quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Barbie e Eu




Toda menina teve uma boneca de estimação. Eu tive a “Susi” – uma espécie de Barbie da década de setenta - que meu pai me deu de natal. Lembro que no dia que a compramos eu voltei para casa abraçada a ela e que nem respirava de tanta satisfação.

Meninas organizadas guardam suas bonecas para um dia entregá-las às suas filhas. Talvez, pela convicção de que jamais seria mãe de menina, a minha ficou perdida em algum armário e mamãe, que não teve boneca alguma, tratou de dá-la para alguém.

Não sei o que diz a psicologia, mas entendo as bonecas como uma representação de modelos femininos. Quando pequenas, meninas ganham bonequinhas que lembram bebes para aguçar seu instinto maternal. À medida que crescem, são apresentadas a bonecas que lembram adolescentes, jovenzinhas e depois mulheres feitas.

Ouvi um diretor de marketing falando sobre o relançamento da “Susi”, afirmando que a boneca teve seu perfil adequado às características da mulher brasileira e latina, ou seja, ela passa a ter uma bunda arrebitada e um pouco mais de volume no seio, já que isso é uma tendência.

A idéia desse post passa longe de discorrer sobre o mal que esses arquétipos farão um dia a milhões de mulheres que não poderão se identificar com eles. Não se trata também de reminiscências sobre a infância e a boneca perdida. Na verdade, escrevo para dizer que nos meus dias de adulta ganhei uma Barbie fashion e longilínea. E antes que alguns torçam o nariz achando que estou velha demais para brincar de boneca, informo que a minha Barbie é de carne e osso. Opa! Não se preocupem, pois não estou me pegando com mulheres, não se trata disso.

Barbie é o apelido carinhoso que gosto de atribuir à minha melhor amiga nos dias em que ela se comporta como uma. Hoje foi assim. Lá estava ela, em cima de um salto que faria minha hérnia de disco colapsar, com sua blusinha rosa e seus cabelos loiríssimos e lisos perfeitos como os de uma boneca.

Faz tempo que tento escrever sobre ela. Se fosse um casamento, estaríamos perto de completar a maioridade conjugal. Mas é difícil falar sobre ela, como é difícil falar sobre as pessoas que amamos e que fazem diferença para nós. Difícil porque quaisquer qualidades que queiramos atribuir a essas pessoas parecem miúdas diante da importância que elas têm. Mas ao nos despedirmos hoje ela disse que gosta de terminar seus dias lendo o Blog e pediu para eu escrever. Portanto, esse post é para a minha única e verdadeira Barbie.

Sol, um beijo e o carinho dessa “equilibrista” prá você - que segue com nossa trilha sonora. (xiiii...agora vão achar mesmo que a gente tá de rolo. rs)


6 comentários:

Solange disse...

Amiga,
Claro que estou chorando.
Alguém já falou que sou uma "biquinha".
Escolhi você para ser minha melhor tudo: melhor amiga, melhor irmã, melhor filha e até mesmo melhor mulher ou marido, se essa fosse nossa opção.
Muito obrigada pelo post. E sobre a trilha sonora nem vou comentar, você sabe que essa músuca toca fundo no meu coração.
Amo você.
Sol

eliane_monteiro disse...

Nooossssaaa....ela parece MESMO a Barbie! rs
Mas quero dizer algo...fui comprar um brinquedo nas Lojas Americanas e fiquei ESTUPEFADA! Eu e minha amiga Sheyla inclusive combinamos enviar e-mails aos fabricantes de bonecas...excluindo Barbie (q continua esbelta e linda)VOCÊ JÁ REPAROU A FISIONOMIA DAS BONECAS ATUAIS? Deus Meu! É de causar traumas nas criancinhas! Será q estão fazendo lavagem cerebral nas garotinhas? Sim, pq QUE GAROTINHA desejará tais "bibelôs"? Talvez uma conspiração pra acabar com a feminilidade, ou o instinto maternal...sei lá! Fiquei besta! Vai lá...e "bota reparo"! rs

Bailarina disse...

Esse post é mais que merecido. Ela é Barbie mesmo, e daquelas caprichadas, tipo edição especial! "A sensação" quando vamos almoçar as três juntas. Eu também a adoro. E a adotei como sogra de coração. rs Vixe! Agora se tornou público, Sol! rs
Sobre o comentário da Eliane, é fato! Existem uns bebezinhos que poderiam perfeitamente substituir ao Chuck e outros do tipo. Eu, como tenho medo de palhaço e de índio, já incluí essas bonecas na minha lista de horrores! rs Mas eu acho que serei mãe de menina! E agora?

Equilibrista disse...

Viram que linda Barbie tenho eu? Vivi, você não será mãe de menina. Nós, mulheres dessa família vamos cumprir o destino de colocar mais homens nesse mundo que já tem mulheres demais. Ele vai ser lindo. E jamais ganhará de presente bonecas - principalmente com cara de palhaço ou de índio - ele vai gostar de tirar fotos e vai fazer "xis" sempre que nos colocar em foco. E vai me chamar de "Tia Abuelita". Bjs

Solange disse...

Esse recadinhho é pra você, Vivi.
Mais uma afinidade entre nós: eu também tenho medo de índio !!!
Tenho medo de índio, macaco de zoológico e cigana.
Beijos,
Sol

Bailarina disse...

Se eu for mãe de menino serão todos moleques na minha casa! hehehehe
Sol, eu tbem tenho medo de cigana e, confesso, macaco de zoologico é uma coisa bem traiçoeira!rs