s1600/helo.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; FLOAT: left; HEIGHT: 166px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508924945901618850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/THOiDP7BBqI/AAAAAAAAASo/aeGGvH8Xzso/s320/helo.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/THOhzLGHVkI/AAAAAAAAASg/RbLPTzpb3P0/s1600/helo.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminei de ler Jane Austen e me lembrei de um comentário que ouvi tempos atrás: “nos livros de Jane Austen, as pessoas demoram muito para serem felizes”. É verdade. “Orgulho e Preconceito” ilustra a tese. Estava lendo “Emma”, um romance no qual não se pode falar exatamente de tristeza. Entretanto, foram necessárias mais de 400 páginas para que a personagem tivesse o seu final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a leitura não pude deixar de fazer uma analogia. Assim como nos romances de Austen, a felicidade parece demorar muito para me alcançar. Quando cheguei a Brasília para salvar um grande amor - tarefa que não consegui realizar – em um dos períodos de maior tristeza recebi a visita de minha mãe e de minha tia Deolvira. Elas vieram me dar apoio e cuidar um pouco de mim. Naquela ocasião, minha tia disse: “Ana, você está sofrendo agora, mas tenho certeza de que a vida há de te trazer muitas recompensas. Você sofre agora, para ser feliz depois”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que tive uma coleção de momentos felizes. Mas de um modo geral, a vida andou me pregando peças e não foram poucas vezes em que, recordando as palavras da minha tia, me perguntei: “quando é que o tempo de felicidade vai chegar”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginava que as turbulências viriam, mas que como nos filmes e nos livros, haveria, ao final, o ponto de equilíbrio. O momento em que as agonias cessam e uma onda de boas novas não para de chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia de agosto fiz cinqüenta anos. É emblemático completar meio século, mas fiquei assustada. Poucos dias antes recebi um prognóstico sobre a minha saúde que não foi exatamente animador. Tenho uma doença renal crônica e durante alguns anos fiz cara de paisagem para a gravidade desse problema. Agora, cheguei numa situação limite. Função renal de 13% e algumas taxas que representam uma preocupação efetiva. A médica que consultei foi muito taxativa, afirmando que a solução para o meu caso seria um transplante. E mais. Esse procedimento não deveria tardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi a notícia como quem leva uma porrada e fica um tempo procurando o chão para cair. Apesar do avanço da medicina me perguntava todo tempo: “como é que vou conseguir um doador? Quem seria capaz de um gesto desses, de renúncia, de coragem e, sobretudo, de generosidade?” Os doadores potenciais, que seriam meus familiares, não estavam em condições de ajudar. E convenhamos, essa é uma decisão difícil. Não é questão de pedir emprestado um objeto, significa que a pessoa precisa abrir mão de um órgão, e de um órgão vital. É uma decisão de risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava me resignando que a única saída que me caberia seria enfrentar a diálise fui surpreendida por um telefonema. Era minha amiga Heloisa. Escrevi sobre ela aqui no Blog falando do nosso reencontro e relatando uma amizade que começou assim que cheguei a Brasília. Numa conversa normal de amigas, me contou os últimos acontecimentos de sua vida, em especial, sobre uma decepção que sofrera recentemente. Quando perguntou de mim contei sobre a minha saúde e como essa situação havia me deixado angustiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia ter ficado mais surpresa com o que ouvi. Ela perguntou o que era necessário para o transplante e respondi que a primeira coisa era encontrar uma pessoa com sangue o+, disposta a doar um rim. Da forma mais singela possível e com o maior desprendimento ela disse: “se o problema é esse, não existe mais. Tenho sangue o+, boa saúde, dois rins e um será seu.” Diante da minha perplexidade ela reforçou: “Ana, a gente não se conheceu por acaso, nossa amizade não durou todo esse tempo sem uma razão. Se eu posso te ajudar, é isso que farei. Diga o que tenho que fazer, mas minha decisão de te doar um rim está tomada. Estou pronta para te ajudar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que depois dessas palavras tudo que consegui fazer foi chorar. Chorei muito. Eu não contava com isso. Eu não esperava por isso. Eu não imaginava que seria beneficiada por um gesto de tamanha grandeza. Mesmo que a Heloisa não possa me doar um rim, mesmo que ela mude de idéia, a despeito de qualquer coisa que aconteça ela resgatou um sentimento de enorme gratidão. Ela contaminou as pessoas que estão próximas, torcendo pela minha saúde, desencadeou uma onda de felicidade pelo gesto. A atitude de doar, a bondade, a generosidade, a capacidade inacreditável de servir e de fazer isso sem receber um pedido expresso é muito especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a Heloisa se propôs a fazer é muito grande. É uma atitude para a qual não há adjetivos. E de que maneira é possível agradecer algo assim? Que palavras têm a mesma dimensão do gesto? Não sei. Desde então, choro de alegria, pois quando penso nas palavras dela, sinto como se tivesse recebido um prêmio. Uma chance de poder recomeçar minha vida, de recuperar a esperança, de viver, acreditar nas pessoas e agradecer da forma mais sincera possível essa oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helô, seguro que esse foi o gesto de maior generosidade que já recebi e a demonstração mais absoluta de carinho, amizade e consideração. Posso te garantir que há uma corrente do bem, de pessoas rezando e dando graças pela sua vida e vibrando com sua bondade. Mesmo que o destino não queira que eu receba o seu rim – é claro que torço loucamente pelo contrário – eu já me sinto premiada e nunca, em tempo algum, serei capaz de esquecer sua coragem e abnegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa ação a vida nos transfere da condição de amigas, para irmãs. Uma irmandade que se estabelece pelo amor. Por enquanto, a única coisa que posso fazer é dizer um zilhão de vezes: “obrigada”!! Obrigada por se dispor a doar uma parte da sua vida, para que a minha seja possível. Com esse gesto, mais que um final feliz, terei a possibilidade de recomeçar. É como se a vida me permitisse escrever outra história e estabelecer uma nova trajetória. O que mais uma pessoa poderia desejar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WsBAZZDzD4Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WsBAZZDzD4Y?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2690124518609440211?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2690124518609440211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2690124518609440211' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2690124518609440211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2690124518609440211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/08/terminei-de-ler-jane-austen-e-nao-pude.html' title='O PRÊMIO'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/THOiRRRcp7I/AAAAAAAAASw/roxvxJ66_RA/s72-c/doar' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-1208348820144868883</id><published>2010-07-22T06:29:00.003-03:00</published><updated>2010-07-22T06:42:06.159-03:00</updated><title type='text'>“Filhos...Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, como sabê-lo”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TEgR5F4RYeI/AAAAAAAAARI/Ma-kywfMYNI/s1600/licenca_maternidade.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496663017734103522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TEgR5F4RYeI/AAAAAAAAARI/Ma-kywfMYNI/s320/licenca_maternidade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem não sente compaixão ao ver uma mãe perder um filho? Que perda pode ser pior que essa? Que mãe nunca passou uma noite em claro, pensando que algum mal possa alcançar um filho seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui, vendo o dia amanhecer pensando na dor de uma mãe que perdeu um filho lindo, talentoso e jovem. Estupidamente levado por um acidente. Eu não a conheço pessoalmente, nem conheci seu filho. Mas me sinto afetada, porque olho meus filhos dormirem e penso: “e se fosse um deles”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas noites já acordei sobressaltada, quantos sonhos ruins já tive. A maternidade traz implícito um sentimento de perda. É como se a qualquer momento viessem te levar algo que não é seu. E de fato, os filhos são apenas pretensamente nossos. Mas nós os queremos perto. É como se a todo instante nosso útero os quisesse recolher de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu filho Rodrigo e seu pragmatismo de jovem, costuma dizer que as pessoas têm dia e hora para chegar e ir. Quando eu imploro que ele não se exponha, quando suplico para que ele se proteja e fique distante do perigo, ele se limita a dizer: “quando minha hora chegar, eu vou”. Invariavelmente choro, mas sei que essa é a lógica. As pessoas vêm e vão. Mas não é justo que um filho parta antes de seus pais. É doloroso demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes penso, diante dos sofrimentos reais e imaginários, que a melhor forma de ter boas noites de sono e o coração tranqüilo passe pela opção de não ter filhos, mas ai, sempre me ocorre esse poema de Vinicius de Moraes: “mas se não os temos, como sabê-lo”? Não sei. Só sei que dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Poema Enjoadinho”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Filhos... Filhos?&lt;br /&gt;Melhor não tê-los!&lt;br /&gt;Mas se não os temos&lt;br /&gt;Como sabê-lo?&lt;br /&gt;Se não os temos&lt;br /&gt;Que de consulta&lt;br /&gt;Quanto silêncio&lt;br /&gt;Como os queremos!&lt;br /&gt;Banho de mar&lt;br /&gt;Diz que é um porrete...&lt;br /&gt;Cônjuge voa&lt;br /&gt;Transpõe o espaço&lt;br /&gt;Engole água&lt;br /&gt;Fica salgada&lt;br /&gt;Se iodifica&lt;br /&gt;Depois, que boa&lt;br /&gt;Que morenaço&lt;br /&gt;Que a esposa fica!&lt;br /&gt;Resultado: filho.&lt;br /&gt;E então começa&lt;br /&gt;A aporrinhação:&lt;br /&gt;Cocô está branco&lt;br /&gt;Cocô está preto&lt;br /&gt;Bebe amoníaco&lt;br /&gt;Comeu botão.&lt;br /&gt;Filhos? Filhos&lt;br /&gt;Melhor não tê-los&lt;br /&gt;Noites de insônia&lt;br /&gt;Cãs prematuras&lt;br /&gt;Prantos convulsos&lt;br /&gt;Meu Deus, salvai-o!&lt;br /&gt;Filhos são o demo&lt;br /&gt;Melhor não tê-los...&lt;br /&gt;Mas se não os temos&lt;br /&gt;Como sabê-los?&lt;br /&gt;Como saber&lt;br /&gt;Que macieza&lt;br /&gt;Nos seus cabelos&lt;br /&gt;Que cheiro morno&lt;br /&gt;Na sua carne&lt;br /&gt;Que gosto doce&lt;br /&gt;Na sua boca!&lt;br /&gt;Chupam gilete&lt;br /&gt;Bebem shampoo&lt;br /&gt;Ateiam fogo&lt;br /&gt;No quarteirão&lt;br /&gt;Porém, que coisa&lt;br /&gt;Que coisa louca&lt;br /&gt;Que coisa linda&lt;br /&gt;Que os filhos são! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-1208348820144868883?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/1208348820144868883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=1208348820144868883' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1208348820144868883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1208348820144868883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/07/filhosfilhos-melhor-nao-te-los-mas-se.html' title='“Filhos...Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos, como sabê-lo”'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TEgR5F4RYeI/AAAAAAAAARI/Ma-kywfMYNI/s72-c/licenca_maternidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4189841697589442666</id><published>2010-07-08T07:06:00.003-03:00</published><updated>2010-07-08T07:51:15.431-03:00</updated><title type='text'>"O que você quer ser quando crescer"?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TDWqOc0T82I/AAAAAAAAARA/HZh1HAInRbM/s1600/escolhas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TDWqOc0T82I/AAAAAAAAARA/HZh1HAInRbM/s320/escolhas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491482485878682466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem à noite, Helvécio, preocupado em oferecer um bom filme, me presenteou com uma das histórias mais adoráveis que já tive a oportunidade de assistir: “Le Petit Nicolas”, por aqui, simplesmente “Nicolau”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira cena, somos apresentados à personagem central que, numa sala de aula da década de sessenta, se vê diante do dilema de escrever uma redação cujo título é: “o que você quer ser quando crescer”? Para ele, uma criança, provavelmente entre seis e oito anos, essa é uma questão complexa. De acordo com sua avaliação, ele não quer ser nada além daquilo que efetivamente é: uma criança feliz, que recebe atenção dos pais, sobretudo da mãe, tem ótimos amigos e não almeja muito mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme não poderia ter acontecido num momento mais emblemático. Ontem, eu decidi sair um pouco de casa – usando uma licença poética – para ser feliz. Como tenho estado muito reclusa, decidi que queria ir ao shopping passear um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, tomei café com minha amiga Solange, comemos torta e falamos rapidamente da vida. Depois, me perdi pelas vitrines do Brasília, comprei DVDs promocionais nas Lojas Americanas (evidente, títulos de ótimos filmes que já assisti), um novo livro para as férias, um presente de aniversário para Helvécio e algumas besteiras para mim. Tomei sorvete de menta com chocolate, sentada calmamente numa poltrona, me sentindo no Freddo, de Buenos Aires, aonde aprendi a amar esse sabor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava muito confortável no meu reino de felicidade, fui convocada a voltar para o planeta realidade. Num telefonema, minha coordenadora informava que meu desligamento do IESB havia sido confirmado e que deveria ir até lá para assinar os documentos. Embora essa não tenha sido uma surpresa – como a que surpreendeu a vida de Nicolau – de alguma forma fui intimada a também pensar: “o que quero ser quando crescer”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, eu me encontrei com a docência. Foi como, se súbito, com mais de quarenta anos, tivesse achado, finalmente, meu lugar no mundo. Não tive dúvidas de que era aquilo que sempre quisera fazer. Não houve sofrimento: abri mão de um trabalho seguro, de uma boa remuneração, de um nome relativamente estabelecido no mercado, para me aventurar em algo completamente novo. Com baixa remuneração, mas com a possibilidade de aprender muito, de conhecer novas pessoas, de começar a escrever uma nova página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos anos, passaram por mim pessoas muito queridas. Penso ter feito diferença na vida de algumas. Recebi homenagens, me diverti, fiz novos “amigos para sempre” e enfrentei o desafio de me reinventar. Quando você ensina, a primeira coisa que faz é se expor loucamente. No modelo de ensino que temos, cabe ao professor a posição de comando. Você precisa estar à frente de um grupo de pessoas, demonstrar conhecimento, estudar e procurar não ser surpreendida por uma pergunta que não seja capaz de responder. Isso te faz vigilante. É uma obrigação estar sempre um passo à frente e nunca perder o rebolado quando alguém apresenta um assunto, sobre o qual  nunca havia parado prá pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos prá cá, fazer isso, deixou de ter o encanto dos primeiros momentos. A instituição mudou, os melhores amigos se foram, mas a convicção de que ensinar era o meu grande barato permaneceu. Ocorre que a paisagem foi ficando um tanto "cinza para o meu rosa choque" (recorrendo a uma cena do passado). Sofri com crises pontuais, depois fui derrubada por outra, muito maior e agora me dei conta de que é chegado o momento de me reinventar novamente. De parar um pouco para avaliar, mais uma vez, “o que quero ser quando crescer”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que sei é que preciso ter saúde. Ela foi negligenciada pela prática comum que tenho de me boicotar. Ah! Não me pergunte os motivos que me levam a fazer isso, pois estou, de fato, tentando encontrar algumas respostas. A verdade, é que dessa vez, entendi que preciso recolocar minha vida em perspectiva. Reconduzir-me para o terreno da precedência e isso implica "me" estabelecer como prioridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que sai do IESB coberta de lágrimas, mas a exemplo de Nicolau, foram os amigos que me acolheram e me ampararam com palavras de apoio e de crédito nas promessas de futuro. Pela primeira vez, profissionalmente falando, não tenho um plano “B”. Ao final do filme, “o pequeno Nicolau” descobre sua vocação: “fazer as pessoas rirem”. No meu caso, tenho ainda o desafio de descobrir, mas como diz o velho ditado: “nenhum caminho começa antes que se dê o primeiro passo”. Já estou com o pé na estrada. E acredito que será rumo a uma nova e promissora jornada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Oxalá! Todos os anjos digam: "amém"!&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jUZB24UsK8k&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jUZB24UsK8k&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4189841697589442666?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4189841697589442666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4189841697589442666' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4189841697589442666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4189841697589442666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/07/o-que-voce-quer-ser-quando-crescer.html' title='&quot;O que você quer ser quando crescer&quot;?'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TDWqOc0T82I/AAAAAAAAARA/HZh1HAInRbM/s72-c/escolhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8704240909655441367</id><published>2010-07-07T05:57:00.004-03:00</published><updated>2010-07-07T06:11:34.283-03:00</updated><title type='text'>"...Um Equilibrio sobre a loucura"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TDRC3v_v5kI/AAAAAAAAAQ4/4YF981oqn2s/s1600/ampulheta.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 280px; FLOAT: left; HEIGHT: 208px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491087371215562306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TDRC3v_v5kI/AAAAAAAAAQ4/4YF981oqn2s/s320/ampulheta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou em contagem regressiva para os cinqüenta anos. Não sei se é isso que me tira o sono, afinal de contas, não é fácil para uma mulher olhar o tempo que avança. Não fiz planos para a minha vida aos 50. Fiz isso aos vinte, trinta e mesmo aos quarenta, mas não me ocorre nada quando chego agora ao limiar dos cinqüenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe ficou viúva antes de completar 43 anos. Algumas mulheres estão experimentando a maternidade pela primeira vez nessa idade. Outras, já são avós, algumas são gordinhas, outras são saradas, umas são peruas, outras executivas, outras parecem não querer aceitar que o tempo de mocinha, passou. Outras tantas se comportam como se tivessem muito mais e se curvam ao peso de uma idade que ainda nem chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha 15 anos me lembro de uma amiga chamada Carla Soraya, que fazia conjecturas de como seria quando chegássemos aos vinte. Ela entendia que isso seria cruzar uma linha perigosa rumo à velhice. Na época, para nós, o máximo de expectativa limitava-se a ter 18 anos e chegar a Universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não faço ideia do que fazer aos cinqüenta. Não consigo imaginar que tipo de protocolo seguir, qual o manual dessa idade? Penso que, como diz o ditado, a vida esteja começando, pode ser que ela esteja em compasso de espera. Pode ser que a falta de planos seja, na verdade, o grande projeto para quem chega a esse patamar. Talvez não seja mesmo tempo de se perder em projeções. Talvez, a melhor alternativa para quem chegue aqui, seja apenas viver. Um dia, depois outro, depois outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou como lembrou a sábia amiga Luiza, que sempre encontra uma música que representa minhas inseguranças, nesse estágio, talvez a melhor alternativa seja “manter o equilíbrio sobre a loucura”, deixar a vida fluir, recolher as armas e encerrar a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SALLY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sally é uma mulher que não tem mais vontade de fazer a guerra.&lt;br /&gt;Sally já sofreu muito&lt;br /&gt;Sally já foi punida por cada distração ou fraqueza, por cada cândida caricia, dada para não sentir a amargura ...&lt;br /&gt;Ouve que lá fora chove, ouve um belo rumor ...&lt;br /&gt;Sally caminha pela estrada, com segurança&lt;br /&gt;Sem pensar em nada&lt;br /&gt;Agora olha para as pessoas de maneira casual&lt;br /&gt;Esses momentos já não causam pertubação...&lt;br /&gt;A vida é como um arrepio rápido. É todo um equilibrio sobre a loucura&lt;br /&gt;Mas talvez, Sally, esse seja exatamente o sentido do seu caminho&lt;br /&gt;Talvez, no fim haja sofrimento&lt;br /&gt;Mas ao final dessa triste história&lt;br /&gt;Alguém tenha coragem&lt;br /&gt;Para lidar com a culpa e excluir dessa jornada, todas as perturbações&lt;br /&gt;Um pensamento lhe passa pela cabeça: Talvez a vida não esteja totalmente perdida&lt;br /&gt;Talvez alguma coisa esteja salva, talvez, talvez não tenha sido tudo um engano,&lt;br /&gt;Talvez, talvez...” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yHcwFg9eMIE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yHcwFg9eMIE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8704240909655441367?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8704240909655441367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8704240909655441367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8704240909655441367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8704240909655441367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/07/um-equilibrio-sobre-loucura.html' title='&quot;...Um Equilibrio sobre a loucura&quot;...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TDRC3v_v5kI/AAAAAAAAAQ4/4YF981oqn2s/s72-c/ampulheta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-175137042801493335</id><published>2010-06-30T01:53:00.004-03:00</published><updated>2010-06-30T03:33:51.779-03:00</updated><title type='text'>SOBRINHAZINHA...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCrQ1ilXcKI/AAAAAAAAAQw/MDeGdEKdxaE/s1600/eliane.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488428714139545762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCrQ1ilXcKI/AAAAAAAAAQw/MDeGdEKdxaE/s320/eliane.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;De vez em quando venho por aqui para falar de alguém especial em minha vida. Hoje, chegou a sua vez. Não que eu não tenha tido, antes, razões para mencionar o enorme amor que sinto por ti. Acho que no quesito declaração de amor, estou em dia, pois não são raras às vezes que te escrevo apenas para dizer “te amo”. E também não posso me queixar de não ter esse amor retribuído. Na sua vida que mais parece um tsunami, sempre houve espaço para que pudéssemos celebrar a amizade que há entre nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu diria que mais que amigas, somos como irmãs. E não é a irmandade que se impõe pelo sangue, mas que se estabelece pela escolha do amor, pela afinidade e até porque não, pelas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira lembrança que tenho de ti é vermelha. Você tinha pernas e bochechas gordas e estava coberta de brotoejas. Era seu primeiro aniversário e lembro que ficamos horas enrolando pirulitos com cara de menina de “maria-chiquinha” e doces em formato de cenouras e maçãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha segunda lembrança é de uma menina que parecia tímida e que seria muito aplicada nos estudos. Depois, como minha memória não é das melhores, eu lembro de você emburrada e da famosa crise dos sapatos que você teimava em não guardar. E apesar de todas as promessas de castigo, não arredou pé. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois me recordo de um cabelo meio “Farrah Fawcett”, uma coisa em camadas e da sua boca que estava sempre ensaiando um bico. As outras lembranças são de histórias contadas pelas suas irmãs. Coisas de almas penadas na fazenda do “tio Zé” e outras presepadas de meninos, que eu sei, vocês aprontaram em profusão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro de levá-las ao cinema, lembro de um show do Lulu Santos em Brasília, quando vocês chegaram à adolescência, mas esse tempo, minhas lembranças alcançam vagamente. Eu também cuidava de inventar uma vida nova em uma nova cidade, e essa era uma fase em que sobrinhas não estavam muito interessadas em fazer confidências às tias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No nascimento do Guilherme, lembro das três: Eliane, Cristina e Viviane. Vieram a Brasília com minha mãe e era uma alegria ver meu filho se tornar um pouco o brinquedo favorito de vocês. Depois, bem depois, fizemos uma viagem a Maceió e esse foi um momento de confidências mútuas. Você nunca foi dada a falar de sua vida pessoal, mas diria que chegou a esboçar dúvidas e elas me fizeram ter algumas certezas sobre seu futuro, que infelizmente vieram a se confirmar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;À minha maneira tentei um atalho, porque achava que podia fazer seu caminho seguir outra direção. Você veio a Brasília e eu apostei todas as fichas que poderia te ajudar a escrever outra história, mas houve um telefonema e você, como é seu costume, saiu de mansinho e nunca mais voltou. E nunca falou sobre isso. Demorei para entender, mas descobri que esse era seu jeito de dizer “não”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há muito para dizer sobre o tempo que separa essa época da que vivemos hoje. A mais importante delas, é que a despeito de todo sofrimento, de todas as mágoas, de todas as lágrimas e dúvidas e idas e voltas e medos você foi capaz de se reinventar. Quando achamos que só haveria cinza, você veio completamente rosa choque. E verdejou e floresceu. Tomou para si as rédeas da sua vida. E isso encheu a nossa vida de cores também.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora você tem muitos motivos para celebrar a vida. E é isso que tento fazer. Celebrar. Mesmo que não possa estar fisicamente presente, mesmo que não possa te abraçar bem forte, quero que essas palavras te façam saber que hoje, as minhas melhores vibrações são para você. Todas as orações te pertencem e ordeno que todos os anjos digam “amém” para a sua alegria, saúde, amor, harmonia e prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, quero te dizer que tenho quatro sobrinhas, mas “sobrinhazinha”, só tenho uma. Assim como tenho certeza de que só há uma “tiazinha” na sua vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz Aniversário! Feliz Dia! Feliz Noite! Felizes os beijos e abraços e carinhos. Feliz! Hoje, amanhã e sempre. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o amor da sua única e verdadeira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tiazinha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Eu queria como trilha sonora desse post uma música que representasse a nossa amizade, mas eu fiquei confusa. Então, escolhi Julieta Venegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n9DLr-mklyM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n9DLr-mklyM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-175137042801493335?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/175137042801493335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=175137042801493335' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/175137042801493335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/175137042801493335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/06/sobrinhazinha.html' title='SOBRINHAZINHA...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCrQ1ilXcKI/AAAAAAAAAQw/MDeGdEKdxaE/s72-c/eliane.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-1366421199218825207</id><published>2010-06-27T06:46:00.003-03:00</published><updated>2010-06-27T19:19:58.245-03:00</updated><title type='text'>"...De enxergar um novo dia"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCchcV6dASI/AAAAAAAAAQo/x1kkicTwclY/s1600/quebra_cabeca.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCchcV6dASI/AAAAAAAAAQo/x1kkicTwclY/s320/quebra_cabeca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487391441776607522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa semana dediquei algumas horas do meu dia para uma atividade que andava esquecida. Andei juntando uma peça aqui e outra ali, fazendo colares. Nunca tive habilidades manuais e certamente morreria de fome, se precisasse ganhar a vida com esse recurso. Mas houve um tempo em que consegui fazer peças bonitas e em alguns casos, até criativas. Depois, guardei meu arsenal de contas e linhas numa caixa e agora, achei que estava com vontade de voltar a me experimentar nessa arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei a fazer os colares de forma intuitiva. Nunca fiz um curso. Um dia decidi que queria tentar e vi que era possível, com alguma concentração e um pouco de criatividade, fazer com que contas coloridas, grandes ou pequenas, se harmonizassem. É uma atividade prazerosa, que faz o tempo andar rápido e no final, o resultado pode surpreender. Ou não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto procurava, primeiro organizar a profusão de peças, que estavam literalmente entocadas no armário, e depois arquitetar o desenho que queria dar aos colares, comecei a refletir que essa atividade talvez fosse uma forma de tentar dar forma a minha própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como as peças, minha vida está desorganizada. Apesar de obedecer a uma rotina relativamente simples, meus dias esbarram na complexidade que é tentar encontrar uma saída, uma alternativa para o futuro. Não é fácil chegar perto dos cinqüenta anos e descobrir que é preciso fazer uma mudança de trajetória. Normalmente, esse é um momento em que as pessoas alcançaram um patamar de segurança, emocional e material. Mas para mim, esse tempo não chega exatamente nessa ordem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu olho minha vida nesse momento e vejo um conjunto de peças que não conseguem se alinhar. Eu experimento juntar cores, eu tento uma solução monocromática, mas o resultado final é sempre um ponto de interrogação. Como diria um velho conhecido, não consigo encontrar a peça que falta para finalizar o quebra-cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já convoquei ajuda especializada e há quase uma unanimidade de opiniões. Mas é difícil tomar uma decisão desse tamanho. E Nelson Rodrigues não dizia que toda unanimidade é burra? E assim, mais uma madrugada se vai. Talvez eu devesse trocar o nome desse blog para Diário da Madrugada. Não é fácil acordar todas as noites e ficar pensando o que fazer. O que deve prevalecer? Razão ou intuição? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando no dia em que decidi vir para Brasília. Eu tinha pouco mais de vinte anos, um grande amor pelo qual achava que valia lutar e uma história profissional para escrever. Foi tão simples. Eu simplesmente juntei “meus livros e discos e nada mais” e fui. E vim. Agora, que considero fazer o caminho inverso, a bagagem é pesada demais. Não se trata apenas de juntar discos e livros. Há filhos, há um companheiro e pior, há dúvida. Esse é o pior dos fardos. E há culpa. E há medo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FYHqyJuG9p8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FYHqyJuG9p8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-1366421199218825207?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/1366421199218825207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=1366421199218825207' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1366421199218825207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1366421199218825207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/06/de-enchergar-um-novo-dia.html' title='&quot;...De enxergar um novo dia&quot;...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCchcV6dASI/AAAAAAAAAQo/x1kkicTwclY/s72-c/quebra_cabeca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-815563163367690781</id><published>2010-06-25T07:50:00.004-03:00</published><updated>2010-06-25T21:24:12.382-03:00</updated><title type='text'>Tiete</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCSMOEELs-I/AAAAAAAAAQg/qHZ-Wr7xV9c/s1600/vi_drexler_eu.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486664419281449954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCSMOEELs-I/AAAAAAAAAQg/qHZ-Wr7xV9c/s320/vi_drexler_eu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Os que me conhecem de perto sabem que só há uma coisa que gosto mais de comprar do que livros: sapatos. Meu gosto é eclético e só não há espaço para os livros ridículos de auto-ajuda e me desculpem os seguidores, mas no dia em que comprar um livro de Paulo Coelho, podem preparar a camisa de força. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre os meus escritores favoritos está um inglês chamado Nick Hornby. Ele me ganhou com um livro chamado “Alta Fidelidade”, que relatava um obstinado colecionador de rankings. Explico. O personagem tinha o hábito de fazer listas. Em especial, das melhores músicas, das melhores bancas de rock, das melhores e piores namoradas, dos foras mais ou menos bizarros. Ele tinha uma loja decadente de discos de vinil, um relacionamento complicado e enfim.... não é exatamente para contar dele que escrevo aqui. Só para ficar nesse autor, depois li o “Grande Garoto” e “Febre de Bola”. Todos, aliás, viraram filmes bem legais. Bem recentemente li seu último livro que se chama “Juliet, nua e crua”. Em suas obras há duas referências obrigatórias: música e futebol. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao ler “Juliet” senti uma identificação imediata com o personagem, pois na primeira parte do livro ele nos fala da obsessão de um homem por um astro do rock que se recolheu ao ostracismo quando fazia sucesso, deixando em orfandade um grupo de fãs. Esses, por sua vez, passam a se alimentar dos boatos do que teria acontecido ao ídolo e sobre os motivos que o fizeram abandonar, súbito, sua trajetória de sucesso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa das ótimas passagens do livro, o personagem, que vive numa pacata cidade da Inglaterra, viaja com sua mulher para os Estados Unidos para seguir os últimos passos que esse pop star teria percorrido antes de abandonar os palcos. Esse tour, incluía, inclusive, um banheiro de um bar decadente, onde, especulava-se, teria tido uma espécie de visão e decidido deixar a glória para virar história. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, faço esse relato para contar que ao ler “Juliet”, pude perceber quanto é bizarra a obsessão de alguém quando se torna “tiete”. É como se fossemos tomados por um vírus letal, inoculado uma espécie de veneno que rapidamente se dissemina pelo sistema nervoso e nos torna reféns de patetices inacreditáveis, como ter dois ou três discos – e falo do mesmo título – por medo de que algum possa se perder ou estragar. Ver três apresentações seguidas do mesmo show, sentada na primeira fila, viajar a Montevidéu...E claro, aqueles que me conhecem de perto, sabem que me refiro a obsessão por Jorge Drexler. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E aqui, finalmente chego ao motivo desse post, que não é falar de Hornby ou de Drexler, mas contar como cheguei ao “El cuarteto de nos”. Simplesmente porque houve um tempo em que tudo que pudesse me remeter ao Drexler, era importante. O que não foi de todo mal, tendo em vista que graças a esse devaneio, tive a oportunidade de conhecer Kevin Johansen, Bajofondo e Supervielle, Fernando Cabrera e outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao “El cuarteto”... eu os encontrei por acaso, ao ver um clipe de uma música divertidíssima, e fui surpreendida por saber que além da riqueza melódica e poética de Drexler, o Uruguai tinha um grupo de música pop, que mal comparando poderia ser colocado no nível do “Ultraje a Rigor”. Com letras irreverentes e um estilo meio Beatles ou Monkees de tocar. E sim, Vivi, eu acho que você deve experimentar, pois aquele disco que comprei por ai, não é das melhores coisas desses músicos. Portanto, atendendo seu pedido, o telegrama musical de hoje é prá você. Ou porque não dizer, “hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa é de quem vier, quem quiser....”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Besitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS - 1 A Vivi não é mais japonesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS - 2 Por falar em futebol, tenho torcido loucamente pelo time do Uruguai e aquele Forlán... Deus do céu, me acuda e guarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/K7XcO81TckU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/K7XcO81TckU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/y9LlnLTH87U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/y9LlnLTH87U&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-815563163367690781?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/815563163367690781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=815563163367690781' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/815563163367690781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/815563163367690781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/06/tiete.html' title='Tiete'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCSMOEELs-I/AAAAAAAAAQg/qHZ-Wr7xV9c/s72-c/vi_drexler_eu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-782676948200864996</id><published>2010-06-24T04:03:00.003-03:00</published><updated>2010-06-24T04:30:20.939-03:00</updated><title type='text'>"Telegrama Musical"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCMJMB536kI/AAAAAAAAAQY/nmcnl_78OVM/s1600/O-TELEGRAMA-DO-JUVENAL.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486238873341651522" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCMJMB536kI/AAAAAAAAAQY/nmcnl_78OVM/s320/O-TELEGRAMA-DO-JUVENAL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando trabalhei na Abril, uma de minhas atribuições era fazer assessoria de imprensa. Divulgar os produtos e iniciativas da empresa, entre elas, as revistas. Nesse trabalho tive o prazer de conhecer pessoas interessantes. Uma delas, um diretor de uma rádio da cidade, que gostava de fazer uma brincadeira com os amigos. Ligava eventualmente e deixava tocar uma música que fosse especial para essa pessoa.Ele chamava isso de "telegrama musical". No meu caso, fui brindada certa vez com a trilha de “Anônimo Veneziano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa lembrança me ocorreu porque Luiza, minha amiga querida, tem me enviado por e-mail algumas canções, com destaque para as gregas e italianas. Hoje ela me brindou com uma seleção caprichada e pediu que escolhesse a minha preferida. Entre elas, estava a estupenda e indescritível trilha do filme “Anônimo Veneziano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de ver esse filme na minha adolescência e de nunca ter me esquecido da música. Veneza, eu confesso, nunca foi meu sonho de consumo. Intuo que aquela profusão de águas e aqueles canais me causariam uma imediata crise alérgica. Além do que, não alimento o romântico desejo de circular a bordo de uma gôndola, mas a música, essa me encanta e arrebata. De todas as versões, seria justo escolher a trilha original, de Stelvio Cipriani, mas ainda prefiro a versão de Fausto Papetti. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, minha querida amiga, escolha feita. E se a música não embala um amor veneziano, ela torna essa madrugada insone um momento raro de beleza musical. E fechando os olhos posso facilmente me transportar para qualquer lugar. Com essa trilha sonora, qualquer paisagem vira cena de cinema. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XJD26tFLn64&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XJD26tFLn64&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-782676948200864996?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/782676948200864996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=782676948200864996' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/782676948200864996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/782676948200864996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/06/telegrama-musical.html' title='&quot;Telegrama Musical&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCMJMB536kI/AAAAAAAAAQY/nmcnl_78OVM/s72-c/O-TELEGRAMA-DO-JUVENAL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4621706832616400372</id><published>2010-06-22T00:01:00.008-03:00</published><updated>2010-06-22T00:50:21.841-03:00</updated><title type='text'>Para Helô!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCAsQ2iQqSI/AAAAAAAAAQA/LA6Op9iFzYM/s1600/Heloisa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485433014166006050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCAsQ2iQqSI/AAAAAAAAAQA/LA6Op9iFzYM/s320/Heloisa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje foi um dia especial. Nos últimos meses tenho vivido quase reclusa. É o principal ônus da depressão: limitar o mundo às paredes da minha casa. É como caminhar em terreno seguro. Sem surpresas. Mas hoje sai para almoçar. Beirando os cinqüenta anos, tenho a alegria de ainda ter amigos e de poder passar com eles, momentos de descontração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses, são amigos que conquistei na docência: Alceu, Daniel e Giovani. Deveriam estar por lá, a Silvia e Graça, mas elas tiveram um contratempo. O encontro foi marcado para aproveitar a presença de Giovani na cidade, já que ele nos deixou para ir morar em BH. Esse é um grupo responsável por ótimos momentos que já vivi. Eles chegaram à minha vida, quando eu pensava que não haveria novas amizades, que as mais importantes já haviam sido consolidadas. Foi bom, muito bom saber que a despeito da idade, sempre é tempo de ver novos amigos chegar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora nosso encontro tenha sido uma delícia, escrevo para falar de uma amizade do passado. E ser do passado não significa que já era. Conheci essa amiga nos meus primeiros dias de Brasília. Me lembro como hoje do nosso primeiro encontro. Eu estava às voltas com um cara que hoje poderia ser classificado como um “ficante”. Saímos, fomos a um bar e sentamos numa mesa próxima de uma floreira. De repente, um carro invadiu o lugar, derrubou as mesas – melhor, esmagou as mesas – e meu amigo só teve tempo de me empurrar para o lado para que eu não fosse o próximo alvo do carro desgovernado. Resultado: uma garota tinha pego o carro do namorado e como não sabia dirigir, fez uma confusão básica de pedais: ao contrário de usar o freio, mandou ver no acelerador. Por pouco não causou uma tragédia. Eu sai arranhada, assustada e para não perder a noite, fomos a outro bar. Foi lá que conheci Heloisa. Na época, ela namorava um amigo desse meu “ficante” e tivemos uma empatia imediata. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu morava sozinha num pequeno apartamento na Asa Norte. Ela, numa bela casa no Lago Sul. Eu andava de ônibus. Ela dirigia o carro do pai, um Landau. Ela tentava convencer o Renato que o amor deles era prá sempre. Eu tentava salvar um amor que agonizava. E nenhuma de nós se dava conta do óbvio: antes de amar tanto aqueles homens, precisávamos gostar um pouco mais de nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tivemos encontros memoráveis. Como num dia em depois de uma briga com o Renato, saimos e bebemos mais de vinte chopps. Algo impossível de imaginar nos dias de hoje. Depois, numa ressaca monstruosa, fomos ávidas procurar uma coca-cola. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas uma das lembranças mais divertidas que tenho dela, foi de uma viagem que fizemos de ônibus para Goiânia. No trajeto, cansadas, só queríamos dormir um pouco, mas uma criança não parava de chorar. Ela repetia, quase como um mantra, a mais escatológica das expressões: “mãe, eu “qué coco, mãe eu qué coco”. Depois de escutar essa besteira pela décima vez, Heloisa não se fez de rogada e falou bem alto: “minha senhora, dá logo coco prá ver se essa criança para de chorar”. Contando assim, parece piada, mas aconteceu. E eu nunca me esqueci. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante a minha gravidez, Helô foi companhia habitual. Almoçávamos juntas, íamos ao clube, e quando o Guilherme nasceu e precisou de três intervenções cirúrgicas, ela estava lá. Foi ao hospital doar sangue para o meu filho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o namoro com o Renato terminou, ela foi morar em Araraquara. Embora já fosse uma jovem mãe, peguei um ônibus e fui passar um final de semana por lá. Nunca me esqueço de chegar e encontrá-la loira. E claro, levar um susto. De repente, depois de dormir para descansar, acordei e ela já estava de novo morena. Meu olhar de surpresa foi a deixa que ela precisava para entender que tinha sido ousadia demais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando a gente se perdia e se encontrava, mas a distância nunca foi obstáculo para a amizade que construímos. Um dia, quando há muito não tinha notícias dela, entrei no banheiro de um restaurante. Tinham algumas mulheres conversando e ao entrar numa das cabines ouvi a sua voz. Foi uma coisa incrível ouví-la falar: “amiga na vida, eu só tive uma: a Ana.” E desandou a falar de mim de uma forma muito carinhosa. Foi emocionante. Quando ela me viu, foi surreal. Coisa de amigo. A gente chama, ele vem. Para mim aquela foi uma das mais sinceras declarações de carinho. Alguém que fala de você, sem ter a menor ideia de que você possa estar por perto e marca, para sempre, o seu coração. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, a Helô casou com o Roberto. Eu fui ao casamento que foi lindo. Nos vimos uma outra vez, e perdemos contato. Anos adiante, encontrei a mãe dela e soube que ela tentava engravidar, mas sem sucesso. Conversamos por telefone e ela me disse que estava cansada, o tratamento era doloroso e os resultados não eram promissores. Falamos de adoção. E foi com o coração aos pulos, que meses mais tarde fui surpreendida por ela, emocionada, me contando que a Luiza ia chegar. Era a filha que Deus lhe mandara. Depois disso, nos perdemos de novo. Foram alguns anos sem contato. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ano passado recebi, com surpresa, um recado pelo Orkut no qual ela nos resgatava. Soube que ficara viúva, tive notícias de seu sofrimento, e de que ela agora vivia em Santos com a sua Luiza. Trocamos fotos, relembramos nossas estórias e quis a vida que apesar dos atalhos, nossos caminhos voltassem a se cruzar. Agora, falamos regularmente por e-mail, eventualmente por telefone e já nos prometemos uma visita. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, o primeiro e-mail que li foi o dela. Nele, me conta com entusiasmo, que um amor da adolescência reapareceu e que está namorando. Fiquei profundamente feliz. Feliz, porque ela é uma mulher jovem e bonita que merece recomeçar. Feliz, porque espero que possamos sentar qualquer hora e dar risada das nossas aventuras do passado. Feliz, porque a vida tem sempre um novo capítulo, mesmo quando a gente imagina que chegou à última página. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Heloisa, nesse “Diário” tenho falado de mim e das pessoas que gosto. É justo que você esteja aqui, pois foi, é, e sempre será parte da minha história. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um beijo, querida. Seja benvinda e que dessa vez, seja para ficar. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4621706832616400372?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4621706832616400372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4621706832616400372' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4621706832616400372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4621706832616400372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/06/para-helo.html' title='Para Helô!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TCAsQ2iQqSI/AAAAAAAAAQA/LA6Op9iFzYM/s72-c/Heloisa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-6778927655080920543</id><published>2010-06-19T04:28:00.004-03:00</published><updated>2010-06-19T05:13:02.597-03:00</updated><title type='text'>Chá da Madrugada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBx7gz25EaI/AAAAAAAAAPk/IAm2OHxbhKI/s1600/causas-da-insonia-2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; FLOAT: right; HEIGHT: 289px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484394249836892578" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBx7gz25EaI/AAAAAAAAAPk/IAm2OHxbhKI/s320/causas-da-insonia-2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A madrugada avança. E eu aqui...vivendo meu ritual de acordar e rolar pela cama. Depois, andar pela casa e ficar conversando com as coisas. Por fim, tomar um chá. Pode ser de camomila, de jasmim, alecrim, canela, cravo ou hortelã. Pode ser um mix disso tudo. Outra noite experimentei chá de alface. Sim, juram que é um santo remédio para a insônia. Para mim, não foi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como o poeta Álvaro de Campos..."Não durmo; não posso ler quando acordo de noite; não posso escrever quando acordo de noite; não posso pensar quando acordo de noite; meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-6778927655080920543?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/6778927655080920543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=6778927655080920543' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6778927655080920543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6778927655080920543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/06/cha-da-madrugada.html' title='Chá da Madrugada'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBx7gz25EaI/AAAAAAAAAPk/IAm2OHxbhKI/s72-c/causas-da-insonia-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8825282831833133668</id><published>2010-06-18T15:19:00.003-03:00</published><updated>2010-06-18T15:43:21.127-03:00</updated><title type='text'>A Morte do Escritor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBu9TUyhfSI/AAAAAAAAAPc/KN9KE8-iGyM/s1600/jose-saramago.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484185110949494050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBu9TUyhfSI/AAAAAAAAAPc/KN9KE8-iGyM/s320/jose-saramago.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;..."Não me acuse o leitor de obscurantista. Tenho uma confiança danada no futuro e é para ele que as minhas mãos se estendem. Mas o passado está cheio de vozes que não se calam e ao lado da minha sombra há uma multidão infinita de quantos a justificam"...("Os Portões que dão para onde?", do livro "A Bagagem do Viajante").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho acima é de José Saramago, que hoje deixou essa vida. Chorei ao ouvir a notícia. Eu sempre choro, quando alguém de tanto valor se vai. Nesse caso, com um enorme sentimento de culpa. Embora seja um escritor reconhecido e meritoriamente incensado, nunca consegui concluir um livro seu. Tentei o "Ensaio sobre a Cegueira", depois, "O Homem Duplicado", mas acho que ele estava muito além, e era demais para a minha pobreza intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como ele mesmo dizia: "não haverá grandes probabilidades de nos salvarmos, se não salvarmos a inteligência. Até ao dia em que já não farão falta os intelectuais, porque todos o serão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que assim seja!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8825282831833133668?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8825282831833133668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8825282831833133668' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8825282831833133668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8825282831833133668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/06/morte-do-escritor.html' title='A Morte do Escritor'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBu9TUyhfSI/AAAAAAAAAPc/KN9KE8-iGyM/s72-c/jose-saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7048863638512781951</id><published>2010-06-10T05:43:00.003-03:00</published><updated>2010-06-10T06:18:50.177-03:00</updated><title type='text'>"Na alegria, na tristeza, na saúde e na doença"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBCtMG4VoTI/AAAAAAAAAPM/K8jdTxU2wME/s1600/foto_hel_ana23.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481071170026840370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBCtMG4VoTI/AAAAAAAAAPM/K8jdTxU2wME/s320/foto_hel_ana23.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz tempo que quero te escrever. Aliás, você deveria ter sido um dos meus primeiros registros nesse diário. Sei o quanto se ressente de já ter lido aqui, declarações de amor a amigos e parentes. Sei quantas vezes se perguntou e me perguntou por que razão nunca havia mencionado a nossa história. Eu não te escrevo para justificar. Você sabe, o sentimento tem um tempo particular e caprichoso. Acordei nessa noite fria e ao tentar fazer frente ao enorme turbilhão de pensamentos, me dei conta de que precisava levantar, mesmo estando tão quente o seu pé junto ao meu, para te escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, numa das sessões de terapia que fizemos para tentar organizar a nossa desordem emocional, fomos surpreendidos por uma pergunta. Não sei se você pensou nisso em algum momento, mas para mim esse se tornou um tema recorrente. A pergunta era: “é fácil identificar os motivos para separar vocês, mas o que os mantém juntos”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez sejamos o casal mais imperfeito que já andou por esse mundo. Costumo dizer que se eu ganhasse uma moeda de dez centavos todas as vezes que disse que queria te deixar, poderia ser uma mulher rica. Foram muitas mágoas, minhas, suas. Como na canção do Chico, “com todas as palavras feitas para sangrar, já nos cortamos”. E como nos cortamos, mas continuamos aqui. E agora, nesses dias em que me surpreendo tão frágil, percebo que você é uma parte essencial da minha vida. Responder aquela pergunta da terapia fica fácil: o que nos mantém juntos, é amor. Um amor imperfeito, um amor desconjuntado, um amor que não é como aquele que eu sempre sonhei. Aquele dos romances de Hollywood. Nosso amor não tem fundo musical, você está longe de ser um príncipe encantado, eu estou mais próxima da Fiona, de Shrek, nosso reino está em frangalhos, mas cá estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas cenas não acontecem em cenários idílicos. Nosso castelo é um amontoado de desordem, mas não há hora mais alegre do que aquela em que nos deitamos e você me acolhe e pacientemente, aceita que eu me enlace nas suas pernas e toque seus pés e te abrace forte, para ter certeza de que nenhum fantasma venha me surpreender. Embora, vez ou outra isso seja impossível de evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te agradeço por secar as minhas lágrimas, por responder mil vezes, quando eu chamo seu nome, apenas para ter a segurança de que está perto, pelas horas que você passa procurando incansável, pelo filme que poderá me distrair um pouco. Agradeço por se preocupar com os meus remédios, por sair cansado do trabalho e ir ao supermercado e apesar disso, sentar e assistir a mais uma sessão de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou grata pelas deliciosas horas que passamos tentando decifrar os mistérios de LOST, por ter sido um parceiro fiel nas desventuras de Michel Scofield e Lincon Burrows. Eu te agradeço por ter assistido duas sessões seguidas de “Quantum of Solace”, só para eu experimentar a adrenalina de ver Bond, James Bond, destruindo carros e despachando tiros. Sou grata por te ver enfrentando a trama batida da novela das oito, só para estar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te agradeço por todos os “eu te amo” que você me disse, mesmo de forma cifrada, porque sei que são palavras que você não foi preparado para repetir. Eu te agradeço por correr para o computador para achar um livro que preciso para uma aula. Te agradeço por ter me surpreendido com os filmes: “Antes do Amanhecer” e “Antes do Por do Sol”, que vieram com um lindo cartão num dia dos namorados. Eu te agradeço por ter me oferecido como primeiro presente do dia das mães, uma máquina de lavar roupas que veio acompanhada de um ingresso para assistir um espetáculo de Denise Stoklos. Eu agradeço por ter me brindado com uma estupenda apresentação do Balé Nacional de Cuba, e por ter me permitido ver uma apresentação do Bolshoi. Não vou me esquecer daquele dia, que sem motivo aparente, você me trouxe um disco de Nana Caymmi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais me esquecerei da sua persistência, correndo por cidades satélites a procura de leite materno para nosso filho. Das situações bizarras que precisou passar por conta disso. Das suas mãos suando cada vez que o Dr. Nelson olhava com aqueles olhos de cifrão e você não se abatia indo a luta para que nosso filho pudesse viver. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu te agradeço por ter ficado naquela fila imensa, subornado e moça da frente, só para que eu pudesse assistir as apresentações do Drexler, no CCBB. E como posso me esquecer de ter ido ao Canecão para ver meu ídolo, graças a você? Eu te agradeço pelo aniversário surpresa, anos atrás, quando você usou sua restituição de imposto de renda para reunir meus amigos. Eu te agradeço por ter tido sempre tanta paciência quando eu fazia minhas farras do cordial, e aquelas amigas barulhentas tomavam conta da nossa casa. Agradeço pelos charutos que você saiu para comprar, porque cismei que precisava desse ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te agradeço por aquelas férias inesquecíveis em Maceió, João Pessoa e Natal, quando você não mediu esforços para que eu, apesar do barrigão de sete meses, pudesse me divertir. Por todos os presentes que sempre fez questão de me oferecer, mesmo aqueles que eram dois números menores que o meu. Nunca vou me esquecer das travessuras e gostosuras pagas com notas de 100 dólares, quando a gente nem imaginava que a vida ia ser tão dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que íamos empurrar uma Belina velha, que recorreríamos ao “Peixe” para os dias de vacas magras. Lembra daquele crepe dividido numa lanchonete de São Paulo? E do edredon que você trouxe, quase como um pedido de casamento? Lembra da arara colorida e do brinco verde que me deu no nosso primeiro natal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas as coisas que gostaria de te dizer e isso não apaga os momentos ruins. Eles foram caudalosos também. Mas agora, que estamos caminhando para o outono de nossas vidas, do que adianta lamentar o que podia ter sido e não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por estar ao meu lado mesmo que eu seja “um time” a caminho da terceira divisão. Eu sei que os últimos dias têm sido particularmente difíceis para nós, mas oxalá, como tantas vezes, a gente consiga se reiventar e que as últimas palavras que eu escute, antes de ir embora dessa vida, seja você me chamando de flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo! E entendo agora que o nosso encontro foi uma predestinação. Estava mesmo “escrito nas estrelas. Tava sim”.&lt;br /&gt;Beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/S0yY-NGjtsI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/S0yY-NGjtsI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7048863638512781951?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7048863638512781951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7048863638512781951' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7048863638512781951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7048863638512781951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/06/na-alegria-na-tristeza-na-saude-e-na.html' title='&quot;Na alegria, na tristeza, na saúde e na doença&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TBCtMG4VoTI/AAAAAAAAAPM/K8jdTxU2wME/s72-c/foto_hel_ana23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2700921075322053884</id><published>2010-05-29T01:12:00.003-03:00</published><updated>2010-05-29T01:18:48.587-03:00</updated><title type='text'>“Kane Couraio, Ana!”</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TACU1sd8gmI/AAAAAAAAAPE/mOu_TfDh6lw/s1600/caminho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 235px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TACU1sd8gmI/AAAAAAAAAPE/mOu_TfDh6lw/s320/caminho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476540797073261154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Luiza Adriana, minha amiga de quem já falei nesse blog me mandou hoje uma linda e melodiosa canção grega chamada: “Pou Na sai Tora, Ana”. Foi uma resposta às minhas expectativas de mudanças. Ela disse: “Kane Couraio, Ana”, cuja tradução ela disse ser: “Tenha coragem, Ana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu não entendo uma misera palavra de grego fiquei escutando e imaginando e  decidi fazer a minha versão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha coragem, Ana&lt;br /&gt;A vida é efêmera.&lt;br /&gt;Ana, pare de ficar fazendo conjecturas e simplesmente, viva!&lt;br /&gt;Viva e esqueça os problemas, eles existem para todos.&lt;br /&gt;Sinta-se alegre, apenas por estar viva, não te parece muito?&lt;br /&gt;Observe as luzes, sinta a melodia da vida pulsando.&lt;br /&gt;Se for preciso, viaje, vá para a Espanha ou apenas tome uma taça de vinho.&lt;br /&gt;É seguro que tudo vai melhorar e que você vai se sentir feliz, como se pisasse na neve com os pés descalços.&lt;br /&gt;Ana, é incrível como viver pode ser bom.&lt;br /&gt;Pense! A vida é um dom supremo de Deus, a natureza humana cumpre seu  destino.&lt;br /&gt;Cria coragem, Ana e segue!&lt;br /&gt;Há setas indicando o caminho, você não as vê?&lt;br /&gt;Há bosques e flores e cores, muitas cores.&lt;br /&gt;Isso não consegue te dar um pouco de paz?&lt;br /&gt;Da vida nada se leva, a não ser a alegria de viver em paz.&lt;br /&gt;O resto é apenas poeira, que se vai.&lt;br /&gt;Venha Ana, me siga, eu guiarei os seus passos.&lt;br /&gt;Não tenha medo, não temas, o medo é apenas uma ilusão.&lt;br /&gt;A vida é incrível, Ana. É o máximo que se possa querer.&lt;br /&gt;Deixe para trás esse horizonte de tristezas e dias pálidos&lt;br /&gt;Há flores, Ana, há volúpia. Isso não é bom?&lt;br /&gt;Aquilo que você escolher viver, Ana. Assim, será.&lt;br /&gt;Veja bem, é sua última chance de viver.&lt;br /&gt;Hoje, rapidamente pode ser “yesterday”...&lt;br /&gt;Observe, Ana, o destino te envia sinais todo o tempo e você não os vê.&lt;br /&gt;Está cega, Ana? Cega?&lt;br /&gt;Ana, não tema se jogar do trapézio. Sempre haverá uma tela de proteção.&lt;br /&gt;Além disso, há amor e sonhos e isso é bom.&lt;br /&gt;Cria coragem, Ana. Cria coragem, Ana. Cria Coragem, Ana.&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/v8Pv8jz65Fo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/v8Pv8jz65Fo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2700921075322053884?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2700921075322053884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2700921075322053884' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2700921075322053884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2700921075322053884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/05/kane-couraio-ana.html' title='“Kane Couraio, Ana!”'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/TACU1sd8gmI/AAAAAAAAAPE/mOu_TfDh6lw/s72-c/caminho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2380698464799028690</id><published>2010-05-19T00:28:00.004-03:00</published><updated>2010-05-19T00:49:26.232-03:00</updated><title type='text'>Vida Real</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S_NbvRz7O-I/AAAAAAAAAO8/eVOWLRF3I5A/s1600/televisao2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472818839978458082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S_NbvRz7O-I/AAAAAAAAAO8/eVOWLRF3I5A/s320/televisao2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sábado assisti ao capítulo final da novela das oito. Aliás, a televisão tem sido uma constante na vida que me coube ter nesse momento. Minha rotina está estruturada e alinhada com a programação. Às nove da manhã vejo um episódio de Law&amp;amp;Order. Nesse seriado, a primeira cena invariavelmente apresenta um crime e na sequencia, somos levados a deduzir os motivos ou tentar identificar entre os suspeitos, o mais provável. Quase sempre há uma reviravolta e a trama acaba resvalando em situações mais complexas do que a simples resolução e punição do criminoso. Muitas vezes, a identificação do assassino se torna coadjuvação para situações mais intricadas e os dilemas dos próprios “fazedores da lei”, acabam se tornando o principal atrativo da trama. Depois de Law&amp;amp;Order continuo no mundo do crime. Sigo para dois episódios de “Medical Detetives”. Nesse caso, são estórias reais, dramatizadas, mas que querem ressaltar a importância da ciência forense para descobrir crimes que não têm testemunhas. A saliva em um envelope, uma gota de sangue, os sinais de suor deixados numa luva acabam se tornando pistas que levarão à prisão do criminoso. Curiosamente, em muitos casos, o assassino é alguém da família. Um marido aparentemente zeloso, um filho carinhoso, um tio acima de qualquer surpresa ou uma mulher ambiciosa, que se escondia na pele de uma exemplar dona de casa.Outras vezes, a morte surpreende de forma inacreditável, por meio de improváveis coincidências, que são mais inusitadas que a ficção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No decorrer do dia eu vejo o Jornal Hoje e estabeleço uma perfeita interação com os apresentadores: Sandra e Evaristo. É como se estivéssemos conversando depois do almoço, comentando as notícias do dia. Depois assisto o Vídeo Show. Se eu tiver um pouco de sorte, pode ser que passe um filme legal em um dos canais do Telecine ou eu encontre uma matéria bacana na Globo News. A noite eu quase sempre vejo o Jornal Nacional e a novela das oito, que todos sabem, começa as nove. Terça-feira lá pelas 23h00 eu tenho um encontro com Olívia Benson e Eliot Stabler, os detetives da franquia de Law&amp;amp;Order que trata dos crimes sexuais. Quando tenho sorte, consigo capturar algum episódio de “Cilada”, no Multishow. Afinal, é preciso dar risadas no meio de tanto sangue.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao último capítulo da novela... é curioso como eles são sempre iguais. Há uma avalanche de felicidade na forma de casamentos, nascimentos, reconciliações, encontros e encantos. Invariavelmente há lágrimas. As minhas, principalmente. No dia do último capítulo de “Viver a Vida” eu estava bastante sensível e quando subiram os créditos finais, minhas lágrimas podiam regar um hectare. A pergunta que eu sempre faço é: quando será que eu vou ter meu último capítulo? Ou seja, quando é que tudo vai dar certo prá mim? Quando é que o mocinho vai se dar conta de que eu sou a mulher perfeita? Quando é que o beijo terá um fundo musical arrebatador e um corte para uma paisagem de cinema? Aonde está o autor que será responsável por virar as páginas da minha vida e me dar um final feliz? Eu vivo com os olhos na ficção, mas o que encontro diariamente é a mais pura e dura: vida real.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_B30X7L0XXo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_B30X7L0XXo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2380698464799028690?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2380698464799028690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2380698464799028690' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2380698464799028690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2380698464799028690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/05/vida-real.html' title='Vida Real'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S_NbvRz7O-I/AAAAAAAAAO8/eVOWLRF3I5A/s72-c/televisao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-809530947088283902</id><published>2010-02-19T01:23:00.002-02:00</published><updated>2010-02-19T01:44:13.859-02:00</updated><title type='text'>"FALA"....</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S34I2kMn8RI/AAAAAAAAAOg/wLI-5P4piw0/s1600-h/ouvido.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 303px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S34I2kMn8RI/AAAAAAAAAOg/wLI-5P4piw0/s320/ouvido.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439795133432721682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para uma pessoa que sempre foi tão falante eu decidi me afastadar das palavras. Quando você não sabe o que dizer é melhor calar. Não foi esse o recado que o rei Juan Carlos, muito sabiamente, fez chegar ao falante Hugo Chavez? "Por que não te calas"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer um contraponto a esse momento silêncio, eu acabei descobrindo a canção que se tornou meu hino nos últimos tempos. Embora eu a conhecesse, não me lembrava de tê-la ouvido com o sabor de quem faz uma descoberta. E fui reapresentada a ela num momento especial da minha vida e tenho procurado ouví-la quase como um mantra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"FALA!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/06i9Eog81aU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/06i9Eog81aU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-809530947088283902?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/809530947088283902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=809530947088283902' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/809530947088283902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/809530947088283902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/02/fala.html' title='&quot;FALA&quot;....'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S34I2kMn8RI/AAAAAAAAAOg/wLI-5P4piw0/s72-c/ouvido.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2747682702721898873</id><published>2010-01-29T22:50:00.003-02:00</published><updated>2010-01-29T23:23:04.646-02:00</updated><title type='text'>Buenos Aires em Buenos Aires</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S2OHwdDGkFI/AAAAAAAAAOY/oL0HznRnG6w/s1600-h/palermo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432334842040062034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S2OHwdDGkFI/AAAAAAAAAOY/oL0HznRnG6w/s320/palermo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia 1 - Mais ou menos 16h30. O avião pousa depois de sobrevoar casas que lembram o lago norte. Vivi me espera. São poucos dias de separação e já há tanto para contar. Câmbio. Pela primeira vez, depois de Montevidéu, meu dinheiro se multiplica. O que posso dizer? Que a cidade é um misto de São Paulo, às vezes Nova Yorque, mas completamente Buenos Aires. Passeio rápido pelas redondezas de Palermo e me dou conta de que não sou capaz de pronunciar uma única palavra em espanhol. O idioma me escapa. Cerca tomamos um helado de frutas del bosque. Mas aqui estamos falando de frutas da Patagônia. Um luxo! A noite comemos a carne mais macia e saborosa que já experimentei e a rúcula mais inacreditável. Como assim? Como uma rúcula pode ser tão incrivelmente boa? Como sinto que ela acabou de ser tirada da horta? Nosso jantar parece saído do livro de Jaime Oliver. Mas nada é mais saboroso do que provar o amor de Vivi e Daniel. Com cerveja! Diria o meu amigo Rodrigo. Sinto como se tivesse vivido um mês em um único dia. E ainda temos força para rir da nossa inexperiência ao inflar um colchão de acampamento. Me sinto de férias, por fim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dxdUZuSH-VU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dxdUZuSH-VU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2747682702721898873?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2747682702721898873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2747682702721898873' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2747682702721898873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2747682702721898873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/01/buenos-aires-em-buenos-aires.html' title='Buenos Aires em Buenos Aires'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S2OHwdDGkFI/AAAAAAAAAOY/oL0HznRnG6w/s72-c/palermo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7076453219749755928</id><published>2010-01-29T22:23:00.004-02:00</published><updated>2010-01-29T22:49:34.157-02:00</updated><title type='text'>"Buenos Aires com escala em Guarulhos"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S2OAZzh8bLI/AAAAAAAAAOQ/XzKq_PXkbaA/s1600-h/avi%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 236px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432326756356615346" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S2OAZzh8bLI/AAAAAAAAAOQ/XzKq_PXkbaA/s320/avi%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dia 1 - 27/01/10 - Por volta de 13 horas. Aeroporto de Guarulhos, São Paulo.&lt;br /&gt;Absolutamente inusitado: quatro mulheres vestidas com estampas florais miúdas e toucas no cabelo. Apesar do calor, grossas meias pretas. Mórmons? A péle corada, como se fossem bonecas de porcelana, mas parece que nunca receberam um raio de sol. Eram conduzidas por um jovem vestido com "terno" preto e chapéu que lhe dava uma aparência austera, embora, seguramente, não tivesse mais que trinta anos. Pareciam saídos de um filme de época e atirados em um cenário contemporâneo. Muito bizarro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois.............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem no celular tenta dissuadir alguém do outro lado da linha a não se matar. A conversa é tensa. Ele anda de um lado para outro atordoado. Alterna voz firme e meiga. Eu fico angustiada. A preocupação dele é genuína. Alivido ele desliga e senta. Passa a mão pela cabeça e liga novamente. Anda prá lá e prá cá. Ele diz: "não chora". Só escuto isso. Então ele liga novamente. Relata que alguém está sob controle. Ele tranquiliza a pessoa: "fica tranquila que a Rosa já foi prá lá". Eu fico aliviada. Ele conta que perdeu um vôo internacional e que estava no aeroporto desde o dia anterior. Diz que estava irritado, mas agora entende que havia uma conspiração celeste para que ele estivesse ali e pudesse agir e evitar essa tragédia familiar. "Não chora", ele repete. Eu já marquei uma sessão de terapia. Ele sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TAM convida os passageiros do vôo 8018 para embarque imediato, portão 4A, piso inferior. Eu vou. Eu fui. Eu cheguei lá....&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;..............................&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comida de Avião: a experiência mais próxima que já tive de comer plástico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7076453219749755928?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7076453219749755928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7076453219749755928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7076453219749755928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7076453219749755928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/01/buenos-aires-com-escala-em-guarulhos.html' title='&quot;Buenos Aires com escala em Guarulhos&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S2OAZzh8bLI/AAAAAAAAAOQ/XzKq_PXkbaA/s72-c/avi%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-1817568514198826047</id><published>2010-01-22T00:37:00.004-02:00</published><updated>2010-01-22T02:42:47.666-02:00</updated><title type='text'>"De caso com a Máfia"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S1kREdIkyTI/AAAAAAAAAOI/0vTqAODZXdw/s1600-h/Chef%C3%A3o.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429389594009585970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S1kREdIkyTI/AAAAAAAAAOI/0vTqAODZXdw/s320/Chef%C3%A3o.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, tem aquela máxima de que “pobre não tem sorte”! Pois bem, depois de toda uma epopéia para montar meu momento praia, eu morri na areia. Minha companheira teve dengue e a viagem foi cancelada. Fazer o que? Aceitar que as coisas só acontecem quando têm que acontecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na falta de uma viagem para Maceió tenho feito viagens diárias ao mundo da preguiça e do “dolce far niente”. Passo horas assistindo os últimos lançamentos do cinema – aqueles de 30 anos atrás – em especial. E foi por conta disso que dia desses revi a trilogia de “O Poderoso Chefão”. É claro que há filmes incríveis que poderiam figurar no meu ranking de preferidos, mas esses, em particular, resumem meu fascínio pelo cinema, pois tratam de temas universais como o amor, a violência, o poder, honra e a família. Há nesses elementos, ingredientes para discutir por vários ângulos como a sociedade está estratificada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto dessa trilogia, porque ela me parece, sobretudo, uma história sobre família ou como os valores e a cultura familiar podem mudar os rumos de nossa vida, mas, também, como não podemos fugir de nosso destino. O enredo dos três filmes foi construído para mostrar como estamos fadados a repetir a trajetória de nossos pais, ou a pagar pelos erros que eles cometeram, mesmo com a melhor das intenções. Todos terão que ajustar contas e não necessariamente, elas são resultado de uma decisão nossa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia alguém me falou que somos feitos de energia e nem sempre, da nossa própria, mas muito da energia de nossos antepassados. Eu confesso que esse tipo de assunto não me atrai muito, eu não sou do tipo que fica pensando nisso, mas acho que pode haver algum sentido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito dessa trilogia – ainda estou falando de “O Poderoso Chefão” - pois ela não segue a lógica cega de Hollywood – embora eu adore Hollywood e toda sua fantasia – mas trata-se de uma obra que valoriza de uma forma rara, a interpretação dos atores, que se sobrepõe, ao contrário dos filmes atuais, aos efeitos especiais. Toda essa trama e a coleção de astros de primeira grandeza estão embaladas por uma trilha sonora que é primorosa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, no primeiro filme, o filho do personagem de Michael Corleone é batizado numa cena que de certa forma é também a consagração do personagem de Michel como o “dom” que não pode mais retroceder na sua opção pelo mundo do crime. A criança que aparece na cena é Sofia Coppola, filha do diretor do filme, que depois viria a ser uma diretora responsável por filmes muito bacanas como “As Virgens Suicidas”, “Encontros e Desencontros” (que é meu preferido) e Maria Antonieta, uma versão pop da rainha francesa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E por falar em bom cinema, aliás, ótimo cinema, tive a grata surpresa de conferir “El Secreto de Sus Ojos”, um filme argentino do mesmo calibre de “Nueve Reinas”. Aliás, por falar em Argentina, é para lá que irei na próxima quarta-feira para minha, finalmente, merecida viagem de férias. Curiosamente, já que essa é a palavra do momento, eu terei a alegria de participar da “lua de mel” da minha sobrinha Viviane. Afinal, não basta ser tia, tem que carregar o castiçal. Que assim seja! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0wjz3ViBnKY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0wjz3ViBnKY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-1817568514198826047?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/1817568514198826047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=1817568514198826047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1817568514198826047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1817568514198826047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/01/de-caso-com-mafia.html' title='&quot;De caso com a Máfia&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S1kREdIkyTI/AAAAAAAAAOI/0vTqAODZXdw/s72-c/Chef%C3%A3o.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2998667138239805653</id><published>2010-01-04T20:30:00.005-02:00</published><updated>2010-01-21T23:48:54.790-02:00</updated><title type='text'>Praia...Oba!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S0J2busrbAI/AAAAAAAAAOA/aiYE0aCFhSc/s1600-h/gorda_copy.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423027120071470082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S0J2busrbAI/AAAAAAAAAOA/aiYE0aCFhSc/s320/gorda_copy.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, depois de quase quatro dias de uma gripe forte resolvi que estava na hora de sair e de reagir. Ontem li uma matéria que falava sobre pessoas que se reinventam, que transformam suas vidas depois de um trauma, após uma desilusão. Pode não ser o caso, mas ando desanimada, pessimista... Enfim, como tenho uma viagem de férias programada para a próxima semana, pensei que valeria a pena investir um pouco nesses dias de praia. E olha, nem será "solidão com vista pro mar". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, apesar da respiração ofegante, da tosse e da falta de ânimo, rumei para o Conjunto Nacional. Eu queria emoções fortes. Nada da lojinha da quadra. Não, eu queria o calor do shopping, lojas cheias, liquidações de janeiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção inicial era um maiô. Bem, eu tenho dúzias de biquínis lindos e de maiôs também, mas todos são de um tempo em que eu tinha vinte quilos a menos, portanto, não são uma opção. Muito bem. Fui ao CNB, pois lá tem pelo menos uma loja que vende roupa de banho para gente grande. Deus do céu. Fiquei com a sensação de que passei uns anos em Marte. É possível acreditar que um maiô custe 319 reais???? Pois, custa! Ou seja, tenho que pagar o preço de uma passagem para Maceió para usar um maiô. Afinal, ficar pelada também não é uma opção. Eu fiquei aterrorizada. Fazer o que? Procurar exaustivamente um modelo que tivesse um preço razoável, mas no final, tive que “morrer” em 170 reais. Um desatino! Eu quase cancelei a viagem, afinal, são tempos de vacas magras para mim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, maiô resolvido eu decidi que precisava comprar umas roupinhas de praia. Meu guarda roupa nos últimos tempos não tem espaço para esse tipo de figurino. Ai começou o verdadeiro pesadelo. Como não queria fazer um grande investimento, afinal, depois essa roupa vai ficar esquecida no fundo da gaveta, fui procurar uma opção mais em conta. A Zara estava liquidando tudo, mas vocês sabem, o mundo fashion não existe para pessoas do meu tamanho. Estar acima do peso é mais ou menos como ter sido judeu em dias de Hitler. Só falta colocar uma estrela na testa. Não existe roupa para gente “plus size”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não, não! Engordou? Ah! Querida, agora vai pagar caro. Quer uma estampa colorida? Nem pensar. Ou veste preto, ou aquela cor que ninguém em sã consciência pensaria usar. A sensação que tenho é que ao confeccionar as roupas, um bando de magras ressentidas olham para o que há de mais feio e proclamam: “faz para as gordas”. Ou seja, além de sofrer com o excesso de peso, você precisa sofrer com a feiúra. É como se você precisasse ficar marcada, é como se essa roupa tivesse o objetivo de te fazer crer, mais uma vez, que esse mundo não é prá você. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desculpem o desabafo, mas é de lascar. Você passa horas dentro de uma loja procurando um GG e quando encontra, ele tem aquela cor abominável. O GG está posicionado no pior lugar da arara, você praticamente precisa se debater com dúzias de cabides para conseguir alcançar a peça que quer e quando experimenta, ela não serve. Afinal, para piorar as coisas eles fizeram assim: o P virou PP, o M virou G e o G virou GG. Mas tudo bem, depois só tive que ficar uns trinta minutos numa fila gigante e ser atendida por uma “Perla” que se chamava Jucilene, mas que tinha uma camiseta escrita: “Meu nome é Mari. Posso ajudar?” Bem, eu podia ser gorda e ainda por cima me chamar Jucilene. Convenhamos, isso sim seria o fim dos tempos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2998667138239805653?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2998667138239805653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2998667138239805653' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2998667138239805653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2998667138239805653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/01/praiaoba.html' title='Praia...Oba!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/S0J2busrbAI/AAAAAAAAAOA/aiYE0aCFhSc/s72-c/gorda_copy.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-559310000467460234</id><published>2010-01-03T03:13:00.002-02:00</published><updated>2010-01-03T03:28:43.450-02:00</updated><title type='text'>Para o meu pai....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje faz 40 anos que meu pai se foi. Incrível, parece que nem foi nessa vida. Parece que foi uma cena de filme ou de novela. Minha memória que é cada vez menos generosa é cruel com essa data. Eu me lembro de todos os detalhes. Ou de quase todos. Eu jurava que tinha sido uma segunda-feira e passei anos odiando as segundas por isso, mas descobri hoje que na verdade foi sábado. Vejam vocês. Aliás, as pessoas queridas gostam de ir embora aos sábados. Foi assim com meu irmão também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fui dormir tarde. Lembro que fiquei assistindo um daqueles seriados tipo: “Missão Impossível” ou “O Homem de seis milhões de dólares”. Cedinho meu irmão me acordou e disse que tínhamos que ir ao hospital. Lá, vi meu pai morrer. E essa não é uma cena fácil de esquecer. Meu pai foi um homem muito especial na minha vida. Talvez isso tenha contribuído para a minha procura incansável por alguém que pudesse ser um pouco como ele. Pode ser essa a razão de eu sempre ter desejado muito encontrar homens inteligentes e bem humorados, pois é assim que me lembro dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não houve tempo para escolher a música que marcaria nossas lembranças. Não tivemos a chance de ver juntos o filme da nossa vida. Ele não indicou o livro que deveria estar na minha cabeceira. Não teve a oportunidade de me dar conselhos sobre o futuro, nem de me predestinar uma carreira. Eu só lembro que ele gostava que as pessoas se casassem. E que minha mãe sempre me dizia isso. “Se seu pai estivesse vivo ia gostar que você casasse”. Mas nunca indicou que tipo de homem faria dele um sogro feliz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu pai não me incutiu uma religião. Sei que ele tinha uma queda pelo espiritismo, mas confesso que esse sempre foi um terreno de muito desinteresse para mim. Sei também que meu pai era um homem que gostava de política e nesse caso, eu certamente herdei dele esse gosto. Era um homem culto, apesar de não ter cursado uma faculdade, era esclarecido e fazia questão de se informar. Como eu, não era bom com dinheiro. Mas divergimos, já que minha mãe afirma que ele era um homem muito criterioso e zeloso com seu dinheiro e eu, uma consumidora compulsiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que meu pai gostava de mudar, que não temia se aventurar, investir em coisas novas, mesmo que elas se revelassem apenas um castelo de areia. Sei que gostava de gente. Que valorizava a família e os amigos e que isso, muitas vezes, o fez refém de pessoas inescrupulosas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não há fotos nossas. Isso não é uma tristeza? Tenho fragmentos da nossa vida que se resumem muito a um dia em particular. Ele me levou ao Centro da cidade, à sede administrativa do governo para resolver alguns problemas funcionais. Esse é um dia emblemático para mim. Comemos frango assado no “Grego” e depois pudim na esquina da Anhanguera. Lembro que meu pai me apresentava orgulhoso pelo apelido com que sempre me chamou: “Aninha”. E que ao dizer que eu era sua filha, falava como seu eu fora uma espécie de prêmio. Eu me sentia verdadeiramente amada e só reencontrei esse sentimento novamente, o de fazer diferença na vida de alguém, quando tive meus filhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não faço a menor ideia de como teria sido minha vida se ele ainda estivesse por aqui. Para ser franca, nunca parei para pensar nisso e quando o fiz, foi com a sensação de que talvez ele tivesse sido capaz de me proteger colocando-me numa redoma e se postando vigilante para afastar todos os perigos. O que convenhamos, é mais conto de fadas do que realidade. Acho que ele não seria tolerante com as minhas modernidades. Que não acharia graça de me ver levando um namorado para casa nos anos 80 e dizendo: “ele vai dormir comigo”. Isso certamente não seria fácil assim. Eu talvez fizesse um casamento convencional, pois afinal, ele talvez não conduzisse as coisas com as rédeas frouxas. Ou quem sabe, ele seria um grande liberal e tudo tivesse saído mais ou menos igual. Acho pouco provável que ele tivesse me deixado vir para Brasília. Era mais certo que com seus contatos, me arranjaria um emprego em Goiânia e que eu lá ainda estivesse. Vivendo como uma dona de casa abnegada, como foi a minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pai, como não foi possível fazer essa escolha com você, eu fiquei pensando que podíamos, a despeito da nossa separação, ter a nossa lista de preferências. Por isso, fiquei pensando que livro você diria para mim que era o seu preferido. E sabe, só consigo me lembrar das “Aventuras do Sr. Picwick”, de Charles Dickens. É divertido e inteligente. O filme foi mais difícil, mas imagino que embora você não tenha sido um romântico de carteirinha, que talvez pela grandiosidade da obra, “E o Vento Levou”, pudesse ser um filme que você indicaria. Como música, lembro vagamente de você cantarolar “A Banda”, de Chico Buarque, mas ainda acho que você estava mais para Pixinguinha, Noel Rosa, ou Ari Barroso. Mas lembrei também que você gostava de “Demônios da Garoa”, aliás, lembro de você cantando um pedacinho de uma música de Adoniran Barbosa. Difícil, pai. A música não está fácil. Talvez Burt Bacharach?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o sem trilha sonora, pai, seja lá como e onde você estiver, saiba que a vida poderia ter sido muito mais divertida com você. Haveria mais colos, mais cafunés, mais sonhos, mais risadas. Na falta disso tudo pai, só tem muita saudade.&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gWiUBbW5Lp4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gWiUBbW5Lp4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Beijos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-559310000467460234?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/559310000467460234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=559310000467460234' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/559310000467460234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/559310000467460234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/01/para-o-meu-pai.html' title='Para o meu pai....'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2777444264531626184</id><published>2010-01-03T00:54:00.002-02:00</published><updated>2010-01-03T01:33:10.405-02:00</updated><title type='text'>"Minha Vida Sem Mim"</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TE5K2oLD_48&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TE5K2oLD_48&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na minha última sessão de terapia o André perguntou quais eram os meus planos para 2010. Diante da minha completa falta de opções, ele disse: “fico com a sensação de que você só planejou sua vida até o dia 31/12”. Sai de lá com a sensação de que ele estava certo. Realmente não havia planos. Não há planos. Não sei o quanto isso é bom ou ruim. Eu sei que não estou lá para que ele desenhe um mapa de melhores caminhos, ou que estabeleça as minhas metas. Mas quer saber? Adoraria que alguém apontasse o caminho. Mais. Gostaria muito que alguém determinasse o que seria melhor. As melhores opções. Não pareço inclinada a correr riscos. Eu sei. Isso é fim de linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que chego a 2010 sem qualquer expectativa de como será o meu ano. Como de costume a virada foi um dia como todos os outros. A noite foi também muito parecida com as outras. Não houve o pipocar dos fogos em Copacabana. Não pulei sete ondas. Não levantei uma taça. Tá bom... Por sugestão de minha mãe eu joguei três gomos de romã e guardei sete na carteira. O que quero dizer é que terminei o ano como ele começou, sem que um grande projeto estivesse sendo gestado, uma grande idéia estivesse em processo de execução. A sensação é que na passagem eu estava lá, olhando a minha vida como se não fizesse parte dela. “Minha vida sem mim”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cena é do filme "As Pontes de Madson". Eu revi hoje. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2777444264531626184?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2777444264531626184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2777444264531626184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2777444264531626184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2777444264531626184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2010/01/minha-vida-sem-mim.html' title='&quot;Minha Vida Sem Mim&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7496599159521424030</id><published>2009-12-16T02:58:00.003-02:00</published><updated>2009-12-16T03:05:23.357-02:00</updated><title type='text'>"Dis quand reviendras-tu"</title><content type='html'>Acabei de assistir o filme "Há tanto tempo que te amo". Fiquei profundamente tocada pela música final: "Dis quand reviendras-tu"... Talvez eu consiga escrever depois sobre todas as coisas que passaram pela minha cabeça. Nesse momento, a música é maior do que a tentativa de ilustrar com palavras esse sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wwcZrdwQvcw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wwcZrdwQvcw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7496599159521424030?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7496599159521424030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7496599159521424030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7496599159521424030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7496599159521424030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/12/dis-quand-reviendras-tu.html' title='&quot;Dis quand reviendras-tu&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-54721344017200036</id><published>2009-11-08T10:41:00.004-02:00</published><updated>2009-11-08T11:45:10.111-02:00</updated><title type='text'>"Catilangos"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SvbJzWrNoiI/AAAAAAAAAN0/BMgArewD-7o/s1600-h/catilango.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401726687174828578" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 288px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SvbJzWrNoiI/AAAAAAAAAN0/BMgArewD-7o/s320/catilango.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Catilangos são “seres” abjetos. Ou se preferirem, “seres” abjetos quase sempre evoluem para a condição de catilangos. Assim como os camaleões, eles tendem a mudar de cor para se adaptar a um ambiente ou a uma situação. Quando você menos espera, eles te surpreendem. Sua arma é o veneno liberado em pequenas porções. A idéia do catilango é a morte lenta, para agonia da vítima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os catilangos são como chuva em dia de piquenique. Eles são como ventilador na sua farofa, ou como lama no seu sapato novo e branco. Uma pesquisa recente demonstra que os catilangos, assim como as baratas, podem sobreviver a ataques nucleares. Eles não vivem em comunidade, pelo simples fato de que um catilango não se reconhece como tal. O principal artifício do catilango é vencer a presa pelo cansaço. Por isso, ele faz ataques sistemáticos, mas não planejados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O certo é que, como a morte e os impostos, eles existem e vão fazer parte da sua vida em algum momento. Se você não estiver atento, assim como os carrapatos, os catilangos podem se tornar hospedeiros e sugar seu sangue, fragilizando seu sistema nervoso e te induzindo à baixa auto-estima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca, em hipótese alguma, menospreze o poder dessa espécie. E se a ira te fizer esquecer disso, use a proteção de água benta e alguns dentes de alho e sempre que possível, faça oferendas aos deuses. Mesmo que eles passem por momentos de transição nos quais, a exemplo dos gatos, pareçam domesticados. Ao menor sinal de ameaça, as garras vão estar ali, afiadas. Se você tem um catilango por perto, abra o olho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cientistas estudam métodos de combate a esses predadores, mas os resultados são inconclusivos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-54721344017200036?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/54721344017200036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=54721344017200036' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/54721344017200036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/54721344017200036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/11/catilangos.html' title='&quot;Catilangos&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SvbJzWrNoiI/AAAAAAAAAN0/BMgArewD-7o/s72-c/catilango.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-274086885588172691</id><published>2009-11-04T01:15:00.003-02:00</published><updated>2009-11-04T01:32:12.377-02:00</updated><title type='text'>"Los Muñequitos de Las Penas de Guatemala"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SvD1P9odgrI/AAAAAAAAANs/coPvTS-B_gc/s1600-h/munequitos3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400085607808336562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SvD1P9odgrI/AAAAAAAAANs/coPvTS-B_gc/s320/munequitos3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho uma aluna que viajou recentemente para a Guatemala. Na volta, carinhosamente, me presenteou com uma caixinha feita de uma madeira fininha. Quase uma palha. Dentro dela havia algo surpreendente. Bonequinhos minúsculos e um bilhete. Nele estava escrito em espanhol, algo assim: “Há uma lenda nos Altiplanos da Guatemala. Se você tem um problema, então conte a um “muñequito de las pienas”. Antes de ir dormir, diga a cada um, o que te aflige e coloque o “muñequito” sob o travesseiro. Enquanto você dorme, eles levarão seus problemas para longe.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Simples, assim. Achei a ideia genial. Ou seja, todas as noites você saca um bonequinho e atribui a ele a responsabilidade por alguma coisa que te faz sofrer e deixa que ele cuide de levar para longe essas inquietações. Na minha caixinha havia seis “muñequitos”. É evidente que meus perrengues superam esse número de ajudantes, mas, convenhamos: se durante um mês eu destinar a cada um deles uma cota de problemas, posso facilmente ficar “zerada”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, são todos “bonequinhos”. Não há “bonequinhas”. Os índios sabem o que fazem – eu sei que parece delírio o que digo – mas para uma tarefa como essa, precisávamos de alguém do sexo masculino. Homens são práticos, não é mesmo? Seguramente se fossem “muñequitas”, você ia contar seus problemas e elas iam tratar de discutir os detalhes, chorar com você, lembrar de uma história semelhante que viveram. Os “muñequitos”, não! Eles vão lá, levam seu fardo e pronto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, daqui a pouco estou indo falar com os meus. A maior dificuldade é que não decidi ainda por onde começar. Não consigo sequer estabelecer uma ordem de prioridade. Elencar que problemas devo despachar. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-274086885588172691?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/274086885588172691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=274086885588172691' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/274086885588172691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/274086885588172691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/11/los-munequitos-de-las-penas-de.html' title='&quot;Los Muñequitos de Las Penas de Guatemala&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SvD1P9odgrI/AAAAAAAAANs/coPvTS-B_gc/s72-c/munequitos3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8147607435698666082</id><published>2009-10-29T04:54:00.004-02:00</published><updated>2009-10-29T05:06:39.330-02:00</updated><title type='text'>"Solidão com vista pro mar"....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Suk9ySbKy9I/AAAAAAAAANc/Vz99C9QRTxM/s1600-h/vista_para_o_mar1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397913562528795602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Suk9ySbKy9I/AAAAAAAAANc/Vz99C9QRTxM/s320/vista_para_o_mar1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Primeiro me encantei com as praias e a possibilidade de visitar uma Ilha mítica. Ir para Cuba pareceu uma ideia que juntaria a beleza do Caribe com um pouco de história e política e tudo isso com uns tragos de run.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, flertei com o glamour da grande metrópole, o reencontro com a cidade onde tudo acontece, para onde convergem as atenções do mundo. Não seria mal voltar ao Metropolitan, passear pelo Central Park, enlouquecer com o luxo da quinta avenida e de que quebra, revisitar os espetáculos da Broadway. Mas depois me ocorreu que Nova Iorque pode ser “up to date”, mas com frio, no final das contas, me sentiria na Sibéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, passou pela minha cabeça visitar Santiago, já que o Chile sempre foi um sonho de consumo. Dei uma piscadela para Cartagena, fiquei empolgada com a Disney, até pensei na Cidade do Panamá. Eu queria, sobretudo, ouvir uma língua diferente. E se pudesse ser o Espanhol, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois caiu a ficha de que devo viajar sozinha, ou quase isso e então, todos os lugares parecem pouco atraentes. Na pior das hipóteses, imaginei um resort numa praia qualquer do Brasil. Afinal, ano terminando, em fevereiro no retorno às aulas, as pessoas estão sempre comentando sobre a viagem que fizeram e como foi legal curtir a família, o marido, os filhos, o namorado e você lá, sem ter o que dizer. Sem uma novidade bacana para contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que as férias estão chegando e não consigo ter um roteiro em mente. No final das contas, tenho medo de viajar e não ter mais do que “solidão com vista pro mar” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8147607435698666082?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8147607435698666082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8147607435698666082' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8147607435698666082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8147607435698666082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/10/solidao-com-vista-pro-mar.html' title='&quot;Solidão com vista pro mar&quot;....'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Suk9ySbKy9I/AAAAAAAAANc/Vz99C9QRTxM/s72-c/vista_para_o_mar1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8413277451355018577</id><published>2009-10-27T21:43:00.003-02:00</published><updated>2009-10-27T21:54:49.035-02:00</updated><title type='text'>"Não tá pegando nada..."</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SueGJInQ2aI/AAAAAAAAANU/mLOg8P6-pGs/s1600-h/DSC01549.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397430169915939234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SueGJInQ2aI/AAAAAAAAANU/mLOg8P6-pGs/s320/DSC01549.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha mãe gosta de falar que me pareço muito com meu pai. Essa semelhança é ressaltada, em particular, quando ela se refere ao meu relacionamento com as pessoas. Em sua opinião, assim como meu pai, tendo a achar que todas são boas e que basta “meia horinha” com alguém, para achar que aquela pessoa é minha amiga de infância. Digamos que ela não está de todo errada e que anos atrás essa característica estava muito mais evidenciada. Mas esse &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;não é para falar da minha mãe, nem das coisas que ela diz sobre mim, quase sempre com razão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escrevo hoje para falar de uma pessoa que conheci a pouco mais de um ano. Não foi um caminho linear. Posso dizer que houve altos e baixos e que em alguns momentos, eu quase desisti. Mas valeu a pena insistir, porque acabei sendo premiada com uma amizade diferente daquelas que normalmente faço, já que a pessoa em questão não tem as afinidades que tradicionalmente me aproximariam de alguém. Ao contrário, temos temperamentos diferentes, gosto distinto para a música e, além disso, há uma efetiva diferença de idade entre nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar disso, posso dizer que estabelecemos uma cumplicidade especial. Trabalhei com esse “garoto” por pouco mais de um ano. Eu digo “garoto”, porque apesar dele parecer ter 30 anos (opa! foi a vendedora da Siberian quem falou), costuma se comportar como um respeitável senhor, embora tenha pouco mais de 22 anos. Nesse tempo que nos coube trabalhar juntos, fizemos mais do que isso. André foi a pessoa com quem me relacionei mais de perto nesses últimos meses. Estive mais tempo com ele, do que com meus filhos, e deve ser por isso que o considero um pouco filho também. Foi com ele que dividi almoços de cardápio ruim, mas quase sempre boas risadas, e mesmo os momentos de angústias, minhas ou dele, foram uma forma de aprendizado para nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele não é do tipo que faz força para agradar e nunca deixou de me dizer “não” quando foi preciso. Nunca passou a mão na minha cabeça para me adular, mas quando o fez, foi de uma forma genuína e sincera. Na condição de “meu único colega de trabalho”, nossas conversas foram importantes para eu tomar as decisões que tomei, como por exemplo, deixar de trabalhar e reconhecer, de uma vez por todas, que aquela atividade não me fazia feliz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje almoçamos e rimos juntos, na maior parte do tempo de coisas que só têm graça para nós, porque nesse tempo, como dois bons amigos, aprendemos a criar nosso dialeto e interpretar o sentido de só olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele não sabe, mas no dia em que me despedi dele – quando fui ao escritório buscar minhas coisas e fechar essa etapa da minha vida – chorei copiosamente ao sair de lá. Não porque estava tomando uma decisão que vai me impactar financeiramente, não porque ia começar uma nova rotina, mas acima de tudo, porque me acostumei a levantar toda hora da minha mesa e ir até a mesa dele para um dedo de prosa, ou simplesmente um abraço. Era prá ele que corria todos os dias para contar as minhas novidades, minhas alegrias e tristezas e disso, sinto muita falta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, vida que segue. A minha e a sua, André.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se vê! Afinal, “não tá pegando nada”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que você vai entender porque escolhi a música que embala esse post. E, aliás, a foto que ilustra essas linhas, tem crédito seu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beijão, da “sua única e verdadeira colega de trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fTvwC4Uh0_Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fTvwC4Uh0_Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8413277451355018577?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8413277451355018577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8413277451355018577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8413277451355018577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8413277451355018577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/10/minha-mae-gosta-de-falar-que-me-pareco.html' title='&quot;Não tá pegando nada...&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SueGJInQ2aI/AAAAAAAAANU/mLOg8P6-pGs/s72-c/DSC01549.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-1525552471878369280</id><published>2009-09-26T23:51:00.002-03:00</published><updated>2009-09-26T23:55:28.817-03:00</updated><title type='text'>Escolhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sr7T5bIqj7I/AAAAAAAAANM/AEMEn2Dvk50/s1600-h/encruzilhada-782136.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385975187871797170" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sr7T5bIqj7I/AAAAAAAAANM/AEMEn2Dvk50/s320/encruzilhada-782136.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escolhas são complexas. Mesmo que estejamos falando de coisas simples, como eleger a cor de uma roupa ou o destino das férias. Escolher é, sobretudo excluir. Quando optamos por alguma coisa é sinal de que outra será descartada. É nisso que reside a dificuldade. Toda escolha devia vir acompanhada de um kit de primeiros socorros para o caso de não funcionar. Ou, uma taça de champanhe para o sucesso. Mas quer saber? A única coisa que acompanha o processo de escolha é uma mega ansiedade e o medo. Como garantia eu acrescentei a isso um terço e uma medalha de nossa senhora. E muita, muita vontade de não me arrepender.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-1525552471878369280?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/1525552471878369280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=1525552471878369280' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1525552471878369280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1525552471878369280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/09/escolhas.html' title='Escolhas'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sr7T5bIqj7I/AAAAAAAAANM/AEMEn2Dvk50/s72-c/encruzilhada-782136.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2521822098921110587</id><published>2009-09-11T23:50:00.006-03:00</published><updated>2009-09-12T00:22:11.282-03:00</updated><title type='text'>Para Vivi</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SqsT15eE4_I/AAAAAAAAANE/QqKX2x7awtM/s1600-h/Vivi_Bolo.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380415996505154546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SqsT15eE4_I/AAAAAAAAANE/QqKX2x7awtM/s320/Vivi_Bolo.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SqsN-PCCEgI/AAAAAAAAAM8/VR72pASN8HA/s1600-h/Vivi_Bolo.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daqui a pouco você estará inaugurando uma nova idade e fará isso em um momento especial no qual coisas importantes estão acontecendo em sua vida. Ano passado, quem poderia imaginar que tantas novidades estavam a caminho e que haveria mudanças tão radicais? Quando, nos nossos melhores delírios, você estaria indo morar em Buenos Aires com o seu amor? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa será uma das raras vezes em que não estaremos juntas nessa data e isso arrancou muitas lágrimas de mim, mas enfim..."la vida és mas compleja do que lo parece".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu queria estar inspirada o suficiente para declarar o meu amor, a minha admiração e para dizer o quanto me orgulho de tudo que você construiu e da pessoa que você é. Mas nem sempre as palavras obedecem aquilo que o coração determina. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, da forma mais singela queria agradecer pelos muitos momentos nos quais você foi determinante para que eu me sentisse feliz, para que colocasse os pés no chão, pelas risadas inesquecíveis, por abraços calorosos e por ótimas histórias compartilhadas em momentos de altos e baixos. Eu me orgulho profundamente da amizade e da cumplicidade que se estabeleceu entre nós e queria te dizer que nesse momento todas as minhas melhores vibrações estão dirigidas a você. Elas seguem com um beijo afetuoso e com todo o amor que sinto por você.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que seu dia seja perfeito. Que você receba o carinho da família, da sua coleção de avós, dos seus amigos – que são muitos e genuínos – que você dê um beijo gostoso no Dani, de preferência depois de ter comido um brigadeiro e saiba que nesse momento eu fecho os olhos e finjo estar com você.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Feliz Aniversário! Feliz Vida! Feliz Aventuras. Feliz Amor! Feliz Família! Feliz, Feliz, Feliz!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beijos da sua única e verdadeira.... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tia Ana. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-vK-1688Sig&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-vK-1688Sig&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2521822098921110587?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2521822098921110587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2521822098921110587' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2521822098921110587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2521822098921110587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/09/para-vivi.html' title='Para Vivi'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SqsT15eE4_I/AAAAAAAAANE/QqKX2x7awtM/s72-c/Vivi_Bolo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-5937946205703914883</id><published>2009-09-11T16:07:00.002-03:00</published><updated>2009-09-11T16:11:02.733-03:00</updated><title type='text'>Rota de Fuga</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SqqgSwcvP0I/AAAAAAAAAM0/qYgaRcuDXkY/s1600-h/A+fuga.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 232px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380288948951007042" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SqqgSwcvP0I/AAAAAAAAAM0/qYgaRcuDXkY/s320/A+fuga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucas pessoas lêem o que escrevo, mas aquelas que o fazem parecem se importar quando me afasto daqui. Não sei o que me fez passar todo o mês de agosto sem registrar uma única linha. Talvez o peso de ter chegado aos 4.9. Talvez a excessiva carga de trabalho, ou quem sabe até a falta de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, falta de assunto não é. Todos os dias a vida nos oferece farto material para escrever. Se fosse sobre alegrias, eu poderia contar que tive um dos aniversários mais bacanas da minha vida. Pela primeira vez minha família estava quase cem por cento na minha casa e os poucos amigos também. Foi muito bom. Eu me senti feito criança no meio daquela gente toda. Foi tanta euforia que quando foram embora eu adoeci. Bem, mas ai já é conversa para o meu terapeuta. Sim, esse é um assunto que merecia espaço aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo exílio eu voltei para o André. Estamos nos reconhecendo, afinal muitas águas passaram por nossas vidas. Houve um tempo em que eu gostava de dizer que não conseguia mais viver sem duas coisas: um closet e o André. Digamos que sobrevivi à falta dos dois, mas é bom estar de volta e ter esse oráculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, vida que segue. Cada dia mais trabalho e menos tempo e alguns dissabores também. Um deles acabou me deixando uma semana em Goiânia. Foi um momento do tipo: “para o mundo que eu quero descer”. E quer saber? Não foi tão ruim ficar quieta e longe da rotina. Foi bom ser cuidada e ter tempo para pensar e até para não pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em pensar... Optei pelo caminho inverso. Ao contrário de boa leitura e reflexões aprofundadas venho me dedicando à prática do escapismo. A fórmula ideal? Seriados americanos. Primeiro, cinco temporadas de “Grey’s Anatomy”. Nesse, as histórias giram em torno de médicos residentes em um Hospital de Seatle. Medicina é o que menos conta. A graça está nos romances e nos casais e seus encontros e desencontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, enquanto aguardo o recomeço da sexta temporada de Grey’s, acompanho uma história de suspense permanente: “Prison Break”. Ou seja, saí do hospital para um presídio e minhas noites e finais de semanas são dedicados a uma trama que envolve a fuga de alguns presidiários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a fuga da história acima veio sob medida para me ajudar a fugir de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-5937946205703914883?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/5937946205703914883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=5937946205703914883' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5937946205703914883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5937946205703914883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/09/rota-de-fuga.html' title='Rota de Fuga'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SqqgSwcvP0I/AAAAAAAAAM0/qYgaRcuDXkY/s72-c/A+fuga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-5995748214078848806</id><published>2009-07-23T18:16:00.003-03:00</published><updated>2009-07-23T18:36:35.839-03:00</updated><title type='text'>"sua égua do candola"....</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmjW4Y0Rx8I/AAAAAAAAAMs/4F30vaTrd_k/s1600-h/mulher_zangada.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 189px; FLOAT: left; HEIGHT: 174px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361771620607313858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmjW4Y0Rx8I/AAAAAAAAAMs/4F30vaTrd_k/s320/mulher_zangada.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como já tive a oportunidade de contar, minha mãe é uma mulher simples, mas de muitas histórias. E boas histórias. Ontem eu não sei por qual razão, mas lembrei-me de uma delas e fiquei com muita vontade de escrever sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me contou que minha vó Chica – minha tia avó, na verdade – sobre a qual eu já falei nesse &lt;em&gt;Blog&lt;/em&gt;, quando ficava nervosa com suas filhas, chamava-as de “éguas do candola”. Claro que ela contou esse “causo” com sua tradicional risada de velhinha sapeca. Eu, claro, perguntei a ela porque cargas d’água minha tia avó usava essa ofensa. Ela me disse que esse “candola” era um senhor um tanto desclassificado e que ser uma égua, e ainda por cima de sua propriedade, era um xingamento e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, hoje de manhã fui à nutricionista. Aqueles que precisam recorrer aos estacionamentos das quadras comerciais de Brasília bem sabem que muitas vezes somos obrigados – em casos extremos – a deixar o carro com o freio de mão baixo, nas mãos de um flanelinha para chegar a tempo a um compromisso. Claro! Fazemos isso pedindo a Deus que ao voltar o carro ainda esteja inteiro e que não esteja atravessado no meio da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, bem. Hoje foi um desses dias em que esse recurso precisou ser ativado. Ocorre que os astros não estavam alinhados de forma favorável e o flanelinha não conseguiu empurrar o carro. Minutos depois de ter subido eu escutei uma buzina estridente e fui até a janela constatar que meu carro era o empecilho. Desci voando às escadas e quando cheguei ao estacionamento, uma mulher absolutamente histérica gritava comigo. Na verdade, ela berrava comigo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando entrei no carro ela gritou mais : “não vai embora, porque já chamei a Polícia e a &lt;em&gt;senhora&lt;/em&gt; – que soava como algo muito menos polido – vai prestar conta para eles”. Eu disse humildemente: “Pois, não.” E ela começou a gritar loucamente:”Sai daí, sai daí, eu estou apressada, a &lt;em&gt;senhora&lt;/em&gt; já estragou o meu dia, sai daí que eu preciso ir embora”. Bem, é claro que metade da população estava parada olhanda aquele espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse um filme, eu sairia do meu corpo, encheria a cara dela de porradas e iria embora ostentando um sorriso cínico de quem venceu um round. Mas eu fiquei petrificada. Parada e quieta. Ouvindo os xingamentos daquela mulher insolente que eu nunca mais vou esquecer e a única coisa que eu tinha vontade de dizer era: “sua égua do candola”! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-5995748214078848806?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/5995748214078848806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=5995748214078848806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5995748214078848806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5995748214078848806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/07/sua-egua-do-candola.html' title='&quot;sua égua do candola&quot;....'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmjW4Y0Rx8I/AAAAAAAAAMs/4F30vaTrd_k/s72-c/mulher_zangada.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-6790255230876222775</id><published>2009-07-20T14:54:00.005-03:00</published><updated>2009-07-20T17:11:07.979-03:00</updated><title type='text'>Lista de Presentes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmSw4HcyJGI/AAAAAAAAAMk/Isr2n0kWDUA/s1600-h/lista.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 316px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmSw4HcyJGI/AAAAAAAAAMk/Isr2n0kWDUA/s320/lista.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360603934596670562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recebi um e-mail de uma amiga pedindo que eu fizesse uma lista de presentes que gostaria de ganhar no meu aniversário. Longe de mim ser daquelas pessoas modestas que dizem: “Imagina! Não precisa se preocupar.” Eu adoro receber presentes, eu adoro meu aniversário e claro, eu adoro que as pessoas gastem tempo pensando em mim. Narcisismo de leonina. Fazer o que?Enfim, a pergunta ficou martelando minha cabeça. Há zilhões de coisas que gostaria de ganhar, mas sempre que me fazem essa pergunta um bloqueio inevitável se estabelece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a amiga pressionou pedi socorro para a Vivi, pois ela é sempre minha fonte de inspiração. Como ela estava sem paciência – e nós duas sabemos bem o que isso significa – eu tratei logo de fazer aquela lista padrão de livros, CDs e DVDs, arrematada pelos tradicionais mimos do Boticário; sabonetes, óleos, cremes e que tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de semana pensei muito no que de fato gostaria de ganhar e sobre a idéia de se fazer uma hipotética e permanente lista de presentes do tipo: “Isso  eu quero. Isso me faz feliz!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitar no colo da minha mãe.&lt;br /&gt;Escutar a risada da minha mãe.&lt;br /&gt;Comer banana frita com açúcar. (feita pela minha mãe)&lt;br /&gt;Massagem nos pés (feita pelo Guilherme)&lt;br /&gt;Dormir enroscada com o Dego.&lt;br /&gt;Cafuné sem hora para terminar.&lt;br /&gt;Sonhar toda noite que estou beijando o Clive Owen.&lt;br /&gt;Sonhar acordada que estou beijando o Cliwe Owen.&lt;br /&gt;Assistir a trilogia Bourne de tarde sem sair debaixo do edredon. (Com o Clive Owen seria perfeito!)&lt;br /&gt;Assistir as cinco temporadas de LOST sem temer que no final tudo não vá passar de coisa de outro planeta. (Com o Victor)&lt;br /&gt;Tomar coca gelada sem culpa.&lt;br /&gt;Tomar mais coca gelada.&lt;br /&gt;Comer broinhas no Biscoito Mineiro com a Sol. (mesmo que ela continue uma sílfide e eu, uma baleia!)&lt;br /&gt;Parar tudo ao meio dia para assistir aos episódios de “Medical Detetives”&lt;br /&gt;Parar tudo às 17h00 para assistir aos episódios repetidos de Law&amp;Order Criminal Intent.&lt;br /&gt;Comprar a coleção completa de vestidos “Elvira Matilde” (exceto os vermelhos)&lt;br /&gt;Comer cinco sacos de jujuba. (sem culpa)&lt;br /&gt;Dormir, dormir, dormir, dormir e acordar e voltar a dormir.&lt;br /&gt;Dormir em roupa de cama trocada todos os dias.&lt;br /&gt;Poder de compras sem limite para usar "na Cultura".&lt;br /&gt;Andar descalça.&lt;br /&gt;Dormir de camiseta velha.&lt;br /&gt;Dormir abraçada com cinco travesseiros. (Fazer o que? Não tem Clive Owen)&lt;br /&gt;Comer churrasquinho com as minhas sobrinhas e falar que “efetivamente” adoro as histórias das amigas delas.&lt;br /&gt;Tomar outra coca gelada.&lt;br /&gt;Tomar café expresso com canela.&lt;br /&gt;Dançar New York, New York, "em New York".&lt;br /&gt;Ouvir “Todo se Transforma” até cansar. (nunca vou cansar)&lt;br /&gt;Almoçar com a Patrícia num dia de domingo em que tudo parecia cinza demais. (e a presença carinhosa dela transformou tudo em azul celeste)&lt;br /&gt;Olhar a lua e sentir o que senti naquela noite no estacionamento do IESB.&lt;br /&gt;Almoçar no Beirute com o Giovani.&lt;br /&gt;Participar de qualquer banca de TCC, com o Giovani.&lt;br /&gt;Derramar um saco de pipoca na Graça dentro do cinema para escutar aquela risada impagável que ela tem.&lt;br /&gt;Ouvir a Silvia falar “aquele Zé Maria é um sambarilove”.(e pedir a papai do céu que ela volte logo prá Brasília).&lt;br /&gt;Andar com a Vivi em Montevidéu.&lt;br /&gt;Ouvir a Carol dizer: “Parabéns! Você emagreceu 20 quilos” (e tomar duas cocas geladas para comemorar)&lt;br /&gt;Usar uma calça jeans. (tamanho 40)&lt;br /&gt;Calçar um All Starr e não me sentir ridícula.&lt;br /&gt;Não precisar tirar sobrancelhas.&lt;br /&gt;Encontrar um salão 24 horas.&lt;br /&gt;Dar risada com o André, do planeta "Bizarro".&lt;br /&gt;Não ter que falar com “gentes” em dias de TPM.&lt;br /&gt;Não precisar fazer conta de dinheiro.&lt;br /&gt;Ter um quarto só meu.&lt;br /&gt;Ter um quarto só meu e lilás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: 1 Os itens não estão relacionados por ordem de prioridade.&lt;br /&gt;Obs.: 2 É claro que poderia continuar essa lista indefinidamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-6790255230876222775?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/6790255230876222775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=6790255230876222775' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6790255230876222775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6790255230876222775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/07/lista-de-presentes.html' title='Lista de Presentes'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmSw4HcyJGI/AAAAAAAAAMk/Isr2n0kWDUA/s72-c/lista.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3902749313575637609</id><published>2009-07-17T22:33:00.003-03:00</published><updated>2009-07-17T23:24:40.832-03:00</updated><title type='text'>Guilherme</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmEwwVtp8aI/AAAAAAAAAMc/-rFGyYnkZEY/s1600-h/ana_gui.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 244px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmEwwVtp8aI/AAAAAAAAAMc/-rFGyYnkZEY/s320/ana_gui.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359618638568092066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje passei o dia sentindo banzo. Andei inquieta e com discretas dores no peito. Agora de noite fiquei assim.. assim.. andando pelos cantos e chorando sem razão. Então me dei conta de que hoje meu filho Guilherme faz 23 anos. Eu não me esqueci disso o dia todo. Lembrei-me dele em todos os instantes, mas como está viajando e não pude abraçá-lo, fiquei com a estranha sensação de quem parece ter perdido alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando os olhos posso me lembrar daquela madrugada em que acordei sentindo a dor inconfundível. A certeza de que o momento do encontro havia chegado, mas de não saber como fazer, quando me entregassem nas mãos aquele que estivera dentro de mim durante nove meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 23 anos não havia as modernas ecografias que hoje são quase fotos perfeitas do filho que vai chegar. Naquele tempo eu tinha apenas a intensa convicção de que seria menino. E porque estava lendo "O Nome da Rosa", de Humberto Eco, cismei com Guilherme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A médica me perguntou: “E se for menina?” Eu disse: “Se for menina o nome é Clara, mas tenho certeza de que é menino”. E quando ele chegou, mais cabelo do que criança, ela disse com um sorriso largo: “mãe, você tinha razão é o Guilherme”. Eu lembro até hoje de sentir a maior das palpitações e depois, só instinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas vezes eu pari o Guilherme, que não sei mais qual de seus nascimentos foi mais intenso para mim. Só sei que tive que brigar muito por sua vida e fazê-lo ver o quanto ela pode ser frágil e o quanto ele pode ser maior do que todas as adversidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que agora ele deve estar gastando o sorriso largo que tem, mas deve haver lá no cantinho do seu coração um pedaço que também sentiu saudades e que sabe muito bem o amor e a cumplicidade que emana de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era criança adorava cantar comigo essa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo, filho! “Me dá um beijo, então...aperta minha mão... tolice é viver a vida assim, sem fantasia...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8EeKecQgW6k&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8EeKecQgW6k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3902749313575637609?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3902749313575637609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3902749313575637609' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3902749313575637609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3902749313575637609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/07/guilherme.html' title='Guilherme'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SmEwwVtp8aI/AAAAAAAAAMc/-rFGyYnkZEY/s72-c/ana_gui.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8926280821349090567</id><published>2009-07-17T03:21:00.002-03:00</published><updated>2009-07-17T03:31:32.034-03:00</updated><title type='text'>"Glass"...</title><content type='html'>Essa música não me sai da cabeça. Hoje me sinto assim ..."just like glass".&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VvQU-_8oPVs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VvQU-_8oPVs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8926280821349090567?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8926280821349090567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8926280821349090567' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8926280821349090567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8926280821349090567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/07/glass.html' title='&quot;Glass&quot;...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-9173598051610341831</id><published>2009-07-13T01:53:00.005-03:00</published><updated>2009-07-13T02:16:00.268-03:00</updated><title type='text'>"Como se fosse a primeira vez..."</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Slq--r5fuNI/AAAAAAAAAMU/GZBODA2m1QM/s1600-h/luiza+adriana.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Slq--r5fuNI/AAAAAAAAAMU/GZBODA2m1QM/s320/luiza+adriana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357804690855672018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela lembra com detalhes do nosso primeiro encontro. Fala dos meus cabelos cacheados e de como, ao me ver, idealizou uma vida profissional e me tomou como modelo para sua carreira. Isso me causa espanto, pois nessa época eu era uma jovenzinha que não via qualquer talento em mim, principalmente profissional. Da última vez que nos vimos me olhou com aqueles olhos miúdos – e um pouco mais tristes - e disse que eu parecia uma judiazinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos encontros são invariavelmente meteóricos. Há tempo de menos e coisas demais para contar. Talvez seja por isso que cuidamos de falar muito e de forma fragmentada sobre tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não me recordo da nossa primeira vez, mas sei que me pareceu afetada. Eu não conseguia imaginar que uma pessoa pudesse – de forma espontânea – ser tão doce e carinhosa. Tinha um cabelo impecável – ainda o tem - e me parecia uma caprichosa menina rica, usando as palavras quase sempre no diminutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito a contragosto aceitei que fosse minha colega de trabalho. Escapava dela sempre que podia e tinha uma má vontade inacreditável para suas idéias. Lembro que ela usava com freqüência a expressão “artístico cultural” e que eu, definitivamente, não parecia inclinada a incluí-la na minha lista de amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo foi necessário para que eu caísse de amores por ela, mas sei que lamento profundamente ter demorado tanto para reconhecer nela a amiga que hoje habita uma das áreas mais nobres do meu coração. (eu sei que isso foi piegas, mas não resisti!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos aproximamos em São Paulo. Numa viagem a trabalho pouco depois que eu havia passado por um sério acidente de carro. Diante da minha explícita má vontade ela resolveu que estava na hora de passarmos nossa história a limpo e eu fui obrigada a abrir a guarda e claro, nunca mais nos perdemos de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis o destino que logo depois ela se desligasse do trabalho e que voltasse a morar no Rio. Antes disso, entretanto, pudemos viver com intensidade a cumplicidade de uma amizade que sobrevive todos esses anos. A distância nos aproximou. As cartas trocadas nesse tempo nos permitiram acompanhar de forma recortada, o desenrolar das nossas vidas. E foram muitas e longas cartas, nesses tempos em que a comunicação passou a ser feita exclusivamente pelo modo virtual, estávamos lá, deixando tinta em todo tipo de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que um dia recebi pelo correio uma caixa na qual ela me enviava um monte de fitas cassetes. Ela teve o cuidado de fazer as capas e montar uma trilha sonora peculiar que incluía músicas francesas, portuguesas, gregas e italianas. Não lembro de ter lhe contado, mas nesse dia eu chorei copiosamente, pois foi um dos gestos mais carinhosas que já recebi de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi visitar a Grécia cuidou de me incluir na viagem. Fez isso me relatando, na forma de um diário, suas aventuras por lá. No decorrer dos anos suas cartas chegavam invariavelmente acompanhadas de um artigo, de um texto, de alguma foto, ou cartão, qualquer elemento que me ajudasse a ver o mundo com seus olhos. Poucas pessoas me ensinaram tanto e eu sei que faço parte de suas preocupações diárias, pois nos gostamos verdadeiramente como irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui ao cinema com uma amiga e de repente me lembrei que um dia, anos atrás, estávamos no Park Shoping e decidimos assistir um filme. Não lembro qual era, mas sei que não tínhamos dinheiro e que despejamos o conteúdo de nossas bolsas e juntamos centavo por centavo até que conseguimos chegar ao valor do ingresso. E rimos, rimos muito disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito para falar sobre você, Luiza Adriana. Podia recordar o passeio na Floresta da Tijuca. A caminhada pela Praia Vermelha, as vezes em que vimos juntas o por do sol de Brasília e que você me fez pensar sobre a importância da paisagem na nossa saúde. Poderia falar do nosso "projeto embaixadas", de comer canjica no Sheraton, de todas as diferenças que temos e que nos fazem, apesar disso, tão iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, entretanto, queria apenas dizer que te amo e que sinto muitas saudades, muitas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. 1 – O título desse &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; só nós duas vamos entender.&lt;br /&gt;Ps. 2 Essa é a música/filme que escolhi para me lembrar de você.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Qfc4NPNMFro&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Qfc4NPNMFro&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-9173598051610341831?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/9173598051610341831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=9173598051610341831' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/9173598051610341831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/9173598051610341831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/07/como-se-fosse-primeira-vez.html' title='&quot;Como se fosse a primeira vez...&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Slq--r5fuNI/AAAAAAAAAMU/GZBODA2m1QM/s72-c/luiza+adriana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3135778318273721772</id><published>2009-07-08T07:29:00.003-03:00</published><updated>2009-07-08T07:55:04.041-03:00</updated><title type='text'>Pequenos Prazeres</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlR5Ckn-aBI/AAAAAAAAAJ0/wUZup0-XQB4/s1600-h/pequenos+presentes.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356038941948405778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 293px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlR5Ckn-aBI/AAAAAAAAAJ0/wUZup0-XQB4/s320/pequenos+presentes.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho tido insônias sistemáticas, mas esse &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; não será um &lt;em&gt;revival&lt;/em&gt; sobre não dormir. Estou de férias. Bem, daqui a pouco vou sair para acompanhar uma reunião no Congresso, entretanto ganhei uma semana para “descansar”. Até o momento não pude fazer isso como se espera de alguém que esteja de folga. Não fui à praia. Provavelmente não irei. Não viajei para uma temporada em Campos de Jordão – afinal, é inverno. Desde que estou de férias tenho me ocupado daquilo que inevitavelmente fica de lado quando temos três empregos: tentar colocar um pouco de ordem na sua vida pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive em Goiânia para ver minha mãe, comemoramos o aniversário da “sobrinhazinha” e do Helvécio e voltei correndo – literalmente – para entregar meus relatórios de final de semestre. Ontem, depois de concluir essa tarefa decidi que estava na hora de fazer alguma coisa para marcar as férias. Então, fui fazer aquilo que mais gosto: cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao Casa Park ver “Trama Internacional”, com Clive Owen. Afinal, eu merecia umas horinhas com aquele espécime inacreditavelmente lindo. Bem, não foi possível, pois ele só estava disponível em uma sessão muito além da minha paciência de esperar. Acontece, quando a gente não se programa e espera que o acaso dê uma forcinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não perder a viagem decidi experimentar “pequenos prazeres”que estavam à mão, como entrar na Cultura e passar alguns momentos de puro delírio diante daqueles zilhões de livros, CDs e DVDs. Com algumas exceções, Paulo Coelho, por exemplo, e daqueles abomináveis livros de auto-ajuda eu acho que levaria quase tudo para casa. Ou melhor, eu adoraria ajustar minha casa àquele universo de letras e sons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me para um café – não! a livraria não merece aquele café, pois seus atendentes destoam das pessoas incríveis da Cultura, que sabem escrever corretamente na tela de pesquisa o nome do autor ou da obra que você procura, ao contrário de outras livrarias em que as pessoas se escondem para não te ajudar ou escrevem assessoria com “c”: “acessoria”. (Tenho certeza que o André sabe o quanto isso afeta minha auto-estima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que comprei quatro livros. E também um DVD. E por pouco não comprei uma edição estupenda de um livro que conta a história dos "vestidos". Antes que meu salário ficasse retido naquela pequena Disneylândia fui até a Tok&amp;amp;Stok. Então, submeti-me a outra sessão de êxtase. Não seria perfeito? Morar na Tok&amp;amp;Stok e ter todos os livros, CDs e DVDs da Cultura? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percorri cada pedacinho da loja, imaginando como adoraria ter uma mesa enorme com meus livros, computador e todos aqueles apetrechos de papelaria. Eu queria metade daqueles bloquinhos, incluindo os do “Pequeno Príncipe”, os porta-clips, os porta "qualquer coisa". Claro, também queria todos os imãs de geladeira, aquele delírio de pegador de saladas, as louças – principalmente um prato floral que estava em promoção – os copos (sempre os enormes) e aquele dosador de especiarias...Como é que eu vivi até hoje sem um dosador de especiarias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops! Estava na hora de ir embora. Bem, eu comprei uma petisqueira linda que até agora não consigo identificar se tem um desenho de peixe ou melancia. Talvez um peixe depois de comer uma melancia. Estava entre os itens da promoção e é assinada por alguém que se chama “Jonathan Adler”. Não faço a menor idéia de quem seja o “designer”, mas a verdade é que é linda e agora tenho uma exclusiva petisqueira, especial para servir coisinhas à beira da piscina. Ok! Também não tenho piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazeres são assim. A gente precisa e não tem que explicar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3135778318273721772?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3135778318273721772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3135778318273721772' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3135778318273721772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3135778318273721772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/07/pequenos-prazeres.html' title='Pequenos Prazeres'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlR5Ckn-aBI/AAAAAAAAAJ0/wUZup0-XQB4/s72-c/pequenos+presentes.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7999855220973661767</id><published>2009-05-28T14:58:00.003-03:00</published><updated>2009-05-28T15:08:58.071-03:00</updated><title type='text'>"Sem você eu não sou ninguém"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sh7Rm_P68sI/AAAAAAAAAJs/nr1E4fcrxII/s1600-h/carta.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340936675851432642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sh7Rm_P68sI/AAAAAAAAAJs/nr1E4fcrxII/s320/carta.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Querida amiga,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estão as coisas no seu planeta? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por aqui tudo segue cinza desde que sua presença rosa choque deixou a minha vida. Ao contrário do que você disse, meu coração não se convence de que um relacionamento pode se manter vivo apenas com conversas telefônicas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto saudades, em especial de uma noite quando voltávamos da UNB e tivemos um acesso de riso, imaginando que uma de nós seria encontrada num terreno baldio com a boca cheia de formiga.... e mais não posso dizer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje vi uma loira em cima de um salto altíssimo jogando suas melenas de um lado para outro e quase chorei. Claro! Lembrando de você, que é a única e verdadeira loira da minha vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou obrigada a ser superlativa para ver se consigo sensibilizá-la. Doravante, depois de escrever essas palavras os que me leem vão logo achar que sou lésbica, mas você bem sabe que apesar de termos benção oficial, nosso assunto é outro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, amiga, escrevo-te para dizer que sem você eu não sou ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bjs&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sYETPXbWscU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sYETPXbWscU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7999855220973661767?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7999855220973661767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7999855220973661767' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7999855220973661767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7999855220973661767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/05/sem-voce-eu-nao-sou-ninguem.html' title='&quot;Sem você eu não sou ninguém&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sh7Rm_P68sI/AAAAAAAAAJs/nr1E4fcrxII/s72-c/carta.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4991303488551195752</id><published>2009-05-26T12:32:00.003-03:00</published><updated>2009-05-26T12:42:22.774-03:00</updated><title type='text'>Minha aluna Rosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/ShwMa1UMqsI/AAAAAAAAAJk/3894ep44cSI/s1600-h/rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340156913282493122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/ShwMa1UMqsI/AAAAAAAAAJk/3894ep44cSI/s320/rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses recebi um e-mail que falava de uma senhora de mais de oitenta anos que se tornou um exemplo de tenacidade e vontade de viver, ingressando numa faculdade em um momento da vida em que muitos estão se rendendo ao ocaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, curiosamente eu tenho uma aluna chamada Rosa que não tem oitenta e dois anos. Tem vinte a menos, mas que podia perfeitamente estar fazendo crochê e tocando em frente sua aposentadoria. A exemplo da Rosa de que falava o e-mail, minha aluna é uma pessoa de alegria contagiante, que está concluindo um curso de Comunicação e na metade de um curso de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a vejo sempre pela escola em animadas rodas de conversa e não consigo me lembrar dela sem que o seu sorriso largo e franco esteja associado. Eu sou uma pessoa que se apega facilmente aos alunos. De alguns, sinto saudades como se fossem filhos, mas a Rosa é uma pessoa que eu não vou esquecer jamais. E não é por todos os mimos que ela me oferece, nem porque somos as duas, viciadas em Coca-Cola, mas porque  tenho orgulho de ter tido na minha sala de aula uma mulher intensa, cordial e determinada. Daquelas que sabem oferecer ternura e pulso forte na hora certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus sempre foi generoso ao me conceder o privilégio de conhecer pessoas que valem à pena. E hoje senti uma vontade enorme de materializar o meu carinho por ela e dizer que sou grata, não apenas por ter tido a oportunidade de conhecê-la e me tornar sua amiga, mas por todas as lições que ela, mesmo sem se dar conta, me ensinou. Ou seja, durante todo esse tempo, ela foi a mestra, não eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo, Rosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4991303488551195752?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4991303488551195752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4991303488551195752' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4991303488551195752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4991303488551195752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/05/minha-aluna-rosa.html' title='Minha aluna Rosa'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/ShwMa1UMqsI/AAAAAAAAAJk/3894ep44cSI/s72-c/rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4639724165656369747</id><published>2009-05-25T15:53:00.003-03:00</published><updated>2009-05-25T16:05:04.248-03:00</updated><title type='text'>Com que roupa?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/ShrrWlD7BCI/AAAAAAAAAI8/RQ8fnsiPD44/s1600-h/com+que+roupa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339839081339356194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/ShrrWlD7BCI/AAAAAAAAAI8/RQ8fnsiPD44/s320/com+que+roupa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acordei muito indecisa sobre que roupa usar. A escolha não era particularmente difícil, pois não se tratava de uma festa. Eu procurava um vestido básico para ir dar aula e depois trabalhar. Essa dúvida me fez lembrar de um tempo em que eu tinha apenas uma opção: calça jeans e uma camiseta rosa com um tênis bordado. Curiosamente ia a todos os lugares com a mesma roupa e escolher uma peça não era problema. Anos depois e muitos quilos a mais enfrento o desafio de vestir uma roupa e me sentir feliz com ela. Pode apostar, tudo que eu queria era entrar naquele jeans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lembrança da roupa me remeteu a coisas engraçadas. Inclusive ao comentário maldoso de um garoto com o qual eu saia na época que perguntou: “você só tem essa roupa?” E eu respondi sincera e sem recalques: sim! Hoje, provavelmente ficaria em casa chorando uma semana por conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa retrospectiva veio a memória as amigas da época. Todas eram mais bonitas, tinham mais roupas, eram mais ricas e descoladas. Dia desses vi a foto de uma delas. Fiquei chocada! A vida tratou muito mal essa pessoa. Lembro que tinha olhos claros e que era muito paquerada. Aliás, lembro que era uma das meninas mais bonitas da escola. Não sei o que aconteceu, que caminhos precisou percorrer, que sofrimentos cruzou sua vida, mas lembrei-me das sábias palavras da minha mãe. Quando menina eu chorava e dizia que era muito feia. Ela ria e com o seu jeito peculiar de encarar a vida dizia: “minha filha, a beleza acaba, mas a feiúra conserva”. (rs) Bem, acho que ela estava certa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4639724165656369747?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4639724165656369747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4639724165656369747' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4639724165656369747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4639724165656369747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/05/com-que-roupa.html' title='Com que roupa?'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/ShrrWlD7BCI/AAAAAAAAAI8/RQ8fnsiPD44/s72-c/com+que+roupa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2742925013301651632</id><published>2009-04-29T17:11:00.003-03:00</published><updated>2009-04-29T17:16:24.052-03:00</updated><title type='text'>Rotina</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sfi1JyQjHZI/AAAAAAAAAI0/kjoY5SjT9LA/s1600-h/rotina.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330209338707615122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sfi1JyQjHZI/AAAAAAAAAI0/kjoY5SjT9LA/s320/rotina.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho andado sempre por aqui. Olho. Penso. Ensaio algumas palavras e vou embora cabisbaixa. Que triste ter um Blog e não ter o que escrever. Será que já é o tempo implacável me legando uma vida desprovida de novidades para contar? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rotina! Uma vida em que tudo parece não mudar. É como se fosse um DVD em pausa. A cena não evolui. O final parece que nunca vai chegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2742925013301651632?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2742925013301651632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2742925013301651632' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2742925013301651632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2742925013301651632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/04/rotina.html' title='Rotina'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sfi1JyQjHZI/AAAAAAAAAI0/kjoY5SjT9LA/s72-c/rotina.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-158275201296346733</id><published>2009-04-13T00:46:00.003-03:00</published><updated>2009-04-13T00:52:47.507-03:00</updated><title type='text'>Insônia..Outra vez...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SeK2pAIoOpI/AAAAAAAAAIs/mlz1Ae-2OpE/s1600-h/insonia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324018525032430226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SeK2pAIoOpI/AAAAAAAAAIs/mlz1Ae-2OpE/s320/insonia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como acontece toda semana, cá estou, às voltas com a insônia que antecede a segunda-feira. Não tem jeito. Eu faço todo um ritual: tomo um banho morno, uso um óleo relaxante, troco a roupa de cama – eu adoro roupa de cama limpa – ajeito os travesseiros, vejo um filme, leio um livro e, mesmo com o auxílio luxuoso do Rivotril, implacável, lá está a insônia. Aliás, aqui está a insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda dou aula de manhã, depois enfrento um dia inteiro de trabalho e a noite volto para a faculdade. Ou seja, nesse momento eu já sofro pensando que uma vez mais, o dia vai amanhecer e meu corpo vai estar pedindo socorro, eu vou estar contando os minutos para chegar em casa, tomar um banho e dormir. Sofro a angústia de uma hora que ainda não chegou. Anseio pelo sono da segunda-feira quando o sono do domingo ainda não se consumou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Que fazer? Já tomei chá, já tentei um livro, apelei até para o que mais sonolento pode haver: “Os meios de comunicação como extensões do homem” (Marshall Mcluan). Sei lá, pensei que uma literatura de maior erudição poderia ser eficiente, mas depois de ler ...“Numa cultura como a nossa, há muito acostumada a dividir e estilhaçar todas as coisas como meio de controlá-las, não deixa, às vezes, de ser um tanto chocante lembrar que para efeitos práticos e operacionais, o meio é a mensagem”. Santo Deus! Não é hora para isso. Não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra aquele que é considerado uma referência para o estudo da comunicação, mas convenhamos, seguir adiante seria uma tortura desnecessária e uma afronta a mim e a Mcluhan, que não gastou anos de pesquisa para acabar como oráculo de uma mulher insone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor invocar o poema de Álvaro de Campos... “Não durmo. Não durmo. Não durmo. Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma! Que grande sono em tudo exceto no poder dormir! “&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-158275201296346733?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/158275201296346733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=158275201296346733' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/158275201296346733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/158275201296346733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/04/insoniaoutra-vez.html' title='Insônia..Outra vez...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SeK2pAIoOpI/AAAAAAAAAIs/mlz1Ae-2OpE/s72-c/insonia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3495750132641018815</id><published>2009-04-03T21:44:00.004-03:00</published><updated>2009-04-03T22:00:09.805-03:00</updated><title type='text'>Minha Mãe e o vestido que virou panela...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SdauQx7106I/AAAAAAAAAIk/VZiFrp8Rnps/s1600-h/Imagem+031.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320631613090288546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SdauQx7106I/AAAAAAAAAIk/VZiFrp8Rnps/s320/Imagem+031.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha mãe fez 82 anos no dia 20 de março. Queria muito escrever alguma coisa sobre ela e ressaltar a alegria de vê-la chegar tão bem a essa idade, mas as tentativas foram frustradas, a emoção foi maior que a capacidade de dar corpo a qualquer narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mães são criaturas míticas. Dificilmente alguma passará sem deixar marcas em seus filhos. A minha não é diferente. Todos os dias peço a Deus que me faça um terço do que ela é. Que me dê uma gota de sua coragem, vitalidade, generosidade e bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia de seu aniversário perguntei a ela como tinha sido o começo da vida com meu pai. Eu conheço bem a história, mas sempre é bom ouvi-la e impressionante como os detalhes são nítidos na sua lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus país vieram da zona rural, de famílias muito simples. Minha mãe teve uma vida bastante difícil, já que sequer conheceu a própria mãe que morreu de parto. Foi criada pelo pai e pela irmã mais velha, uma mulher de hábitos severos. Passou por todo tipo de privação, teve acesso ao mínimo de educação, que naquele tempo se resumia a ser mais ou menos alfabetizada e penso que sua maior alegria era o convívio com as primas – uma delas minha madrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai era um homem inteligente e sagaz, que foi muito longe para os recursos da época. Com a educação que recebeu e seu autodidatismo, chegou a um patamar profissional que hoje, muitos pós graduados não alcançariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se conheceram casualmente. Meu pai gostou da minha mãe, que não achou a menor graça nele, mas a iniciativa que teve de pedir sua mão deu-lhe a prerrogativa de levar. Ou seja, em pouco mais de um mês estavam casados. Minha mãe conta que a sensação de se casar era a de estar sendo levada por um estranho. Não havia intimidade entre eles e o relacionamento foi construído no decorrer da vida que tiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei-lhe que comida tinha feito para ele quando se casaram. Ela disse que como eram muito pobres, o cardápio não fugia muito de arroz, feijão – cozido em fogão à lenha – banana frita e abóbora. A casa em que viviam era modestíssima e disse-me ela que quando nasceu o primeiro filho, nada mais tinham que poucos panos para cobri-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa conversa o que mais me marcou foi o desfecho que deu a seu vestido de noiva. Diante da adversidade, optou pela realidade. Pintou-o de uma cor tipo beterraba, ficou muito bonito e ela o  vendeu por sessenta dinheiros (ela não lembra qual era a moeda da época, se réis ou cruzeiros velhos). Com esse valor comprou duas panelas, uma bacia e com o restante meu pai comprou açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros tempos. Essa história marca bem o temperamento de minha mãe que sempre preferiu prover os outros e a casa do que dar mimos a ela mesma. Esse começo de vida com tantas privações talvez explique o zelo que ela dedica às suas coisas. Principalmente à sua casa, sempre impecável e com o conforto que ela não pode desfrutar no passado. Sua cama está sempre impecavelmente arrumada e tem uma obsessão por limpeza e organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse a ela que gostaria muito de escrever sobre suas histórias, porque ela as tem em profusão e tenho medo de que essa memória se perca. Rapidamente, ela orgulhosa contou para as minhas sobrinhas que eu ia escrever um livro sobre a vida dela e, desde então, nunca mais fui capaz de escrever uma linha nesse blog. Ela me atribuiu responsabilidade demasiada e isso me intimidou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou terminado de ler um livro da Isabel Allende – “A Soma dos Dias” – no qual relata a rotina de sua família nos últimos anos. Em vários momentos ela menciona a farta correspondência que troca com a mãe desde que se separaram. Uma mora no Chile e a outra nos Estados Unidos. Atribui a isso a capacidade de congelar fatos e situações que vão se perdendo e que deram a ela material para compor um mosaico dos anos de sua vida. Coisa que já havia feito em outros romances, especialmente em “Paula”. Ela começa o livro com uma frase que pode ser aplicada a muitas vidas, inclusive à minha: “Não falta drama em minha vida e me sobra material de circo para escrever”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando li essa frase tive uma imediata identificação. Mas ao contrário de Isabel, a mim falta o talento. Por isso fiquei intimidada com a expectativa de minha mãe de que eu teria a capacidade de escrever um livro sobre ela. De qualquer forma, com textos capengas ou não, pretendo voltar a essas páginas outras vezes com os “causos” da minha velhinha – que odeia ser chamada assim – e tentar manter viva a sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, eu tenho a convicção de que você viverá ainda muitos anos até que eu possa alcançar a segurança de contar sua vida e como a sua determinação foi importante para manter nossa família unida e para que tivéssemos, seus filhos, netos e bisnetos não apenas a alegria do seu convívio, mas o apoio incondicional sempre que cada um de nós precisou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma palavra, jamais será capaz de ilustrar a pessoa estupenda que você é. Beijos e todo o amor da sua filha. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3495750132641018815?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3495750132641018815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3495750132641018815' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3495750132641018815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3495750132641018815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/04/minha-mae-e-o-vestido-que-virou-panela.html' title='Minha Mãe e o vestido que virou panela...'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SdauQx7106I/AAAAAAAAAIk/VZiFrp8Rnps/s72-c/Imagem+031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-6426860874586151666</id><published>2009-03-11T15:42:00.003-03:00</published><updated>2009-03-11T15:45:04.890-03:00</updated><title type='text'>Conselho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SbgGm2ytnBI/AAAAAAAAAIc/WWBlhesqOQI/s1600-h/Benta.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312003025096514578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SbgGm2ytnBI/AAAAAAAAAIc/WWBlhesqOQI/s320/Benta.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Água benta e presunção: cada um toma a quantidade que quer". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-6426860874586151666?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/6426860874586151666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=6426860874586151666' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6426860874586151666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6426860874586151666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/03/conselho.html' title='Conselho'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SbgGm2ytnBI/AAAAAAAAAIc/WWBlhesqOQI/s72-c/Benta.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-5564214282097742593</id><published>2009-03-08T22:27:00.003-03:00</published><updated>2009-03-08T22:33:54.506-03:00</updated><title type='text'>Dependência Química</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SbRxp6mCRQI/AAAAAAAAAIU/z7yoJqG2wPQ/s1600-h/Coca_Cola.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310994825494021378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SbRxp6mCRQI/AAAAAAAAAIU/z7yoJqG2wPQ/s320/Coca_Cola.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos já ouvimos algum discurso sobre o malefício das drogas. Alguns, depois de adictos são obrigados a repetir o mantra que começa: “apenas por hoje”... Bem, talvez esteja na hora de assumir que sou dependente química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil porque embora eu tenha esse jeito de maluca sempre fui careta. Caretíssima. Mas essa droga me pegou. No começo o uso era social, mas ultimamente perdi o controle e agora, bem, ela assumiu o controle sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos que se submetem a algum tipo de vício tenho tentado evitar. Eu sei os danos que a dependência me causam, eu sinto na pele. Mas é difícil porque há sempre uma ao meu alcance. E nesse calor, como é que eu posso resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela é vermelha e sexy e quando a vejo é como se eu entrasse em transe e quando experimento é como se continuasse em transe. Minha mãe implora para eu parar, meus filhos tentam me ajudar, mas se tornaram reféns da mesma poção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho amigos que fingem não ter sucumbido e fazem controle de danos usando uma versão “zero”. Na dúvida, eu uso as duas opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Quer saber... tô indo pegar uma geladinha agora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-5564214282097742593?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/5564214282097742593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=5564214282097742593' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5564214282097742593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5564214282097742593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/03/dependencia-quimica.html' title='Dependência Química'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SbRxp6mCRQI/AAAAAAAAAIU/z7yoJqG2wPQ/s72-c/Coca_Cola.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3640920342141390328</id><published>2009-03-03T16:40:00.002-03:00</published><updated>2009-03-03T16:48:10.928-03:00</updated><title type='text'>SANAR</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2tQ6raITgto&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2tQ6raITgto&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Quando não conseguimos expressar os sentimentos o negócio é pedir a ajuda dos especialistas. Por Jorge Drexler...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las lágrimas van al cielo&lt;br /&gt;y vuelven a tus ojos desde el mar&lt;br /&gt;el tiempo se va, se va y no vuelve&lt;br /&gt;y tu corazón va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;La tierra parece estar quieta&lt;br /&gt;y el sol parece girar,&lt;br /&gt;y aunque parezca mentira&lt;br /&gt;tu corazón va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;y va a volver a quebrarse&lt;br /&gt;mientras le toque pulsar&lt;br /&gt;y nadie sabe por qué un día el amor nace&lt;br /&gt;ni sabe nadie por qué muere el amor un día&lt;br /&gt;es que nadie nace sabiendo, nace sabiendo&lt;br /&gt;que morir, también es ley de vida.&lt;br /&gt;Así como cuando enfríe&lt;br /&gt;van a volver a pasar&lt;br /&gt;los pájaros, en bandadas,&lt;br /&gt;tu corazón va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;Y volverás a esperanzarte&lt;br /&gt;y luego a desesperar&lt;br /&gt;y cuando menos lo esperes&lt;br /&gt;tu corazón va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;y va a volver a quebrarse&lt;br /&gt;mientras le toque pulsar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3640920342141390328?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3640920342141390328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3640920342141390328' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3640920342141390328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3640920342141390328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/03/sanar.html' title='SANAR'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-5280635943070817762</id><published>2009-02-26T16:51:00.003-03:00</published><updated>2009-02-26T17:07:20.194-03:00</updated><title type='text'>"Quinta-feira de cinzas"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sab10B5ogII/AAAAAAAAAIE/g-tFoFDzcmw/s1600-h/menina_mochila.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307199485114876034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sab10B5ogII/AAAAAAAAAIE/g-tFoFDzcmw/s320/menina_mochila.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vesti luto e preparei o espírito para enfrentar o feriado de carnaval submersa em tristeza. A solidão parecia um calvário, que sem alternativas, eu teria que suportar. Ao contrário do que preconizava minha inclinação natural para o drama, o feriado passou ligeiro. Ficar só foi "quase" agradável e quando a casa voltou a ser território de todos, eu me perguntei: por que os dias de solidão não podiam ter durado um pouco mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não estava preparada para essa “quinta-feira de cinzas”. Um dia modorrento que parece querer durar implacáveis “mil horas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu queria era ser aquela menina de tênis, vestido xadrez e mochila nas costas que vi passear pelo shopping. Acreditem, ela ousava sorrir num dia como esse e, vez ou outra, mordiscava a bochecha do namorado como se o tempo deles tivesse outra dimensão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-5280635943070817762?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/5280635943070817762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=5280635943070817762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5280635943070817762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5280635943070817762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/quinta-feira-de-cinzas.html' title='&quot;Quinta-feira de cinzas&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/Sab10B5ogII/AAAAAAAAAIE/g-tFoFDzcmw/s72-c/menina_mochila.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2540658209799212441</id><published>2009-02-24T15:19:00.004-03:00</published><updated>2009-02-24T16:42:59.258-03:00</updated><title type='text'>"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã".</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaRHib4txyI/AAAAAAAAAH0/6SsmNvFsymc/s1600-h/Imagem+022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306444917876049698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaRHib4txyI/AAAAAAAAAH0/6SsmNvFsymc/s320/Imagem+022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira lembrança que tenho dele me remete a sorvete de pistache. Eu não sei que idade tinha. Sei que nunca havia experimentado pistache, mas lembro que era verde e que era bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que ele sumia de vez em quando e que minha mãe chorava pelos cantos e que cochichava sobre seu destino. Lembro que ele era muito bonito, com seus olhos azuis faiscantes, feito os atores italianos da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez achei no quarto dele uma revista em quadrinhos com várias cenas picantes. Eu não fazia a menor idéia do que era sexo, mas naquele momento acendeu a luz vermelha. Aquilo não era para criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me tratava com certa crueldade. Deixava sempre um restinho de água no copo e depois de beber, derramava em mim. Claro que eu sempre chorava e corria para a barra da calça do meu pai, aliás, eles tinham uma relação tensa. Uma vez eu o vi chamar papai de “judeu”. Eu não fazia a menor idéia do que era “judeu”, mas sei que a tensão se acentuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que ele trabalhava numa empresa chamada “Liquigaz” e que tinha um amigo baixinho chamado Tino e outro amigo bonitão chamado Mauro. Para nós ele era “Zé”, mas quando ficou noivo e foi se casar fiquei sabendo que seu nome era Roberval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu casamento dividia os sentimentos. Enquanto meu pai se mostrava exultante, porque ele ia se casar com uma moça de boa família e que isso poderia “dar um rumo a vida dele”, minha mãe chorava. Achava que ele era muito moço e como ia se mudar para uma fazenda, ambiente com o qual não tinha a menor intimidade, aquela decisão era uma temeridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça de boa família era a Teresa – que foi sua mulher por toda a vida – ela era noiva de um amigo dele. Falava-se a boca pequena que ela se deslumbrara por ele e que rompera o noivado. Para mim aquilo parecia filme, mas era destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu casamento me vestiram com meias três quartos com “pompons”. Isso me inflou de ira – embora eu não tivesse a exata dimensão desse sentimento. Sei que a cerimônia civil aconteceu na casa da noiva e que ele demorou para dizer “sim” quando perguntado se “aceitava aquela mulher como sua legítima esposa”. Minha mãe respondeu por ele. “Sim”. E todos pareceram aliviados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois do casamento ele e a Teresa foram passar uns dias em Goiânia. E ai, pela primeira vez eu soube o significado da palavra “ciúme”. Ele recebeu uma cesta com rosas vermelhas e um cartão. Minha cunhada ficou louca. Ele atirou as flores no quintal e saiu. Ela se enfiou no quarto e tomou um porre de vinho. Nesse dia eu soube também o que um vinho – de má qualidade - pode fazer a alguém. Ela trancada e todos batendo, implorando que abrisse porque sabíamos que algo não ia bem. Horas de muita tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ele chegou. Magnânimo apenas bateu na porta e pediu: “Teresa, passa a chave por baixo da porta”. Ela obedeceu. E a cena que se viu depois foi bizarra e dispensa comentários. Calmo ele a jogou nos ombros como se faz com uma toalha, levou-a para o banho, lavou-a, secou seu cabelo, enquanto minha mãe limpava tudo. Depois ele a pôs para dormir como se fora um bebe. E ninguém disse uma palavra. Ou se disse o fez de forma silenciosa. Como, aliás, eram ditas as coisas na minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas coisas que poderiam ser ditas sobre o meu irmão. Ele não era um homem comum o que tornaria impossível a tarefa de traduzi-lo em palavras. Muitas coisas ficaram por dizer porque, infelizmente, a gente sempre pensa que haverá uma próxima vez. O que posso dizer é que passamos a vida, aparentemente alheios ao que sucedia ao outro. Eu me ressentia de não receber a atenção que julgava merecer, ele não era exatamente pródigo ao verbalizar seus sentimentos. Mas sabíamos intimamente, cada qual ao seu modo, da intensidade do nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos alguns momentos que entendo como uma despedida. Um deles foi numa comemoração de dia das mães em que ficamos sentados à mesa e começamos a cantar. Ele gostava de música e de boa música. Depois, no natal de 2006. Ele ficou apenas um dia. Nessas ocasiões costumava gastar mais tempo com meu irmão Brasil, mas curiosamente pediu-me para levá-lo à rodoviária para comprar a passagem de volta. Fomos conversando e ouvindo um disco do Drexler. Eu lhe falei da viagem que fizera com a Vivi a Montevidéu e ele me disse bem ao seu estilo, que a música era boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia muito tempo que não me chamava de “Aninha” e recomendou que eu me cuidasse. Nesse mesmo dia fomos, Brasil e eu, levá-lo para tomar o ônibus e pela primeira vez estávamos os três irmãos reunidos. Eu ali, me sentindo finalmente aceita no círculo restrito dos homens da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez foi no aniversário de 80 anos de minha mãe, em março de 2007. Estava alegre e contrariando sua fama de rabugento com fotos, sorriu para todos os cliques. Eu estava triste. Era uma tristeza que não parecia ter explicação. Contou divertido para Helvécio – a quem chamava de “Paraíba” que tivera um sonho em que o diabo queria levá-lo. Eu cheguei quando a estória começava e ri quando ele reproduziu o diálogo hipotético com o demônio: “com você eu não vou” e abriu um sorriso largo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída nos abraçamos e eu perguntei a ele – que parecia não querer ir embora – quando finalmente iria à minha casa? Ele respondeu: “qualquer dia desses, mas você sabe só vou se for de TAM”. Eu disse: “Então te mando a passagem”. Ele riu e se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entramos minha mãe me disse: “seu irmão estava diferente. Ele até disse que me amava muito”. Súbito, 17 dias depois ele nos deixou. Quando veio o telefonema com a notícia era como se eu não conseguisse acordar de um sonho ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ele faria 62 anos. Fizemos tantos planos para seu aniversário de 60...trocamos e-mails, minhas sobrinhas e eu, sobre onde seria, como seria e no final, bem, no final não aconteceu. Alguém disse que na vida é assim, você faz um plano, Deus faz outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito dolorido falar desse assunto. É impossível não chorar rios de lágrimas ao vê-lo numa foto, ou lembrar do seu sorriso. Mas ele era um homem pragmático e dramatizar uma homenagem seria uma afronta. Eu queria, portanto, lembrar-me dele com a música que nos pediu para cantar e que nós, Viviane, Eliane e eu, desafinadamente tentamos interpretar. Ele ria maroto quando perguntávamos porque gostava da canção. Sabe-se lá. De qualquer forma é uma bela canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Feliz Aniversário, irmão!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2H5ix6mh3wc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2H5ix6mh3wc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2540658209799212441?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2540658209799212441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2540658209799212441' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2540658209799212441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2540658209799212441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/e-preciso-amar-as-pessoas-como-se-nao.html' title='&quot;É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã&quot;.'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaRHib4txyI/AAAAAAAAAH0/6SsmNvFsymc/s72-c/Imagem+022.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-5155050090114237421</id><published>2009-02-23T23:33:00.007-03:00</published><updated>2009-02-24T22:04:37.042-03:00</updated><title type='text'>Hollywood se rendeu a Sean Penn. Eu também!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaSZGUX9BNI/AAAAAAAAAH8/bGWyifjlCso/s1600-h/milk3.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 228px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaSZGUX9BNI/AAAAAAAAAH8/bGWyifjlCso/s320/milk3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306534594776728786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu queria escrever algo descaradamente favorável a Sean Penn. Uma declaração de amor depois de tê-lo visto numa atuação brilhante no filme “Milk.”Afinal, durante muito tempo alimentei uma tremenda antipatia por ele. Sim, o big astro do cinema americano que ontem recebeu seu segundo Oscar como melhor ator. Não sou exatamente fã de Madona, portanto minha aversão não estava relacionada aos sopapos que deu nela durante o tempo em que estiveram casados. Ele apenas me parecia cínico demais ou charmoso de menos.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1993 fiquei balançada. No filme “O Pagamento Final” levei um tempo enorme para descobrir que o advogado inescrupuloso de Al Pacino – o astro do filme – era Sean Penn. Achei impressionante sua capacidade de se transformar e incorporar o personagem daquela forma visceral. Entretanto, suas ótimas atuações em filmes como “I Am Sam”, “Os últimos passos de um homem” e “Além da Linha Vermelha” não abalaram minha convicção. Sean não era o astro que escolhi para chamar de meu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que sorte! A despeito da minha opinião - que, aliás, não afeta sequer a vida dos mais próximos a mim - Sean seguiu sua trajetória e enquanto eu torcia o nariz ele fazia ótimos filmes. Por exemplo: “Sobre Meninos e Lobos” que lhe deu o primeiro Oscar. E “21 Gramas, uma atuação magistral. Capitulei. Me entreguei completamente e não canso de me perguntar como fui capaz de ignorar o óbvio: Daniel Craig é lindo e musculoso. Tom Cruise tem um sorriso encantador. Clive Owen me faz perder o sono, mas Sean Penn é único. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao observá-lo mais de perto soube que é um ativista, um homem preocupado com questões políticas e ao contrário de muitos de seus pares age em favor de causas humanitárias sem fazer delas um show de marketing. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, quando não precisava fazer mais nada para que eu continuasse a incensá-lo no altar dos deuses da sétima arte assisti “Milk”. Esse filme me deu uma nova perspectiva do que seja o trabalho de um ator. O filme tem defeitos, mas Sean não ultrapassou a linha tênue que poderia torná-lo caricato atuando como um gay afetado. Ele emprestou sua arte para falar de Harvey Milk um ativista que virou o jogo na década de setenta, quando ser homossexual nos Estados Unidos era como ser negro. Harvey fez história e Sean soube contá-la de uma forma esplêndida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E cá para nós, James Franco deve mesmo ter sentido um baita orgulho de beijar Sean. Eu adoraria. Mas ai não seria cinema e como vocês sabem, só nas telas o impossível pode acontecer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/unu-9vM9VZw&amp;amp;hl=" width="480" height="295" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-5155050090114237421?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/5155050090114237421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=5155050090114237421' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5155050090114237421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5155050090114237421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/hollywood-se-rendeu-sean-penn-eu-tambem.html' title='Hollywood se rendeu a Sean Penn. Eu também!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaSZGUX9BNI/AAAAAAAAAH8/bGWyifjlCso/s72-c/milk3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3798661750504137305</id><published>2009-02-22T22:58:00.004-03:00</published><updated>2009-02-23T00:30:02.201-03:00</updated><title type='text'>Carnaval</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaIXvZk-OsI/AAAAAAAAAHU/FwMH8SH-bkY/s1600-h/confetti.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305829414083115714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaIXvZk-OsI/AAAAAAAAAHU/FwMH8SH-bkY/s320/confetti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vislumbrei esse feriado de carnaval como se fora finados. A solidão parecia ser minha única alternativa, mas foi o cinema o grande responsável por tornar esses dias menos tristes e romper com a predestinação de tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as luzes se apagaram eu visitei a Alemanha nazista e a tentativa de um militar de passar à história como alguém que matou Hitler e assim, atenuar os estragos que suas ações causaram a humanidade. Bem, ele não conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui conduzida também a São Francisco e apresentada ao ativista gay Harvey Milk que foi às ruas defender igualdade “sem perder a ternura jamais”. Nesse filme há fortes doses de política e erotismo e a magistral interpretação de Sean Penn faz beijos entre pessoas do mesmo sexo ser tão palpitante quanto qualquer cena de amor entre casais hetero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive também às voltas com um conto de fadas indiano em que numa linguagem frenética, um diretor mostra como a pobreza não precisa, necessariamente, conduzir as pessoas ao crime. A miséria pode ser um grande aprendizado, mesmo que permeada pelo trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão pode ensinar muito. Mesmo que ao final do dia, não haja um final feliz. E na impossibilidade de arrumar seus dramas existências, nada como arrumar suas gavetas e descartar roupas que já não servem e sapatos que entopem todos os cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o cinema ou a faxina não forem capazes de aliviar toda a sua dor e olhar a casa vazia e enfrentar o silêncio parecer um fardo demasiado, então só há uma alternativa: recorrer ao velho e bom Rivotril. Mas não se esqueça: sempre que possível, com moderação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3798661750504137305?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3798661750504137305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3798661750504137305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3798661750504137305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3798661750504137305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/carnaval.html' title='Carnaval'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SaIXvZk-OsI/AAAAAAAAAHU/FwMH8SH-bkY/s72-c/confetti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7550837173811257468</id><published>2009-02-18T11:00:00.003-03:00</published><updated>2009-02-18T11:11:42.267-03:00</updated><title type='text'>Para Sempre Beatriz</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zie5paDsUBg&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zie5paDsUBg&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqueles que visitam esse blog participaram comigo, na semana passada, da aventura de reencontrar – por conta do acaso – uma amiga que não via há mais de vinte anos. É com imensa alegria, portanto, que participo a vocês que esse encontro saiu da esfera virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de longos anos pude finalmente abraçar minha amiga. Foi muito bom confirmar aquilo que meu coração sabia: a distância física não é empecilho quando a amizade é genuína. O que posso dizer? Tenho certeza que Beatriz e eu somos para sempre.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos horas de uma conversa boa e sincera. Foi como se entre nós houvesse uma separação de dias e não de anos. As afinidades e o bem querer permaneceram fortes, indeléveis e isso eu lhes asseguro, tem um valor que poucos haverão de experimentar na mesma intensidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado cuidamos de sumarizar nossas vidas nesse tempo em que estivemos fisicamente separadas. Conheci a Camila – que eu pensava ser Maya – uma querida com quem me identifiquei no exato momento em que nos abraçamos. O Enzo eu só vi por foto, mas é uma coisa fofa daquelas boas de apertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo foi o momento de apresentar a ela os “meus” meninos. Fiquei particularmente feliz ao vê-la abraçá-los e acolhê-los de uma forma única fazendo-os sucumbir ao colo generoso e ao charme da nova “tia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na despedida milhões de promessas de que não vamos nos perder. Marcamos um encontro aonde vamos nos juntar como família, pois os amigos são a família que nós escolhemos ter. E essa escolha já foi feita por nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim quero agradecer a Camila, amiga da Vivi, e doravante minha amiga também, por ter sido a ponte que juntou duas metades desgarradas. Quem me conhece sabe de cor o meu bordão preferido: “quem tem amigos, nunca está só”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7550837173811257468?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7550837173811257468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7550837173811257468' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7550837173811257468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7550837173811257468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/para-sempre-beatriz.html' title='Para Sempre Beatriz'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-7265328082877521978</id><published>2009-02-10T18:28:00.005-02:00</published><updated>2009-02-10T21:59:30.360-02:00</updated><title type='text'>PLUS SIZE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SZHqelD-9nI/AAAAAAAAAGs/TDLkvR-4bmc/s1600-h/gordinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301276047457580658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SZHqelD-9nI/AAAAAAAAAGs/TDLkvR-4bmc/s320/gordinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na adolescência tive uma amiga chamada Beatriz Galvão. Era uma pessoa muito criativa. Transitava bem pelo mundo das artes plásticas – um trabalho seu chegou a receber menção honrosa numa exposição importante de Goiânia – escrevia bem, era divertida e irreverente. Como eu era uma típica menina careta, ela me encorajou a dar umas piscadelas para coisas mais ousadas, que comparadas ao que fazem as adolescentes de hoje, não seriam mais do que brincadeira de criança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adorava ir a casa dela, porque ao contrário da simplicidade da minha mãe – apenas rainha do lar – dona Miriam era uma professora de matemática que tinha adoração por aviação e pelo Flamengo. Seu pai era um homem muito inteligente e tinha um humor refinado. Sempre que eu chegava por lá cantava assim: “Ah! Se a juventude que essa Ana traz...” fazendo alusão à música de Johnny Alf “Eu e a Brisa”: “Ah! Se a juventude que essa brisa canta ficasse aqui comigo mais um pouco... Fica, ó brisa fica, pois talvez quem sabe, o inesperado faça uma surpresa, e traga alguém que queira te escutar e junto a mim queira ficar”.... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beatriz tinha uma irmã, Maria Esther e juntas gostávamos de cantar duas músicas: “Você pega o trem azul, o sol na cabeça, o sol pega o trem azul, você na cabeça, o sol na cabeça....” E o primeiro hit internacional que eu lembro de ter gostado, de um cara chamado Cat Stevens: “Morning has broken, like the first morning, Blackbird has spoken, like the first bird, Praise for the singing, praise for the morning, Praise for the springing fresh from the world”… Lindo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdi Beatriz de vista quando ela ficou grávida. Estávamos começando faculdades diferentes e nossas vidas apontavam para escolhas distintas também. Soube que ela teve uma filha chamada Maya – acho eu – e quando meu filho Guilherme estava prestes a nascer eu a encontrei numa loja. Trocamos telefones, eu mandei um cartão comunicando o nascimento dele. Ela, então, me mandou uma bela carta. Depois disso, nunca mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentei localizá-la de muitas maneiras. Pouco tempo atrás, quando a Vivi me colocou no Orkut eu finalmente a encontrei. Pela descrição não havia dúvida, deixei um recado que nunca foi respondido. Penso que ela, distraída como era, criou o perfil e nunca mais passou por lá. Enfim, espero que um dia o destino faça nossos caminhos se encontrar. Tenho dela uma pasta com vários textos e desenhos que ela me confiou porque dizia que eu era mais zelosa. Enfim, está comigo e tenho certeza de que um dia encontrarei um jeito de devolver e como velhas comadres, tomando chá, vamos passar nossas vidas a limpo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, escrevi sobre a Beatriz porque me lembrei que ela era gordinha e muito exuberante. Tinha olhos verdes muito expressivos e uma sobrancelha que tornava seu rosto diferente da beleza em voga na época. Ela gostava de dizer que éramos mulheres “repolhudas”. Que éramos fartas e que esse era, digamos assim, nosso diferencial estratégico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem me lembrei muito dela porque como não é novidade para quem me lê, o peso é uma coisa que não me deixa exatamente feliz. Mas na Veja dessa semana está lá um perfil com uma das modelos mais bem pagas do mercado de moda americano. Segundo a revista é uma brasileira de nome Fluvia Lacerda, citada na mídia como “a Gisele Bündchen tamanho 48”. E foi por conta dessa entrevista que fui apresentada ao termo “plus size”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou seja, queridos, eu era gorda. Eu já fui cheinha. Um dia eu até fui repolhuda. Agora eu sou Plus. Plus Size. Adoro!!!! Acho que já são os números sorrindo para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7ESHjYat9rk&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-7265328082877521978?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/7265328082877521978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=7265328082877521978' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7265328082877521978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/7265328082877521978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/plus-size.html' title='PLUS SIZE'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SZHqelD-9nI/AAAAAAAAAGs/TDLkvR-4bmc/s72-c/gordinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-647107904478166042</id><published>2009-02-09T16:33:00.002-02:00</published><updated>2009-02-09T16:41:11.146-02:00</updated><title type='text'>Números não gostam de mim!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SZB3RDziPNI/AAAAAAAAAGc/AzInQf8BQuA/s1600-h/numeros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300867896378014930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SZB3RDziPNI/AAAAAAAAAGc/AzInQf8BQuA/s320/numeros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca me relacionei bem com números. Isso explica minha enorme dificuldade em racionalizar as coisas e de agir, quase sempre, conduzida pela emoção. Isso, não é um bom negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras sempre foram um território mais seguro para mim. Desde que não estejam incluídos ai, bulas de remédios e manuais de qualquer espécie. Definitivamente o instinto tem sido a minha bússola. E isso, também, não é um bom negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola, a matemática e, depois, todas as matérias que envolviam cálculos ou qualquer raciocínio lógico, sempre foram meu ponto fraco. Todos os anos minha mãe precisava pagar aulas particulares para que eu fosse aprovada. Ter um ótimo desempenho em português, geografia e história não era credencial suficiente, tinha que pagar os pecados tentando compreender aquelas fórmulas cretinas, que em minha opinião, não faziam qualquer sentido para os planos de ser jornalista, advogada ou uma professora da área de humanidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao extremo de ter passado no vestibular para um curso de comunicação com uma boa classificação e, em contrapartida, ser reprovada em matemática no terceiro ano. Questão que foi resolvida com uma prova que contou com a extremada ajuda do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui uma boa aluna. Fiz a faculdade com esmero e perto de concluí-la, consegui um emprego. Na hora de negociar o salário os números me pegaram pelo pé. A minha noção era tão vaga sobre quanto eu valia, que pedi um salário que era vergonhoso até para um gari (sem, é claro, desmerecer os garis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foram minhas negociações seguintes. Sempre que precisava usar os números ao meu favor, lá estavam eles trabalhando fortemente contra mim. Nunca consegui chegar nem perto de ganhar na loteria, nunca tive os dias de férias que julgava ideais, as horas do dia sempre foram longas em dias de tédio e rápidas como um raio nos momentos de alegria. Minha conta bancária sempre teimou em ter menos dinheiro do que a minha vontade incontrolável de gastar mais, eu sempre tive mais sapatos, que juízo e as roupas pelas quais me apaixono, só estão disponíveis várias numerações abaixo do meu tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números são cruéis comigo quando o assunto é peso. Nesse caso, sempre ascendente. Nos últimos tempos, além da luta contra o ponteiro da balança que insiste em marcar um número totalmente desleal, estou às voltas com outros números, dessa vez de grande complexidade para a minha saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um problema renal crônico. Fui apresentada a ele em 1990. Desde então faço um acompanhamento para avaliar minha função. Nos últimos anos meus rins resolveram me sabotar, ou eu a eles – não sei bem quem está na dianteira nessa disputa – de tal forma que a cada exame a função que devia ser alta é baixa e as malditas taxas de creatina e uréia não param de subir. O resultado dessa equação é uma palavra que nunca gostei muito de pronunciar: hemodiálise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tenho função renal de menos, podem apostar que tenho esperança de sobra. E acho que está na hora dos números serem mais gentis comigo. Aceito a generosidade dos amigos – que sempre foi uma conta positiva na minha vida – e suas preciosas cotas de boas energias e vibrações. Nessa parada, não quero ser reprovada, no máximo aceito ficar para recuperação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-647107904478166042?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/647107904478166042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=647107904478166042' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/647107904478166042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/647107904478166042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/numeros-nao-gostam-de-mim.html' title='Números não gostam de mim!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SZB3RDziPNI/AAAAAAAAAGc/AzInQf8BQuA/s72-c/numeros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-6994054464384491219</id><published>2009-02-04T22:29:00.004-02:00</published><updated>2009-02-04T23:45:54.751-02:00</updated><title type='text'>Pode ser mais que um sonho</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYpCZIvEYWI/AAAAAAAAAGU/xSIlgJlcyx4/s1600-h/foi+apenas+um+sonho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299120911163875682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYpCZIvEYWI/AAAAAAAAAGU/xSIlgJlcyx4/s320/foi+apenas+um+sonho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vi um filme pertubador. Não é uma obra-prima, mas deixou-me bastante inquieta, talvez porque trate de uma questão que esteja permeando o atual momento da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi apenas um sonho” (Revolutionary Road) fala sobre uma mulher e sua dificuldade de ajustar-se ao “way of life” americano. Embora esteja ambientado na década de 50, talvez 60 é bastante atual, se considerarmos que a sensação de “não pertencimento” é atemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco a mulher, embora a história trate de um casal. Acontece que Kate Winslet que vive a protagonista é maior que sua personagem e mais uma vez faz um par discrepante com Leonardo Di Caprio, que continua com a mesma cara de menino dos tempos de Titanic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angústia da personagem é o ponto central da trama. Ela não se conforma – no sentido mais literal da palavra – em ser apenas uma dona de casa enquanto seu marido faz carreira numa empresa que está longe de ser o seu ideal profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ofegante ao vê-la fumando desenfreadamente para dar vazão à frustração diante de um destino que não quer viabilizar, mas que ao mesmo tempo parece ser sua única alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer quando o script que te querem fazer seguir não parece adequado ao que você deseja viver? Como romper com uma situação para a qual parecemos predestinados? Como superar o bloqueio imposto não apenas pelo seu núcleo familiar, mas que contamina a todos que estão à sua volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão de romper com as regras pré-estabelecidas vai desencadear mudanças em vários níveis. A relação afetiva será impactada e uma conspiração de forças sobrenaturais vão agir para devolver a situação à sua pseudo normalidade. É assim na vida real também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução encontrada pela personagem é drástica, mas ao final ficamos com a incômoda sensação de que quebrar a ordem das coisas pode resultar em perdas que nem sempre estamos prontos para suportar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música que escolhi para acompanhar esse post pode parecer inadequada, mas ao ouvi-la posso fechar os olhos e vislumbrar um outro desfecho para essa e outras histórias que pressupõem uma escolha. Eu recomendo: Não desista “de querer mais do que você pode ter”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dhP8tLnhNWA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dhP8tLnhNWA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-6994054464384491219?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/6994054464384491219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=6994054464384491219' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6994054464384491219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6994054464384491219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/pode-ser-mais-que-um-sonho.html' title='Pode ser mais que um sonho'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYpCZIvEYWI/AAAAAAAAAGU/xSIlgJlcyx4/s72-c/foi+apenas+um+sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8005837337553206489</id><published>2009-02-01T21:57:00.002-02:00</published><updated>2009-02-01T22:08:26.071-02:00</updated><title type='text'>A nossa canção</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYY5Ox4OAfI/AAAAAAAAAGM/Bx0-0EWeymo/s1600-h/can%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 232px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYY5Ox4OAfI/AAAAAAAAAGM/Bx0-0EWeymo/s320/can%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297984937718055410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao procurar uma razão que justificasse o fim do relacionamento, Maria Olívia encontrou uma porção, mas nenhuma parecia tão definitiva quanto aquela: eles se separaram e mesmo tendo vivido anos debaixo do mesmo teto, nunca tiveram uma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo e qualquer casal tem sua trilha musical. Eles não. É certo que ouviram e se emocionaram várias vezes ouvindo essa ou aquela canção, mas nenhuma ficou como marca registrada daquele amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então ela se lembrou também que não tiveram “lua de mel” e que ele não enviou flores quando nasceu o primeiro filho e que apenas uma vez – instigado pela irmã – mandou rosas no seu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Maria Olívia não quis mais lembrar, porque lembrar faz doer tudo outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w3J4lTzNFUM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/w3J4lTzNFUM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8005837337553206489?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8005837337553206489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8005837337553206489' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8005837337553206489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8005837337553206489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/02/nossa-cancao.html' title='A nossa canção'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYY5Ox4OAfI/AAAAAAAAAGM/Bx0-0EWeymo/s72-c/can%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-6652051692364658937</id><published>2009-01-30T16:03:00.003-02:00</published><updated>2009-01-30T16:14:11.605-02:00</updated><title type='text'>"Haja o que houver"</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/P-7RppbowKo&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/P-7RppbowKo&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Houve um período da minha vida em que me agarrei fortemente às coisas que me pareciam familiares. O meu quarto, por exemplo, passou a ser um refúgio. Eu não gostava de sair de lá. Tudo que eu precisava estava ali, principalmente segurança e aconchego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava também de ver filmes repetidos. A mesma história repassada vezes e vezes dava-me a tranqüilidade de saber o que me esperava ao final. Não havia surpresas. E eu tinha muito medo de surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa época que assisti de forma obcecada “Os Maias”, a mini-série da Globo baseada na obra de Eça de Queiróz. Para quem não conhece estamos falando do drama de dois irmãos que se apaixonam intensamente, sem saber de seus laços de sangue. Não sei quantas vezes repliquei os encontro e desencontros de Carlos Eduardo e Maria Eduarda da Maia. Sabia de cor diálogos inteiros. Principalmente os das cenas de amor. “Deve haver um sentimento assim... cheio de suavidade e sem tormentos”. “Porque há de se chegar logo ao fim das coisas”... “Adoro-te. Adoro-te”...”Não vês que estamos indissoluvelmente ligados”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda essa teia embalada por Madredeus. Perfeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou como naqueles tempos. Com vontade de entrar no meu refúgio, trancar a porta e deixar entrar “Os Maias”. Ficar ali absorta pela impossível história de amor, tão impossível quanto o amor parece para mim nesses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PjUU2ns6ytc&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PjUU2ns6ytc&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-6652051692364658937?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/6652051692364658937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=6652051692364658937' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6652051692364658937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6652051692364658937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/01/haja-o-que-houver.html' title='&quot;Haja o que houver&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-69573350968809252</id><published>2009-01-29T17:33:00.003-02:00</published><updated>2009-01-29T17:42:53.871-02:00</updated><title type='text'>Barbie e Eu</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYIFAi5vyWI/AAAAAAAAAGE/pF0gkhjDJcI/s1600-h/barbie.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296801618668276066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYIFAi5vyWI/AAAAAAAAAGE/pF0gkhjDJcI/s320/barbie.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda menina teve uma boneca de estimação. Eu tive a “Susi” – uma espécie de Barbie da década de setenta - que meu pai me deu de natal. Lembro que no dia que a compramos eu voltei para casa abraçada a ela e que nem respirava de tanta satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninas organizadas guardam suas bonecas para um dia entregá-las às suas filhas. Talvez, pela convicção de que jamais seria mãe de menina, a minha ficou perdida em algum armário e mamãe, que não teve boneca alguma, tratou de dá-la para alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que diz a psicologia, mas entendo as bonecas como uma representação de modelos femininos. Quando pequenas, meninas ganham bonequinhas que lembram bebes para aguçar seu instinto maternal. À medida que crescem, são apresentadas a bonecas que lembram adolescentes, jovenzinhas e depois mulheres feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi um diretor de marketing falando sobre o relançamento da “Susi”, afirmando que a boneca teve seu perfil adequado às características da mulher brasileira e latina, ou seja, ela passa a ter uma bunda arrebitada e um pouco mais de volume no seio, já que isso é uma tendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia desse post passa longe de discorrer sobre o mal que esses arquétipos farão um dia a milhões de mulheres que não poderão se identificar com eles. Não se trata também de reminiscências sobre a infância e a boneca perdida. Na verdade, escrevo para dizer que nos meus dias de adulta ganhei uma Barbie fashion e longilínea. E antes que alguns torçam o nariz achando que estou velha demais para brincar de boneca, informo que a minha Barbie é de carne e osso. Opa! Não se preocupem, pois não estou me pegando com mulheres, não se trata disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barbie é o apelido carinhoso que gosto de atribuir à minha melhor amiga nos dias em que ela se comporta como uma. Hoje foi assim. Lá estava ela, em cima de um salto que faria minha hérnia de disco colapsar, com sua blusinha rosa e seus cabelos loiríssimos e lisos perfeitos como os de uma boneca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que tento escrever sobre ela. Se fosse um casamento, estaríamos perto de completar a maioridade conjugal. Mas é difícil falar sobre ela, como é difícil falar sobre as pessoas que amamos e que fazem diferença para nós. Difícil porque quaisquer qualidades que queiramos atribuir a essas pessoas parecem miúdas diante da importância que elas têm. Mas ao nos despedirmos hoje ela disse que gosta de terminar seus dias lendo o Blog e pediu para eu escrever. Portanto, esse post é para a minha única e verdadeira Barbie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol, um beijo e o carinho dessa “equilibrista” prá você - que segue com nossa trilha sonora. (xiiii...agora vão achar mesmo que a gente tá de rolo. rs)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tTix6iC8uqU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tTix6iC8uqU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-69573350968809252?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/69573350968809252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=69573350968809252' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/69573350968809252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/69573350968809252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/01/barbie-e-eu.html' title='Barbie e Eu'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SYIFAi5vyWI/AAAAAAAAAGE/pF0gkhjDJcI/s72-c/barbie.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-143784151646677690</id><published>2009-01-26T21:10:00.004-02:00</published><updated>2009-01-26T21:19:52.212-02:00</updated><title type='text'>Ser Michelle Obama</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SX5ESlsBRpI/AAAAAAAAAF0/64RHSLYMmdc/s1600-h/michelle_obama.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295745297979360914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SX5ESlsBRpI/AAAAAAAAAF0/64RHSLYMmdc/s320/michelle_obama.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na semana passada os olhos do mundo estiveram voltados para um acontecimento que será um divisor de águas na política americana. Num país em que as questões de raça sempre foram controvertidas, um homem negro chegou ao cargo mais cobiçado do planeta: a presidência dos Estados Unidos. A grande potência. A nação soberana sobre as demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posse de Obama mereceu e continuará merecendo teses e teses. Ela tem sido analisada do ponto de vista político, antropológico, sociológico, econômico, cultural, social e umas tantas outras denominações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não menos importante foi o destaque que seu deu à primeira dama: Michelle. Uma mulher superlativa. É alta, imponente, elegante e nem de longe pode ser considerada uma eminência parda como Marisa Lula da Silva – bem, a comparação é por demais abissal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei pela TV toda a liturgia da posse. Foi bonito ver a multidão reunida debaixo do frio para aplaudir o homem que vai conduzir os desígnios da sua e de tantas outras nações. Mas foi também divertido acompanhar os esforços de jornalistas e cientistas políticos tentando decifrar uma questão que está além da geopolítica: que mensagens Michelle queria enviar com as roupas que usou nas cerimônias do dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me instigou por alguns momentos a ser Michelle Obama. E na pele da Cinderela negra me perguntar: que mensagens estariam embutidas naquele figurino? Para ser franca penso que dificilmente me preocuparia – numa ocasião dessas – com pretensos discursos. Será que Michelle não foi apenas uma mulher intuitiva que escolheu sua roupa como qualquer uma de nós quando queremos “causar”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que escolher uma estilista de ascendência cubana ou um jovem chinês de Taiwan faz parte de uma estratégia política ou verde e branco são cores que ressaltam a cor morena que agora tem tanto valor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E francamente: quem se importa com estratégia quando se está nos braços de um homem que se não fosse presidente podia ser um astro de Hollywood? E quem se importa se ele não é exatamente um pé-de-valsa se te faz rodopiar lindamente ao som de “At Last”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michelle, você jamais lerá esse post, mas pode ter certeza de que fechei meus olhos um monte de vezes nesses dias e sonhei estar com aquele vestido branco de chifon nos braços de Obama levitando enquanto Etta James sussurra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“At last my love has come along&lt;br /&gt;My lonely days are over&lt;br /&gt;And life is like a song&lt;br /&gt;Ohh yeah&lt;br /&gt;At last the skies above are blue&lt;br /&gt;And my heart was wrapped in clover&lt;br /&gt;The night I looked at you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I found a dream that I could speak to&lt;br /&gt;A dream that I could call my own&lt;br /&gt;I found a thrill to press my cheek to&lt;br /&gt;A thrill that I have never known&lt;br /&gt;Oh yeah yeah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You smiled ohh and then the spell was cast&lt;br /&gt;And here we are in heaven&lt;br /&gt;For you are mine at last&lt;br /&gt;For you are mine at last”… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/edGDt5izxIg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/edGDt5izxIg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-143784151646677690?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/143784151646677690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=143784151646677690' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/143784151646677690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/143784151646677690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/01/ser-michelle-obama.html' title='Ser Michelle Obama'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SX5ESlsBRpI/AAAAAAAAAF0/64RHSLYMmdc/s72-c/michelle_obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3434951462403174909</id><published>2009-01-23T17:36:00.000-02:00</published><updated>2009-01-23T17:37:03.978-02:00</updated><title type='text'>"E qualquer desatenção..faça não"!</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jStx8oxtNCc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jStx8oxtNCc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3434951462403174909?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3434951462403174909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3434951462403174909' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3434951462403174909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3434951462403174909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/01/e-qualquer-desatenofaa-no.html' title='&quot;E qualquer desatenção..faça não&quot;!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4181984713170794506</id><published>2009-01-21T16:26:00.004-02:00</published><updated>2009-01-21T16:37:28.606-02:00</updated><title type='text'>Minhas Férias na "Ilha"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SXdrQnOZx8I/AAAAAAAAAFs/o8P3CT7L4a8/s1600-h/lost_ano3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SXdql2Zs7vI/AAAAAAAAAFk/uyvPdj-TAY8/s1600-h/ilha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293817085488328434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SXdql2Zs7vI/AAAAAAAAAFk/uyvPdj-TAY8/s320/ilha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses li a seguinte frase: “a única coisa chata das férias é que elas acabam”. É verdade. Como dizia o mesmo articulista “sempre há uma segunda-feira esperando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas férias tinha um compromisso: passar parte delas numa ilha. Não numa ilha qualquer. Ela fica em algum lugar do Pacífico. Não há resorts nela. As melhores acomodações ficam numa vila, mas cavernas, cabanas e barracas na praia são lugares mais seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diferencial da ilha, diga-se de passagem, paradisíaca, são seus visitantes. Do time masculino eu destacaria o jovem médico, o mau caráter bonitão, o iraquiano que foi predestinado a não ser feliz no amor, o gordinho meigo, o &lt;em&gt;rock star&lt;/em&gt; decadente e o cinqüentão inseguro. Quanto às mulheres, vou me concentrar em Kate. Ela tem um passado controvertido, mas quem se importa com isso se ela é dona do coração dos homens mais interessantes de lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive visitando a “ilha” na companhia de meu sobrinho neto Victor. Aliás, essa visita era um compromisso que tinha com ele. Bem, para os iniciados é fácil sacar que estou falando de LOST. O seriado americano que mobiliza as atenções de um público cativo, que já mereceu uma centena de teorias sobre os mistérios que envolvem a trama e para a qual cabem muitas interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LOST fala de um vôo que saiu de Sidney, na Austrália em direção a Los Angeles, mas que não chegou ao seu destino. Caiu numa ilha. Milagrosamente, alguns passageiros sobreviveram. Esse é o ponto de partida para uma história que não tem audiência, têm adictos. Aqueles que a seguem se tornam dependentes. Tudo que querem é receber uma nova peça que possa, por fim, revelar o desenho por trás do mosaico de personagens complexas. A cada episódio vemos nossas teorias caírem por terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento LOST parecia querer nos falar sobre globalização, já que temos nessa ilha pessoas de nacionalidades distintas. Na adversidade, elas são obrigadas a gerenciar suas diferenças sociais, econômicas e culturais, suas fraquezas, sua grandeza e sua pequenez para sobreviver à tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo há fortes doses de misticismo, ciência, religião e aguça a curiosidade porque de alguma forma todos os integrantes do vôo que caiu parecem ter algum tipo de conexão. Há momentos em que LOST parece uma representação de céu e inferno. De bem e de mal. A ilha pode ser analisada como um local onde as pessoas vão expiar seus pecados e rever suas trajetórias, fazer correções de rumo e recomeçar uma vida diferente daquela que experimentavam antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há os “outros”. Aqueles que representam uma incógnita. São os mocinhos ou os vilões? Devemos temê-los ou reverenciá-los? Há muitas perguntas sobre LOST. Ontem li uma matéria na qual os produtores diziam que é difícil agradar a todos os seguidores da série. Alguns demandam mais misticismo. Outros estão mais interessados em filosofia e religião. Mas outros – e me incluo entre eles – querem apenas saber se Kate vai escolher Jack ou Sawyer. É, podem apostar, LOST tem boas doses de romance também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quinta temporada começa hoje nos Estados Unidos e claro, haverá uma legião de pessoas com os olhos cravados na TV para tentar entender porque raios o Locke que ficara na ilha apareceu em Los Angeles ... bem, se você quer mais detalhes faça como eu: grude no sofá e se prepare para a aventura. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4181984713170794506?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4181984713170794506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4181984713170794506' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4181984713170794506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4181984713170794506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/01/minhas-frias-na-ilha.html' title='Minhas Férias na &quot;Ilha&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SXdql2Zs7vI/AAAAAAAAAFk/uyvPdj-TAY8/s72-c/ilha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4581077015452771790</id><published>2009-01-12T01:13:00.004-02:00</published><updated>2009-01-12T01:26:49.930-02:00</updated><title type='text'>Família</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SWq330kijvI/AAAAAAAAAFE/qBa-ELb6e_I/s1600-h/familia18ty.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290242881932660466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SWq330kijvI/AAAAAAAAAFE/qBa-ELb6e_I/s320/familia18ty.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou lendo um livro muitíssimo interessante chamado "&lt;em&gt;Os Irmãos Karamabloch&lt;/em&gt;", um relato sobre uma família de ucranianos, os Bloch, que construíram um império de comunicação no Brasil. Durante muitos anos o destaque da empresa ficou por conta da revista Manchete, que, mal comparando, seria hoje um misto de "Caras", Contigo" e um pouco de "Veja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista teve um papel importante na minha formação cultural. Foi pelas suas páginas que pela primeira vez soube da existência de Leila Diniz, Marilyn Monroe, a sina trágica dos Kennedy, Che Guevara e das coisas que rolavam no Brasil e no mundo nas décadas de sessenta e setenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão Brasil assinava essa revista e outra do mesmo grupo chamada “Fatos e Fotos”. Tinha um ciúme louco de seus exemplares e certa vez quase me matou porque recortei uma de suas páginas para usar num trabalho da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me chama atenção no livro é perceber que independente da nacionalidade, da cultura, do fator econômico, as famílias são muito parecidas e como diria Caetano Veloso... “de perto ninguém é normal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda família tem sua porção de loucos, de tarados, de muquiranas, de pistoleiras, de bons &lt;em&gt;vivants&lt;/em&gt;, de gente que rala e de gente que nunca disse a que veio. Se algum dia pudesse escrever sobre a minha família eu o faria com a honestidade desse autor – sim, ele mesmo um Bloch – pois, para falar dos “nossos” é preciso sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da família e de seus integrantes famosos está na moda. Vejamos o exemplo de Jayme Monjardim que resolveu dirigir uma minissérie sobre a vida de sua controvertida mãe: Maysa. Imagine o quanto custou a ele abrir as gavetas do passado e – desculpe o trocadilho – passar a limpo essa estória. A catarse foi completa porque ele convidou seus próprios filhos para interpretá-lo na juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de família é sempre uma tarefa complexa. Todos nós temos poeira escondida sob o tapete e nem sempre é possível promover uma grande faxina. Convivendo mais de perto com a minha nesse final de ano percebi que ela é bonita, apesar de todos os seus defeitos. Olhando as gerações que começam a se mesclar é possível reconhecer aquilo que fomos, aquilo que somos e o que seremos. Esse olhar pode ser uma bússola, um balizador, pois dar prosseguimento a vidas que foram construidas a partir de muitas amostras sempre representará ônus e bônus para o nosso inventário pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4581077015452771790?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4581077015452771790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4581077015452771790' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4581077015452771790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4581077015452771790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/01/famlia.html' title='Família'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SWq330kijvI/AAAAAAAAAFE/qBa-ELb6e_I/s72-c/familia18ty.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-6037322685172585226</id><published>2009-01-07T17:02:00.003-02:00</published><updated>2009-01-07T17:07:32.192-02:00</updated><title type='text'>"Tudo novo... de novo"!!</title><content type='html'>2009 já chegou! Saudemos, portanto o ano que já segue seu curso. E como diria o Paulinho Moska, que seja “tudo novo de novo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wsST_dcvecc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wsST_dcvecc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-6037322685172585226?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/6037322685172585226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=6037322685172585226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6037322685172585226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6037322685172585226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2009/01/tudo-novo-de-novo.html' title='&quot;Tudo novo... de novo&quot;!!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8910920062648428165</id><published>2008-12-29T11:44:00.002-02:00</published><updated>2008-12-29T11:50:23.159-02:00</updated><title type='text'>Vida de Cinema</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SVjUpxkxL3I/AAAAAAAAAE8/sVBdLCO8Nfg/s1600-h/beijo(2).jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SVjUpxkxL3I/AAAAAAAAAE8/sVBdLCO8Nfg/s320/beijo(2).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285207976866557810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maria Olívia não é bonita. É daquelas mulheres que não fazem diferença na multidão. Aliás, multidões afugentam Maria Olívia que é dada ao anonimato. Não foi sempre assim. Ela já foi exuberante. Ela já causou frisson, mas ela é distraída. Quando  encantava homens e mulheres, nunca se deu conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Olívia ama ir ao cinema. Quando as luzes se apagam, ela pode ser muitas pessoas e esquecer a sua insignificância. Ela já foi uma adolescente passeando por Viena na companhia de um jovem americano que conheceu num trem. Tempos depois ela o reencontrou em Paris e eles descobriram que o tempo não separa aquilo que estava predestinado a viver junto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Olívia já foi uma alemã cruzando a Europa levando em seu carro um estranho. Viveu momentos de grande tensão, mas sofrimento e apreensão ficaram miúdos quando ele cortou seus cabelos, pintou-os e deu a ela um novo rosto. Não porque o anterior não fosse belo, mas porque era preciso protegê-la.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maria Olívia já chorou na ópera vestida num deslumbrante vestido de menina rica, ao lado de um homem que pagou pela sua companhia e fez dela uma Cinderela moderna. E foi ao som de ópera que, suspensa em cordas, foi apresentada a afrescos que estampavam as paredes de uma catedral italiana, destruída pelos horrores da guerra. A guerra que pode tudo, menos destruir o amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela já visitou o submundo dos crimes sexuais, ao lado de seu parceiro policial e mesmo havendo entre eles uma paixão latente, Maria Olívia sabe que esse amor não pode se consumar o que a fez correr para os braços do primo que não podia amá-la, pois lhe coube tocar os negócios da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Olívia já se apaixonou por um homem bem mais velho, que lhe deu de presente luvas de uma loja cara de NY, abriu para ela sua casa luxuosa, mas nunca permitiu que ela entrasse no seu coração. Ela também experimentou o amor maduro, com um viúvo em Madri, mostrando-lhe que a velhice pode nos levar de volta às travessuras da infância e que nada deve ser levado tão a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, embarcou naquele vôo que terminou em destroços numa ilha, onde ficou dividida entre o amor de um médico e um canastrão. Os dois com seu charme. Para não precisar escolher, ela foi se deitar numa cama em Tóquio com um ator decadente e viver um dos encontros mais sensuais onde eles apenas trocaram um carinho discreto. Momento que talvez só tenha sido superado por aquele outro no qual ela dançou num rancho americano com o homem que não podia ser seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo foi recompensado quando ela, sobre o balcão de um bar, recebeu um “beijo roubado”, ou quando, súbito, um personagem de quadrinhos desceu de uma longa teia e a beijou ternamente. Ah! Os beijos são sempre o melhor na vida de cinema de Maria Olívia. Mesmo aqueles que demoraram tanto para acontecer, como o que recebeu no Empire State, ou o outro que trocou no Central Park depois de brincar de gato e rato com um amor virtual. E aquele que aconteceu na casa da Floresta, depois de uma morte trágica. Ou aquele que ela experimentou numa ilha grega, quando descobriu que “sexo é sexo e barco é barco”. E aquele outro, eternizado, em que as ondas do mar não foram capazes  de aplacar o furor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Olívia também experimentou as delícias de triangular uma relação e o ônus e bônus que isso representa, principalmente quando não estamos certos se queremos a paixão ou a estabilidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A vida de Maria Olívia é assim: como um filme de amor de Hollywood, sempre com final feliz, mas sempre filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-8910920062648428165?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/8910920062648428165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=8910920062648428165' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8910920062648428165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/8910920062648428165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/12/vida-de-cinema.html' title='Vida de Cinema'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SVjUpxkxL3I/AAAAAAAAAE8/sVBdLCO8Nfg/s72-c/beijo(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4112221964671352857</id><published>2008-12-28T22:50:00.002-02:00</published><updated>2008-12-28T22:53:48.862-02:00</updated><title type='text'>"Amando sobre os Jornais"</title><content type='html'>Assim eu queria o amor hoje. O amor que habita qualquer canto, que não se importa com o conforto, que apenas quer ser amor na sua mais e absoluta totalidade.&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7el0VlrW3_Q&amp;amp;hl=" fs="1" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4112221964671352857?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4112221964671352857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4112221964671352857' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4112221964671352857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4112221964671352857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/12/amando-sobre-os-jornais.html' title='&quot;Amando sobre os Jornais&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-6685959112601724418</id><published>2008-12-28T19:50:00.005-02:00</published><updated>2008-12-28T22:25:34.682-02:00</updated><title type='text'>"A dor da gente não sai no jornal"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SVf19vGK3HI/AAAAAAAAAE0/C1Dvxz1KGXk/s1600-h/luto%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SVf19vGK3HI/AAAAAAAAAE0/C1Dvxz1KGXk/s320/luto%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284963128705735794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“O soldado da Academia da Polícia Militar Eduardo Toledo Santiago, 26, e o agente prisional Rafael Rodrigues Trindade, 26, foram mortos a tiros, à 00h30 desta terça-feira, no Bar Altas Horas, localizado na Rua S1, no Setor Bela Vista, em Goiânia.” &lt;br /&gt;(Diário da Manhã, 24/12/2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Chico Buarque “aqui, a notícia carece de exatidão”. Todos os dias nos deparamos com notícias iguais ou mais crueis do que essa nos jornais. Muitas vezes, de tão banais, fazemos questão de passar ao largo, porque, enfim, é mais uma morte e afinal também, os personagens são anônimos. Dessa vez, entretanto, um dos personagens é da família. Foi a violência chegando na nossa porta e ceifando, barbaramente, a vida de um jovem a quem todos atribuiam as melhores qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi esse menino nascer. Ele era o filho mais velho da minha prima Zezé, com quem compartilhei bons momentos na adolescência. Embora não tivessemos contato nos últimos tempos, sabia da trajetória de seus filhos. Zezé é filha da minha tia Deolvira, uma pessoa que amo, respeito e admiro. Foi de cortar o coração. A dor de ver uma mãe perder seu filho, a dor de avós perdendo seu neto, a dor de irmãos, primos, amigos, colegas de trabalho, namorada, todos perplexos diante da barbárie. Todos os olhos procurando uma resposta e todos os abraços tentando o impossível: atenuar a dor daquela mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a vi várias vezes tocando o rosto, as mãos do filho inerte, como a gente confere os filhos quando nascem, sentindo o alívio ao constatar que são perfeitos, de que vieram inteiros do nosso ventre. Mas ali estava o gesto ao contrário, era o abraço demorado de quem, pela última vez, tenta trazer para dentro de si aquele que está irremediavelmente apartado. E ai, Chico Buarque tem de novo o verso preciso “ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim”...porque perder um filho é como vê-lo recolhido para sempre num parto inverso. A cria volta para dentro e lá, passa a ser uma chaga que nunca vai sarar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçada ao meu filho Guilherme eu agradeci milhões de vezes naquela manhã, por tê-lo ao meu lado e contava os minutos para que o Rodrigo chegasse e eu pudesse sentí-lo, para dar ao meu coração o conforto de que aquela perda não era a minha. Porque nenhuma dor pode ser igual a de perder um filho. Nada pode ser mais cruel. Num minuto você planeja a festa de natal, a viagem de férias e no outro não tem mais nada. Apenas o vazio, a dor, a inaceitável e inexorável ausência. O sentimento de que não deu o último abraço, não falou mais uma vez do seu óbvio amor, não olhou mais demoradamente nos seus olhos. No final, fica o vazio, fica o silêncio, como foi naquela terça-feira, véspera de natal. No final, todos caminhando dolorosamente silenciosos, sem palavra que pudesse expressar o absurdo momento, a separação que ninguém deseja, o filho que fica ali, e que será para todo o sempre uma saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-6685959112601724418?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/6685959112601724418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=6685959112601724418' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6685959112601724418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/6685959112601724418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/12/dor-da-gente-no-sai-no-jornal.html' title='&quot;A dor da gente não sai no jornal&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SVf19vGK3HI/AAAAAAAAAE0/C1Dvxz1KGXk/s72-c/luto%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-5014845490937180322</id><published>2008-12-18T17:22:00.003-02:00</published><updated>2008-12-18T17:51:32.081-02:00</updated><title type='text'>“Rogai por nós, que recorremos a vós”</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUqomyg31UI/AAAAAAAAAEU/6jWWpEZvUNQ/s1600-h/Imagem_055.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUqomyg31UI/AAAAAAAAAEU/6jWWpEZvUNQ/s320/Imagem_055.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281218897393472834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre sou cobrada na minha família por não ter uma conduta religiosa mais disciplinada. Tenho uma origem católica, tenho um companheiro de formação católica, mas meus filhos não foram criados com o hábito de freqüentar a igreja, assim como eu. Isso, de certa forma, sempre soou como um distanciamento ou até mesmo negligência. Na juventude, não ir à igreja talvez fosse mesmo uma forma de rebeldia. Mas a maturidade promove muitas mudanças e embora eu continue um tanto avessa aos rituais, sinto que a religiosidade vem me envolvendo numa teia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem estava em casa quando ouvi um cântico religioso. Olhei pela janela e era uma pequena procissão. Algo não muito comum em Brasília, especialmente numa quadra em que todos vivem em apartamentos. Fiquei profundamente emocionada e chorei copiosamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi com minha sobrinha Viviane a rezar e fazer novenas para santa Terezinha. Bem, eu tento ser merecedora de suas graças, já que ela tem uma predisposição não disfarçada em atender a Vivi. (por puro merecimento, diga-se de passagem!) Quando meu filho Guilherme nasceu e passou 44 dias numa UTI neonatal, assim que deixamos o hospital fiz questão de passar com ele na Igreja Dom Bosco, em Brasília para agradecer a benção suprema que havíamos recebido de tê-lo com saúde. Nos 17 dias em que Rodrigo esteve internado numa UTI, pouco tempo atrás, ficava aguardando ansiosa o momento em que padre Jorge vinha rezar com ele e para ele. Sou convicta de que o restabelecimento do meu filho se deu graças a energia imensa de orações vindas de todos os cantos e de sua própria fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé é um sentimento incrível. Mas não apenas a fé que dedicamos às santidades. Ter fé na vida e nas pessoas é uma forma de estar perto de Deus. Todas as noites faço questão de rezar e agradecer tudo que tenho, que já tive e que terei. Não falo de coisas materiais. Falo da família, dos amigos e da força que todos os dias me impele a seguir em frente, apesar das adversidades, das dúvidas, das angústias, dos medos e dos desafios. Mudança de ano é sempre um momento para renovar a fé e é nela que estou apostando todas as fichas. Que a fé nunca nos abandone e que seja sempre um braço forte a nos amparar e proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha fé em você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-5014845490937180322?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/5014845490937180322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=5014845490937180322' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5014845490937180322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/5014845490937180322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/12/rogai-por-ns-que-recorremos-vs.html' title='“Rogai por nós, que recorremos a vós”'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUqomyg31UI/AAAAAAAAAEU/6jWWpEZvUNQ/s72-c/Imagem_055.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-3675843537410635899</id><published>2008-12-14T22:43:00.003-02:00</published><updated>2008-12-14T22:51:21.225-02:00</updated><title type='text'>"Keep Walking"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUWptQl7OFI/AAAAAAAAAEM/iKy1FoHuMoU/s1600-h/Imagem+054.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUWptQl7OFI/AAAAAAAAAEM/iKy1FoHuMoU/s320/Imagem+054.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279812733175019602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é a proximidade do final do ano. &lt;br /&gt;Não sei se é a vida me mandando sinais óbvios.&lt;br /&gt;Não sei se foi a música que acabei de ouvir. &lt;br /&gt;Não sei se foi a propaganda que instiga: “keep walking”.&lt;br /&gt;Enfim, sinto-me pressionada a ir adiante. A seguir em frente, a fazer planos. &lt;br /&gt;Mas falta-me ousadia. &lt;br /&gt;Aquela que viveu em mim algum tempo. &lt;br /&gt;Que me fez arrumar as malas numa noite de domingo e cruzar as fronteiras físicas, materiais e emocionais para salvar um grande amor. &lt;br /&gt;Aquela que me fez de aço quando a saúde do meu filho estava em perigo. &lt;br /&gt;Aquela que me fez dirigir um carro por uma estrada desconhecida para ir a um show de jazz. &lt;br /&gt;Aquela que me fez correr para os braços de um estranho. &lt;br /&gt;Aquela que me devolveu a lucidez. &lt;br /&gt;Aquela que me fez olhar a lua e rir sozinha num estacionamento naquele dia tão feliz da minha vida. &lt;br /&gt;O que fazer quando a cabeça é um redemoinho, mas os pés não saem do chão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-3675843537410635899?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/3675843537410635899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=3675843537410635899' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3675843537410635899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/3675843537410635899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/12/keep-walking.html' title='&quot;Keep Walking&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUWptQl7OFI/AAAAAAAAAEM/iKy1FoHuMoU/s72-c/Imagem+054.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-4714144464860550574</id><published>2008-12-12T03:46:00.004-02:00</published><updated>2008-12-12T04:58:24.947-02:00</updated><title type='text'>INSÔNIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUIJcp15KII/AAAAAAAAAEE/rrlj24k_4Iw/s1600-h/ins%C3%B4nia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 297px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUIJcp15KII/AAAAAAAAAEE/rrlj24k_4Iw/s320/ins%C3%B4nia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278792101104527490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você começa procurando uma posição. Vira para a esquerda. Vira para a direita. Depois coloca um travesseiro entre as pernas. Fica recostada na cabeceira. Depois de um tempo começa a pensar em paisagens bucólicas para serenar o espírito. O relógio vai rolando lentamente e começa o desconforto, porque os pensamentos bucólicos são rapidamente substituídos por outros que remetem às tarefas do dia seguinte, ou melhor, as tarefas de daqui a pouco, porque você se dá conta de que o outro dia já vai chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma luta insana toma a decisão: levanta e começa a circular pela casa. Fica observando pela janela todas as luzes apagadas dos outros apartamentos e invejando o sono que a maioria deve estar experimentando. Passa as páginas de uma revista, tenta manter a atenção no livro sobre “Cultura Geral”, mas o pensamento te leva rápido da Grécia para as compras do supermercado que precisa fazer amanhã. (quer dizer, hoje). Então lembra de fazer um chá. Aquele, de laranjas vermelhas, que você comprou na “Casa de Chá”. Que absurdo: 100 gramas = R$ 32,00. Essas laranjas devem ser raras. Aliás, não me lembro de já ter visto uma laranja vermelha. Nossa! O gosto é ótimo, mas espera lá. Dava para comprar um CD. Caramba. É quase metade das compras de frutas e verduras da semana. Imagina se eu tivesse comprado um dos serviços de chá da loja? Tinha um maravilhoso, mas custava mais de 300 reais! Talvez abrir uma loja de chás seja um bom negócio. Afinal, a dona me atendeu pessoalmente e estava vestindo uma roupa linda e tinha um anel maravilhoso no dedo. Uma pedra azul. Também, se ela vender um quilo de chá por dia, pode comprar o que quiser. Deus! Que tipo de pensamento te ocorre numa hora dessas. Mas o chá é mesmo dos deuses. Quem sabe o futuro não seja comercializar laranjas vermelhas? Imagina o que mais se pode fazer com elas. Talvez uma máscara de rejuvenescimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me tensa. Amanhã, quer dizer, hoje vai ter uma festa aqui em casa. Vou receber pessoas que nunca estiveram aqui. Estou excitada com a idéia. Sei que vai ser tri divertido, mas amanhã vou ter que ser a tal mulher multifuncional. Tenho que fazer as unhas – que estão um lixo! Cortar o cabelo e escovar e no meio disso tudo tenho que fazer o jantar, comprar os petiscos, participar de uma banca de TCC e ainda por cima trabalhar. Deus! Como é que vou conseguir? Eu vou conseguir. Poxa! Como as cadeiras da sala estão sujas. O tecido está velho. Mas não dá tempo de lavar, nem de trocar. Será que as pessoas vão perceber essa mancha? E o pernil? Será que vai ficar tão bom como o que minha mãe faz? Usei um pouco de canela. Acho que vai dar um sabor exótico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céus! E ainda preciso comprar o presente de amigo oculto. Não entendo porque os shoppings e salões de beleza não funcionam na madrugada. Ao contrário de perder horas lutando com a insônia podia resolver todas as minhas pendências. Talvez abrir um salão que funcione 24 horas seja um bom negócio. Já pensou? Uma massagem numa hora dessas? Uma limpeza de pele? Você ia amanhecer sem olheiras. Aliás, olheiras é o que terei amanhã. Quer dizer: hoje. Acho que está na hora de apelar para o Rivotril. Tomar a outra metade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ter um dispositivo que indicasse as pessoas que você conhece e que também estão com insônia. Era uma boa hora para interagir. Já pensou ligar para alguém e perguntar: “oi, você está acordada”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível, mas esse chá vale cada centavo. É uma delícia. Não posso esquecer de comprar os guardanapos. Será que petiscos árabes combinam com pernil? “Do coquetel à festa chique: o plano de beleza perfeito para você arrasar em todos os eventos de final de ano”. É uma das chamadas de capa da revista. E tudo que eu quero é dormir e estar viva para a festa de amanhã. Quer dizer, de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor voltar para a cama e tentar dormir. Deus é pai. Eu vou fechar os olhos e o milagre do sono há de se materializar. “Boa noite e boa sorte”! Que assim seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-4714144464860550574?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/4714144464860550574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=4714144464860550574' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4714144464860550574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/4714144464860550574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/12/insnia.html' title='INSÔNIA'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SUIJcp15KII/AAAAAAAAAEE/rrlj24k_4Iw/s72-c/ins%C3%B4nia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-2435275466655014752</id><published>2008-12-03T23:06:00.007-02:00</published><updated>2009-01-07T17:09:05.101-02:00</updated><title type='text'>"Primeiros (e definitivos) Erros"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/STc2tqZ7gYI/AAAAAAAAADk/B4mRt0EfUFk/s1600-h/interrogar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275745646592885122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/STc2tqZ7gYI/AAAAAAAAADk/B4mRt0EfUFk/s320/interrogar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/STcwpKyo0YI/AAAAAAAAADU/KVV7u1sA5Po/s1600-h/duvidas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se fosse fazer um ranking das minhas músicas preferidas, “Primeiros Erros”, do Kiko Zambianki (mas que a gente ama na voz do Dinho, do Capital Inicial) estaria entre as cinco mais queridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia tempo que não ouvia essa música, já que nos últimos tempos a obsessão pela música do Drexler toma conta da minha vida. Os versos ficaram martelando na minha cabeça. “Se um dia eu pudesse ver, meu passado inteiro e fizesse parar de chover, nos primeiros erros, meu corpo viraria sol, minha mente viraria sol, mas só chove, chove...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros. Ah! Sempre os erros. E a dificuldade de voltar atrás e consertar. Essa idéia tomou conta de mim, ficou me espreitando o dia todo e embora eu fizesse de conta que não era comigo, lá estava a minha mente apontando para os erros, os primeiros, os costumeiros, os inevitáveis erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro do dia? Ter comprado por puro impulso um sapato preto porque queria combinar com um vestido. É claro que tenho pelo menos uns dez pares de sapatos pretos, mas nenhum parecia adequado. Depois de passar um dia inteiro com aquele sapato me apertando, maltratando meus pés, fiquei me penitenciando por mais uma compra feita não pela necessidade, apenas porque havia um vazio que não podia ser preenchido de outra forma. Se não é possível mitigar os males da alma, vamos ao shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me muito alegre nos últimos dias, mas percebo que algo não está exatamente bem. Sei disso porque comprei uma estante de uma colega que está fazendo um “garage sale”. Eu não estou precisando de uma estante, não como essa. Ontem eu comprei uma faca elétrica. Eu sempre desejei uma e afinal, vai ser a festa do Giovani, eu vou servir pernil e imaginei que seria impossível cortar essa carne da forma tradicional. Comprei também uns copos, na verdade, uma dúzia. Eu tenho problemas com copos. Sempre quero comprá-los. Como já estava mesmo na Casa do Rio Grande do Sul, aproveitei para comprar outras quinquilharias domésticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, hoje comprei um edredon. Sai pelo shopping (por um infortúnio eu trabalho em um) e não conseguia pensar em nada que eu quisesse, quando súbito, me dei conta de que queria um edredon. Comprei. Afinal, “chove, chove, chove”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros. Sempre os erros. E esses nem são os piores. O que dizer daquele amor que você perdeu porque tentou de forma demasiada ser ele e não você? E aquela conversa que você abreviou porque jurava que ia encontrar a pessoa em poucos dias, mas ela se foi antes que essa oportunidade chegasse? E aquela garota que você passou meses achando que era uma chata de galochas e no fundo era uma amiga inigualável e agora você tem que passar anos sem vê-la, porque a distância fez o favor de juntá-las e separá-las, tudo ao mesmo tempo agora? E o que dizer daquela amiga que você acolheu e que hoje não fala sequer um “oi”? E o tempo enorme que você perdeu querendo que seus filhos fossem pessoas que eles não estavam vocacionados a ser?&lt;br /&gt;E todos os atalhos que você vive escolhendo, mesmo sabendo claramente que esse caminho não te levará a lugar algum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como saber que os erros são erros? Você sabe? Eu, não. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SV_ennRrTu0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SV_ennRrTu0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-2435275466655014752?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/2435275466655014752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=2435275466655014752' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2435275466655014752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/2435275466655014752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/12/prmeiros-e-definitivos-erros.html' title='&quot;Primeiros (e definitivos) Erros&quot;'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/STc2tqZ7gYI/AAAAAAAAADk/B4mRt0EfUFk/s72-c/interrogar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-63001477911141824</id><published>2008-11-25T18:28:00.002-02:00</published><updated>2008-11-25T18:33:02.661-02:00</updated><title type='text'>O Marketing e a Filantropia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SSxg7V_C7WI/AAAAAAAAADM/60TIf6Fvg3s/s1600-h/palha%C3%A7o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272695836374134114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SSxg7V_C7WI/AAAAAAAAADM/60TIf6Fvg3s/s320/palha%C3%A7o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há milhões de razões para perder a fé na humanidade. Como seguidora de Pollyanna, a menina sempre feliz, continuo acreditando que tudo vai dar certo, que as pessoas um dia serão boas e que o bem triunfará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreende-me, cada vez mais, como as práticas para arrancar qualquer dinheiro da gente, vêm sendo aperfeiçoadas pelos “pedintes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível você estacionar um carro sem ter alguém que apareça do nada para te ensinar a manobrar o carro e lançar o clássico: “pode olhar, tia”? Há variações. A abordagem pode ser: “pode olhar, dona? Ou...”pode olhar, moça”? Ou pode ser um plus do tipo: “pode olhar, doutora”? A questão é: sempre haverá alguém de qualquer idade ou sexo que quer olhar o seu carro, mesmo que você esteja estacionando em Marte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu defendo a inclusão social. Eu estou do lado daqueles que acham que é preciso distribuir renda, mas caramba! Se você for atender a todos os “pode olhar” e demais pedidos aos quais fica exposta cada vez que anda pela rua ou que para num sinal, pode apostar: logo, logo estará lá, demarcando o seu território e tentando ganhar o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as práticas de marketing foram se sofisticando para atender uma clientela cada vez mais seletiva e uma concorrência cada vez mais selvagem, no quesito “esmola” (esse termo é muito pesado, eu sei) as abordagens também evoluíram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico. As pessoas agora têm uma história para te envolver emocionalmente. Vez ou outra sou abordada por alguém cuja mãe está no hospital. Por outro que foi roubado e não tem como voltar para casa. Por aquele que a irmã morreu e precisa de uma “urna” (não quero pronunciar aquela palavra que me dá arrepios) para ser sepultada. Há os que apelam pela arte. “Estamos montando um grupo de teatro e precisamos arrecadar dinheiro para o cenário e figurino”... Ou o clássico: “Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando...” Dia desses fui surpreendida por uma situação curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no meu carro aguardando num Drive Thru quando um garoto de 10/12 anos se aproximou. “Eu poderia falar com a senhora”? “Sim”, eu respondi. Então ele sacou da mochila umas toalhinhas e mandou o seguinte discurso: “A senhora poderia me comprar essas toalhinhas, eu moro ...”sei lá onde” e o dono da casa disse para a minha mãe que se ela não pagar o aluguel até hoje a noite (já era mais de 21h00) ele vai colocar nóis na rua” (sic). Enfim, saquei uma grana entreguei a ele cheia de generosidade e disse: “não quero a toalha, pode ficar com o dinheiro”. Ele disse: “obrigado” e saiu. Um segundo depois ouvi um som de celular. Era o dele. Sacou do bolso um Motorola V3 e saiu falando como um executivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da História: quer inclusão tecnológica? Vai vender toalhinhas. O negócio tá bombando. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-63001477911141824?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/63001477911141824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=63001477911141824' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/63001477911141824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/63001477911141824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/11/o-marketing-e-filantropia.html' title='O Marketing e a Filantropia'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SSxg7V_C7WI/AAAAAAAAADM/60TIf6Fvg3s/s72-c/palha%C3%A7o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-1227105397788571069</id><published>2008-11-25T17:17:00.005-02:00</published><updated>2008-11-25T21:04:41.650-02:00</updated><title type='text'>Férias!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SSxSbQOaoUI/AAAAAAAAADE/Dr5E2h_QVok/s1600-h/ferias.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272679891909386562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SSxSbQOaoUI/AAAAAAAAADE/Dr5E2h_QVok/s320/ferias.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa imagem reflete bem o meu ideal de férias no momento. Na mesinha estariam meus livros de cabeceira e o Drexler tocaria todo o tempo para embalar meus dias e noites. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que assim seja. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Salvapantallas&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-mv6EL45yOA&amp;amp;hl=" fs="1&amp;amp;rel=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3658481680277571707-1227105397788571069?l=diariodaequilibrista.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/feeds/1227105397788571069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3658481680277571707&amp;postID=1227105397788571069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1227105397788571069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3658481680277571707/posts/default/1227105397788571069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodaequilibrista.blogspot.com/2008/11/frias.html' title='Férias!'/><author><name>Equilibrista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06715307885476781480</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SlSH5tlq9SI/AAAAAAAAALE/dD5MEeM5FDQ/S220/Imagem+044.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VRTixp3_W9s/SSxSbQOaoUI/AAAAAAAAADE/Dr5E2h_QVok/s72-c/ferias.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3658481680277571707.post-8627257277372208251</id><published>2008-11-23T21:20:00.004-02:00</published><updated>2008-11-23T22:02:55.545-02:00</updated><title type='text'>"My Name is Bond. James Bond".</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falar sobre o passado ajuda a compreender algumas situações do presente – sim, é um chavão – mas é também um processo doloroso, já que muitas vezes feridas que estavam cicatrizadas voltam a sangrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retrospectiva que promovi sobre minha vida e, principalmente sobre os amigos de cada período, deixou-me melancólica. Entretanto, o que mais doeu foi falar do meu pai, mesmo que brevemente, pois a falta dele é uma ferida que nunca vai sarar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo acreditando piamente nos versos do Drexler...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Y aunque parezca mentira&lt;br /&gt;tu corazón va a sanar&lt;br /&gt;y va a volver a quebrase&lt;br /&gt;mientras lê toque pulsar...&lt;br /&gt;y volverás a esperanzarte&lt;br /&gt;y luego a desesperar&lt;br /&gt;y cuando menos lo esperes&lt;br /&gt;tu corazón va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar&lt;br /&gt;va a sanar”....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tomei a decisão de pausar o tema “páginas da vida” para tratar de outros mais amenos. Não quero cansar minha audiência. Afinal, ela é composta de pouquíssimos, mas preciosos seguidores, que já estão às voltas com seus próprios dilemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema mais ameno que me ocorre no momento é cinema. Mas não esperem ler aqui uma crônica erudita. Para o lamento de alguns sou uma voraz consumidora de blockbusters. Não que eu não seja atraída pelos chamados “cults”, aqueles que recebem várias estrelas dos críticos, embora nem sempre lotem uma sala de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito ter um bom gosto musical. Eu acho até que sou leitora de bons livros. Mas quando o assunto 
